terça-feira, 31 de março de 2009

Relações carnais

Empresário Marinho e ditador-general-equino Figueiredo
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Quem é a desembargadora Cecília Mello

A desembargadora Cecília Mello tem uma longa tradição de tratar Daniel Dantas com especial gentileza. A desembargadora julgava o processo da Kroll.

Ela trancou a ação contra o sócio de Dantas, seu cunhado Carlos Rodenburg, mesmo depois de duas testemunhas terem desmontado o álibi de Rodenburg.

A desembargadora salvou a pele de Dantas ao remeter à primeira instância da Justiça Estadual de São Paulo o capítulo da ação da Kroll que incriminava Daniel Dantas.

Como se sabe, a investigação da Kroll levou a Polícia Federal e o Ministério Público a acreditar que Daniel Dantas fez parte de uma quadrilha e cometeu crime de espionagem ilegal.

Quer dizer, que, se o Brasil fosse um país sério, e a Justiça funcionasse, não precisava da Satiagraha para Dantas ver o sol quadrado.

A desembargadora Cecília Mello, ao soltar os grandes empresários e doleiros da Camargo Corrêa e espinafrar o corajoso juiz De Sanctis se candidata ao posto honorífico de Vice-Gilmar.

A desembargadora tem conflitos de interesse com um dos maiores escritórios de advocacia comercial de São Paulo, o Pinheiro Neto.

A desembargadora contribui de forma eficaz para que o brasileiro acredite que rico não vai pra cadeia.

Paulo Henrique Amorim

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A lúmpen-burguesia paulistana

Recomendável tomar um Dramin ou similar e providenciar um balde antes de assistir isso.



Lumpen é uma palavra alemã que significa, ao pé da letra, trapo ou homem trapo. Foi primeiramente definido por Karl Marx e Friedrich Engels em A Ideologia Alemã. E também é designada ao "Ser lúmpen" (pessoa desprovida de qualquer tipo de princípio ético) é um estado de espírito que não se restringe a classes ou categorias sociais; por vezes um oportunista.

Fonte: Wikipédia

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O inchaço que não existe

Crônicas do Motta

Estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desmonta uma das principais teses de tucanos e pefelistas, repetida à exaustão como forma de crítica ao governo Lula: a de que o Estado brasileiro é inchado.

Segundo esse levantamento, o Brasil tem menos servidores, como proporção do total de trabalhadores ocupados, que todos os parceiros do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Austrália, Dinamarca, Finlândia e Suécia.

"Mesmo nos Estados Unidos, a mais importante economia capitalista, caracterizada pelo seu caráter privatista e pelo seu elevado contingente de postos de trabalho no setor privado, o peso do emprego público chega a 15% dos ocupados", aponta o estudo, intitulado Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução Recente.

O Brasil tinha em 2005 um total de 10,7% de seus trabalhadores ocupados no setor público. Em 1995, esse percentual era de 11,3%. O Canadá tem um índice de 16,3%, e a Austrália, de 14,4%. O país com maior proporção de funcionários públicos é a Dinamarca: 39,2%,

Segundo o Ipea, não há razão para se afirmar que o Estado brasileiro seja inchado por um suposto excesso de funcionários públicos. A pesquisa revela que o atual contexto de crise, em especial, é justamente o momento para se discutir o papel que pode assumir o emprego público na sociedade brasileira.

Uma discussão que, obviamente, os insígnes representantes de PSDB e PFL não gostariam de fazer, já que, para eles é mais cômodo persistir na mentira.

Carlos Motta

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Josias de Souza faz papel de idiota de novo

Josias de Souza
Incrível como o blogueiro de esgoto número 1 do UOL não se cansa de fazer papel de idiota. Talvez porque seja mesmo um idiota. Não aquele tipo de idiota que rasga dinheiro, claro.

Por Léo
Lá vem ele de novo, Josias de Souza, o chefe-de-torcida da segunda-feira sem lei da Folha de S.Paulo.

Com ele, mais uma manchete marota do portal UOL, onde se lê: “Viés político deve levar ‘Castelo de Areia’ para o STF”. Profeta do óbvio, ele afirma que, nos próximos dias, a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, será “sacudida por um debate jurídico”. Equivale a dizer que, em 2010, a Copa do Mundo será sacudida por um debate esportivo.

A tese do blogueiro da Folha é a de que, como há envolvimento de deputados e senadores, o caso corre o risco (literalmente, nos dias de hoje) de subir para o Supremo Tribunal Federal. E como Josias chegou a essa incrível conclusão? Ao que parece, foi resultado de um fim de semana movimentadíssimo, em Brasília, de encontros secretos e noites insones.

Josias alega ter ouvido duas “autoridades”, um ministro do STF (meu Deus, quem será?) e um misterioso membro do Ministério Público. Ambos, diz o blogueiro, “realçaram um detalhe que açula as dúvidas”. Josias é assim, açulado por dúvidas.

Para nosso gáudio, apenas para manter o nível vocabular, Josias sempre acaba se entregando: as duas fontes, informa, esclareceram que falavam em tese, “à luz do noticiário”, já que sequer tinha folheado o inquérito.

Resumo da ópera (à moda de Josias de Souza):

1. Josias torce para o caso ir para o STF, pelas razões que todo mundo sabe;

2. Para sustentar uma tese que ele acredita ser revolucionária, incomodou, no domingo, duas fontes que não tinham lido uma linha do inquérito, informadas que estavam “à luz do noticiário”, portanto, imersas em profundas trevas.

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Anos do proibir

por Flávio Tavares*

Publicado no Zero Hora

O próximo 1º de abril marca os 45 anos do golpe de Estado que, em 1964, depôs o presidente João Goulart e derrubou a ordem constitucional para implantar uma sui generis ditadura, que colocou o Brasil de pernas para o ar fazendo de conta que estávamos sentados. Ou, até, deitados em berço esplêndido, quando, de fato, vivíamos de borco na terra, nádegas ao ar. A data foi fiel ao significado popular do 1º de abril dia do logro, da mentira e do embuste.

Não repetirei o que se sabe sobre os anos ditatoriais – as liberdades tolhidas, as perseguições e limitações ao pensamento e à ciência. (As melhores cabeças foram varridas das universidades. Junto a muitos outros, expulsaram da UFRGS os dois únicos professores merecedores do título de filósofos no Brasil: Ernani Maria Fiori e Gerd Bornheim. O primeiro, católico; o segundo, agnóstico, ambos chamados, porém, de “comunistas subversivos” pela ignorância dos que serviam ao poder militar.)

Não lembrarei que o golpe foi urdido em Washington, na obsessão do militarismo dos EUA de tudo controlar na América Latina. Nem que, quando a direita civil-militar amotinou-se em Minas, a 5ª Frota Naval dos EUA zarpou de Miami rumo a Santos, em ajuda aos golpistas, com o porta-aviões Forrestal à frente, com ordens de bombardear Brasília e Porto Alegre.

Daqueles anos de tudo proibir, lembrarei a censura direta ou indireta aos meios de comunicação.

***

Jornalista algum podia investigar livremente num ministério ou onde fosse. A polícia se preocupava com os opositores à ditadura, não com os delinquentes, fossem assaltantes de calçada ou ladrões de casaca. Tudo era secreto e a corrupção cresceu amparada no sigilo. A promiscuidade entre ministros e grandes empresários ou líderes sindicais se institucionalizou.

A corrupção é anterior ao golpe. Mas, antes de 1964, era mero acidente a varejo, não uma norma na máquina do Estado. E a regra da ditadura passou à redemocratização. A democracia não tocou no aparelho do Estado. Ao não reformá-lo, o deformou ainda mais nos quase 30 anos que nos separam da anistia política do final de 1979.

***

Não há sociedade livre sem imprensa livre. Siamesas, uma é continuidade da outra. Quem, nos anos de tudo proibir, investigaria as falcatruas na construção da ponte Rio-Niterói, que corriam de boca em boca nos anos 1970? A principal empresa construtora, Camargo Corrêa, é a mesma que, hoje, está sob investigação da Polícia Federal, suspeita de fraudes por superfaturamento em obras públicas.

Na ditadura, a Polícia Federal se dedicava à repressão política, não em farejar criminosos. Nem havia a inter-relação atual, em que imprensa e autoridade investigam em busca da verdade.

***

Nos anos de tudo proibir, quem na Procuradoria da República teria a ousadia da procuradora Karen Kahn, mandando a Polícia Federal investigar agora uma poderosa empresa? Na Polícia Federal, quem cumpriria a ordem como obrigação legal?

E quem, na Justiça, se atreveria a ter a independência do juiz paulista Fausto De Sanctis? A alta rapina o transformou em especialista em “crimes de colarinho branco” e o levou a prender os banqueiros Daniel Dantas e Edemar Cid Ferreira. Agora, prendeu quatro diretores da Camargo Corrêa, entre outros, além de quatro “doleiros”, esses banqueiros avulsos que movem bilhões.

Não importa que chovam habeas corpus. Ou que rebaixem de posto o delegado que dirige o inquérito. Já não se pode proibir que se saiba do telefonema em que um diretor da construtora pede enviar dinheiro para o PMDB do Pará, na mesma época em que o Tribunal de Contas suspeitava de que a empresa superfaturara R$ 71,9 milhões em obras na Refinaria do Nordeste.

Os anos do proibir são de ontem.

*JORNALISTA E ESCRITOR

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Morre compositor Maurice Jarre

O compositor francês Maurice Jarre, premiado com o Oscar e autor de gloriosas e inspiradoras trilhas sonoras de filmes famosos como "Doutor Jivago" e "Lawrence da Arábia", morreu em Los Angeles aos 84 anos.

Jarre foi premiado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela música que criou para clássicos do cinema como esses e "Uma Passagem para a Índia" - os três dirigidos por David Lean. Ele trabalhou também com outros cineastas famosos, incluindo Alfred Hitchcock, Luchino Visconti e Peter Weir.

Durante toda a manhã as rádios francesas tocaram trechos de "Tema de Lara", de "Doutor Jivago", que se tornou um clássico, além da música dramática de "Lawrence da Arábia". Jarre, que vivia em Los Angeles havia muitos anos, foi um dos compositores de música para o cinema de maior sucesso e mais prolíficos, tendo feito a música para mais de 150 filmes.

Depois de começar trabalhando com o cinema francês nos anos 1950, ele se tornou internacionalmente conhecido com a trilha sonora do épico de David Lean "Lawrence da Arábia", de 1962. Seu trabalho abrangeu cinco décadas, e suas trilhas enriqueceram filmes como "A Filha de Ryan", "O Tambor", "O Ano em que Vivemos em Perigo", "Mad Max 3", "Atração Fatal" e "A Testemunha".

Pai de Jean-Michel Jarre, pioneiro da música eletrônica, Jarre afirmava que a música deve ser um elemento fundamental de qualquer filme. Ele dizia que a se a música está presente apenas para destacar uma cena de ação ou de amor, "ela não é realmente interessante".

– Isso é como colocar açúcar demais num bolo – explicava.


Informação relevante: é "Jarr" e não "Jarrê".

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A elite branca com medo


Elite branca: Dimenstein compra roupas na Daslu?

No título de sua coluna no UOL, Gilberto Dimenstein lança uma pergunta marota: "a prisão de Eliana Tranchesi é um espetáculo?"

O jornalista está preocupado... O Estado policial não apavora só Gilmar Mendes...

Então, devolvo com outra pergunta: Dimenstein comprava roupas na Daslu?

O combativo jornalista parece ter ficado com vergonha de pedir a libertação de Tranchesi. Por isso, preferiu a pergunta no título.

Mas, lá nos dois últimos parágrafos, ele apresenta sua tese, sem disfarces:

"o que não entendo, porém, é como se prende alguém que está em meio a um tratamento de câncer, não oferece risco à sociedade e, até agora, não deu sinais de que pretendia fugir do país. Afinal, estava pagando suas multas. O que se pode argumentar é que, se fosse pobre, Eliana não chamaria tanta atenção --é verdade. Mas a minha sensação é de que se trata de um espetáculo midiático."

Vou ser curto e grosso, porque não levo esse pessoal muito a sério...

"Como se prende alguém que não oferece risco à sociedade", ele pergunta....

Ora, só oferece risco quem assalta de arma na mão? E quem assalta os cofres públicos com a caneta na mão? Não é um risco muito maior?

Eliana Tranchesi foi presa porque foi condenada à prisão, ora bolas. Só que - em nosso país - condenado em primeira instância só vai em cana se for pobre. Se for rico, é preciso que todos os recursos sejam apreciados. Não faz o menor sentido, pra que serve o juiz de primeira instância?

Pimenta Neves - o jornalista que assassinou a ex-namorada Sandra Gomide - é réu confesso, foi condenado à prisão. Mas, segue solto. Faltam recursos nas instâncias superiores. Devia ficar preso. Enquanto os recursos não são julgados, deveria valer a primeira instância. Mas, Pimenta - como Tranchesi - tem bons advogados.

Dimenstein não precisa mais fazer lobby. Nem precisa se preocupar com a saúde de Tranchesi. A Justiça já cedeu aos apelos humanitários dos advogados e mandou soltá-la.

A nossa elite branca é incurável.

E-mail do "branco de olho azul": gdimen@uol.com.br  com direito a antispam do UOL.

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FROTA DA FOLHA ESTARIA A SERVIÇO DE TRAFICANTES

Extra! CLOACA NEWS URGENTE:

Exemplares encontrados em esconderijo podem sugerir supostas ligações do diário com bandidos.

Operação realizada na última madrugada, na região central, desbaratou uma quadrilha de distribuição de drogas no atacado. O grupo criminoso admitiu ser especialista em logística. No local, foram encontradas dezenas de primeiras páginas, com manchetes típicas de marginais. Especialistas avaliam que, pelos antecedentes do grupo na área de transportes - eles já possuem experiência com presuntos - as peruas podem, supostamente, estar a serviço do crime organizado. Os advogados do bando impetraram habeas corpus, já deferido pelo plantonista da Corte.

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domingo, 29 de março de 2009

190,5 milhões de brasileiros não leem a Folha de S. Paulo

Você achou idiota minha manchete? A Folha não vê idiotice nenhuma nesse tipo de manchete:

Pacote habitacional exclui 60,4 milhões de pessoas

LEANDRA PERES
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O pacote habitacional lançado pelo governo deixará de atender a mais de 60,4 milhões de pessoas que vivem em cidades que foram excluídas do programa federal.

Folha de S. Paulo
Antes que alguém pergunte a atual população brasileira é de 190.895.696 pessoas

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Lourenço Diaféria: sem medo de ser feliz

Lourenço Diaféria

Voto feliz, graças a Deus!

Daqui a minutos estarei votando no Lula.

Meu voto, ainda que somado a milhões de votos de outros brasileiros, talvez não seja suficiente para ganhar a eleição. Não importa. É preciso votar com decência e compostura. Minha escolha final é ponderada por uma observação simples: os líderes políticos mais sensíveis, os mais dignos, os mais valorosos, também estão com Lula. Os piores... bem, vocês sobem em quem os piores votam, sempre.

Não quero dizer com isto que não haja pessoas de boas intenções, cidadãos de respeito, que preferem o Collor. Claro que há. Existem, sim. Como há pessoas respeitáveis que caem no conto do falso bilhete premiado. Descobrem o logro tarde demais, Que seria dos estelionatários se não fossem os otários?

É possível que Lula perca a eleição — embora também possa ganhar, ora! Mas vejam: Tiradentes também perdeu a eleição, e hoje nós o amamos. Tenho de escolher entre o bravo alferes e os esquartejadores do povo. Não adianta buscar pretextos vãos no muro de Berlim para justificar os massacres morais e sociais com que punimos os trabalhadores, há séculos. O Brasil também tem suas praças da Paz Celestial. Não precisamos buscar mártires lá fora.

Ou fazemos uma revolução limpa, sem sangue, incruenta, agora, ou o Brasil continuará sendo uma latrina global. A propósito, é bom ser explícito: se a campanha eleitoral baixou ao nível do subsolo do pudor, foi no exato momento em que se não respeitou o velhice inválida do bondoso frei Damião, e não se respeitou a inocência meiga e linda da filha do Sr. Luís Inácio Lula da Silva. Os Evangelhos têm uma passagem sobre quem escandaliza a pureza das crianças:”...seria melhor que se lhe atasse uma pedra de moinho ao pescoço e fosse atirado ao mar".

Collor não é o culpado único e maior pelos borrões de sua campanha colorida. Culpadas são as pessoas que o cercam e o animam — e fazem isso por dinheiro. Só por dinheiro. Só por dinheiro! São os mercadores de almas e corações. Pobre deles. E pobre de quem precisa deles para ganhar a eleição.

Lourenço Diaféria, 12 de dezembro de 1.989

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Paulo Henrique Mainardi

O homem da Conversa Fiada transcreve um texto alheio e colabora apenas com o título, mas, acreditem, ele consegue distorcer totalmente o texto somente com o título mentiroso e desonesto. Mário Sabino tem coisas a aprender com PHA.

Leiam esse belo texto e tentem achar qualquer motivo objetivo ou subjetivo para o Paulo Henrique Azevedo colocar o Tarso no meio do assunto:
Gilmar, Dantas, Itagiba e Tarso perdem 
Jornais calam
PHA

amigo navegante Wladimir Belisário sugeriu ao Conversa Afiada o artigo “O Silêncio dos Jornais”, de Luciano Martins Costa, publicado no site Observatório da Imprensa:


CASO DANIEL DANTAS
O silêncio dos jornais
Luciano Martins Costa


A Folha de S.Paulo e o Globo ignoraram a notícia, mas o Estado de S.Paulo publica na edição de terça-feira (24/3), com destaque, que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região impôs ontem uma importante derrota à estratégia de defesa do banqueiro Daniel Dantas.

O controlador do banco Opportunity queria trancar a ação penal nascida da acusação de corrupção ativa, por tentativa de subornar um delegado federal para ser excluído da chamada Operação Satiagraha.

A decisão é fundamental para o prosseguimento das ações judiciais contra Dantas. Por essa razão, os leitores da Folha e do Globo ficarão menos informados sobre o assunto do que os leitores do Estadão.

A defesa de Daniel Dantas queria que a Justiça Federal considerasse irregular a parceria feita entre a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência - Abin - durante as investigações. Se a Justiça acatasse essa tese, o processo poderia ser abortado, mas os magistrados votaram por unanimidade considerando que a ação conjunta entre a Abin e a Polícia Federal não tem nada de errado.

Muito barulho

Fica, portanto, sobre a mesa, uma questão incômoda para ser respondida pela imprensa. A quem mais, a não ser ao próprio Daniel Dantas, interessaria toda a campanha feita principalmente pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo e pela revista Veja, no sentido de criminalizar as ações da Polícia Federal junto com a Abin?

Fica evidente, até mesmo para o leitor mais distraído com a paisagem, que parte da imprensa brasileira tem dedicado os últimos meses mais energia e espaço à tentativa de desqualificar os investigadores do que a investigar o acusado.

Foi tão desproporcional a concessão de espaço para supostas revelações sobre desmandos atribuídos ao delegado Protógenes Queiroz e ao juiz responsável pelo caso Satiagraha, Fausto de Sanctis, que algum leitor poderia supor que o delegado e o juiz é que eram os principais acusados.

O fato de parte da imprensa omitir na terça-feira (24) de seus leitores que a Justiça Federal considera normal a parceria entre a Polícia Federal e a Abin chega a soprar na brasa da teoria conspiratória segundo a qual o banqueiro contaria com a solidariedade de algumas redações.

Será que foi apenas um “furo” do Estadão? Os outros jornais não têm acesso à agenda da Justiça Federal?

Depois de todo barulho a respeito das ações conjuntas entre as duas instituições, o silêncio da Folha e do Globo chega a ensurdecer.

A disputa pelos leitores

O caso Satiagraha deflagrou uma guerra nos bastidores da imprensa, que só pode ser acompanhada pela internet.

Desde o já clássico confronto entre a revista Veja e o jornalista Luis Nassif, até os vazamentos e contravazamentos de supostas revelações da Polícia Federal, o escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Dantas dá uma idéia de outra disputa que marca este começo de século: a disputa entre a imprensa tradicional, de papel, e a nova imprensa, que trafega pelos meios eletrônicos, pela atenção e o tempo dos leitores.

A internet está completando sua segunda década. A configuração gráfica da comunicação entre computadores, inaugurada com o navegador Mosaic, em 1994, cresceu, se espalhou pelo mundo e se miniaturizou, conquistando espaço também nas telinhas dos telefones celulares. O jornalismo infiltrou-se pelos novos meios, e agora o leitor, antigo receptáculo passivo de informações, é também agente e observador da imprensa.


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sábado, 28 de março de 2009

A família

Família CorleoneCrônicas do Motta

"A Daslu é uma família."

A frase, da dona da butique de luxo paulistana, Eliana Tranchesi, está na nota que soltou à imprensa depois de sair do presído em que se encontrava detida.
Eliana foi presa pela Polícia Federal depois de te sido condenada a 94 anos e 6 meses de prisão por crime de sonegação fiscal e contrabando.

Eliana foi solta por ordem de dois juízes da Justiça Federal.

As quatro máfias italianas - a Cosa Nostra siciliana, a Camorra napolitana, a Ndrangheta calabresa e Sacra Corona Unita de Puglia -, personificações do crime organizado, incrustadas em amplos setores do Estado e com ramificações em muitos países, também se baseiam na unidade familiar para terem sucesso.

De que família Eliana está falando?

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Para quem acredita em imperialista bonzinho...

Imperialismo americano
Vejam que o canalha chama a imposição da vontade americana sobre os cubanos de "direito dos cubanos de determinarem seu próprio futuro". Hitler era muito mais honesto que essa raça maldita de ianques.



Biden nega suspensão do bloqueio americano a Cuba
Da EFE

Viña del Mar (Chile), 28 mar (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, negou hoje que o Governo de Barack Obama vá suspender o bloqueio que Washington mantém sobre Cuba desde 1962.

"Obama e eu deixamos claro durante nossa campanha que pensamos que existe a necessidade de uma transição em nossa política para Cuba. Mas todos concordamos que os cubanos devem determinar seu próprio futuro e devem poder viver em liberdade e com a possibilidade de prosperidade econômica", afirmou o vice, que está no Chile para a Cúpula de Líderes Progressistas.

"O povo cubano é quem deve determinar seu próprio futuro, mas eu vim aqui para falar de economia, e não de Cuba", desconversou Biden.

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Justiça concede Habeas Pizza aos diretores de empreiteira

É sempre bom lembrar que nas gravações eles não falam em DOAR dinheiro para a Demo-tucanalha e sim PAGAR aos malandros, digo, às suas excelências.

Segundo o Houaiss Pagar é dar remuneração a; gratificar, recompensarDoar é transferir de modo legal e gratuito (bens ou vantagens) a (outrem).

Justiça Federal liberta diretores da Camargo Corrêa
Agência Estado

SÃO PAULO - O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF 3) mandou soltar neste sábado os dez investigados da Operação Castelo de Areia, entre eles os diretores da empreiteira Camargo Corrêa e o doleiro Kurt Paul Pickel - envolvidos em suposto esquema de fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A decisão foi tomada pela desembargadora Cecília Mello, da 2ª Turma do TRF. Ela acolheu liminarmente habeas corpus dos advogados dos suspeitos e mandou expedir alvará de soltura em favor dos executivos Fernando Dias Gomes, Pietro Francesco Giavina Bianchi e Dárcio Brunato, capturados preventivamente na manhã de quarta-feira.

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O desastre na educação paulista


Por André Araújo

O modelo economicista na educação começou no Governo Covas. Implantou-se um método de “management” puramente orçamentário, centrado no corte de custos, onde de cara saíram os guardas escolares, que eram mantidos pelo BANESER, empresa que foi fechada porque era considerada um reduto quercista mas que tinha muitos bons profissionais contratados no mercado de trabalho alocados em todo o Governo. Também foram fechadas escolinhas de futebol e outras iniciativas que vinham do governo Quércia, que tinha bastante atenção com a área de educação e bem estar social, inclusive com ótimas creches estaduais bancadas por estatais, todas fechadas pelo governo Covas.

O estilo “management”, exclusivamente financeiro pouco ligava para o que pensava a área que cuidava do ensino. Sob o tacão de Secretários truculentos perdeu-se a motivação do professorado e com a aprovação automática o professor perdeu o resto de autoridade que tinha na classe.

O sistema ruiu de alto a baixo, com uma nova violência dentro das salas de aula, entre alunos e destes contra os professores, alem da violência externa com marginais rondando as escolas, já não haviam mais os guardas do Baneser.

Se há um desastre que se pode debitar exclusivamente aos tucanos, é a ruína da educação paulista. Por incrível que possa parecer, os mais intelectualizados políticos brasileiros trataram a educação como um almoxarifado, a ponto da educação paulista, tradicionalmente a melhor do País, ser hoje uma das piores, muito atrás do Rio e Minas, que mantiveram mais ou menos a estrutura tradicional na mão de educadores .

A persistência no erro continua e se magnífica com a entrada de Paulo Renato, o Papa dessa linhagem de gerentões de escolas, a antítese do educador apaixonado pela educação, vai ser a continuidade da mesma visão puramente planilhista e estatística, longe das reais necessidades de um sistema de educação, que começa pelo olhar missionário do educador, uma função nobre que exige vocação.

Enviado por: Luis Nassif

Educação paulista
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CHE PUEBLO

CELSO LUNGARETTI*

“El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto, antes que a definitiva noite se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es Pueblo, el nombre del hombre es Pueblo”
(“Soy Loco Por Ti America”, Capinan, Gil e Torquato)

Che, de Steven Soderbergh, consegue um prodígio, em termos de grandes produções estadunidenses enfocando personagens revolucionários: é um filme honesto.

Claro que, precavendo-se contra as inevitáveis críticas dos direitistas, Soderbergh e o roteirista Peter Buchman evitaram manifestar simpatia ostensiva pela causa revolucionária, limitando-se a colocar na tela os episódios narrados nos diários de Che Guevara.

Então, os aspectos políticos, como o relacionamento entre a guerrilha e a oposição desarmada, são tratados de forma muito superficial, enquanto as cenas de batalhas tomam tempo demais do filme.

Um cineasta do ramo, como Costa-Gravas, certamente aprofundaria mais os personagens e situações, ao invés de ficar no meramente descritivo. Só que Hollywood jamais bancaria um filme sobre Guevara que tivesse Costa-Gravas como diretor...

Justiça seja feita: o atual Che é extremamente mais digno do que o Che! de 1969, dirigido por Richard Fleischer, com Omar Shariff no papel principal. Caricaturas e preconceitos desta vez ficaram de fora. A guerra fria acabou, felizmente.

Chamou-me a atenção o tratamento respeitoso que Fidel Castro (interpretado pelo bom ator mexicano Demián Bichir) recebe. Ele é mostrado como líder inconteste da revolução: ao mesmo tempo o visionário que apostou numa possibilidade remotíssima de vitória, o carismático que soube contagiar os outros com seu sonho e o pragmático que tomou quase sempre as decisões corretas ao longo da campanha.

Benicio Del Toro, obviamente, é quem sustenta o filme.

A opção foi abarcar, nesta primeira parte do épico -- há uma segunda, Che - A Guerrilha, que ainda não tem estréia marcada no Brasil --, o período que vai do primeiro encontro entre Che e Fidel (1955) até a derrubada do ditador Fulgencio Batista (1959); afora isto, só existe um pequeno salto para o futuro, o pronunciamento de Guevara na ONU (1964).

Nesses quatro anos de que se ocupa o filme, o idealismo e a capacidade de enternecer-se de Guevara não se ressalta tanto nas situações propriamente ditas, como nos Diários de Motocicleta, de Walter Salles.

Aqui e ali, o roteiro cumpre esse papel, como ao mostrar Guevara fragilizado ao sofrer ataques de asma, compassivo no trato com os camponeses e solidário com um novato a ponto alfabetizá-lo nos intervalos das batalhas e caminhadas.

E há também a bela frase dos diários do Che, sobre o amor que move os revolucionários.

Mesmo assim, dependia em muito do ator passar ou não para os espectadores a humanidade de um herói que não foi um homem de ferro e, muito menos, o sanguinário em que parte da mídia o quer hoje transformar.

Benício conseguiu, oferecendo-nos um verdadeiro tour de force interpretativo . Seu Che é mesmo um idealista obrigado a endurecer-se para cumprir seu papel histórico, mas que não perde a ternura jamais.

Enfim, o cinema ainda continua nos devendo um filme definitivo sobre a revolução cubana. Mas, tenho a impressão de que este Che é o máximo que podemos esperar de Hollywood.

E vale para estimular o interesse das novas gerações por um dos personagens mais emblemáticos do século passado.

CULTO PERENE

É claro que muitos jovens, antes desse filme, já viam Guevara como o próprio símbolo da revolução.

Enquanto Marx, Lênin, Stalin, Trotsky, Mao e o próprio Fidel só significam algo para os politizados, o Che tem uma força simbólica indiscutivelmente maior -- e muito mais adeptos na faixa da adolescência e mocidade.

Quais os motivos de culto tão perene?

Há quem o atribua, depreciativamente, à semelhança visual entre o Che abatido e o Cristo crucificado, omitindo que as trajetórias também são semelhantes.

Ambos desdenharam os bens materiais e foram solidarizar-se com os pobres, oferecendo-lhes apoio e esperanças. Despertaram a fúria dos poderosos de seu tempo e foram por eles destruídos, terminando sua jornada com muito sofrimento.

Evidentemente, os relatos que chegaram até nós sobre Jesus Cristo não têm áreas nebulosas como aqueles episódios em que Guevara parece haver incorrido em violência excessiva.

Mas, se o Salvador disse que não vinha “trazer a paz, mas a espada”, foi Guevara quem a empunhou. E a guerra nunca inspirou os melhores sentimentos ao ser humano. Pelo contrário, desperta seus piores instintos.

Então, a luta justificada e necessária contra o tirano Fulgêncio Batista pode ter feito aflorar o Robespierre latente naquele homem afável, tão bem retratado nos Diários de Motocicleta.

Mas, contradições são inerentes a todo ser humano. Não existe o herói perfeito e impoluto, salvo em nossa imaginação.

O certo é que Guevara continuou sacrificando tudo por seu ideal de justiça social. Como Garibaldi, foi levar a chama da revolução a outro mundo, a África. E tentou outra vez na Bolívia, onde finalmente o Império o fez executar (mais um paralelo com Cristo!).

Sua vida só foi uma sucessão de fracassos (como já se alegou) para quem reduz a existência à busca do sucesso fácil, descartando valores como a solidariedade, a coerência e a dignidade.

Os que o recriminam, certamente jamais agiriam como Guevara, abrindo mão do poder e honrarias para efetuar desesperadas tentativas de romper o isolamento da revolução cubana.

Pode-se supor que, como Trotsky, ele tenha concluído que a revolução invariavelmente se deforma quando fica restrita a um só país – ainda mais uma nação pobre, atrasada e asfixiada pelo embargo comercial, como Cuba. E fez o que poucos fariam: assumiu a missão de encontrar uma saída para o impasse, nas condições mais desfavoráveis.

No mundo todo, os jovens que também lutavam contra o Império se identificaram com seus sonhos e seu martírio. Não foram uma foto e um pôster que o transformaram em mito, mas sim esse exemplo de dedicação a uma causa justa até o sacrifício extremo.

E, como os corações mais sensíveis e as mentes mais lúcidas não conseguiram vencer o sistema regido pela desigualdade e ganância, Che inspira até hoje os que não aceitam o capitalismo globalizado como o fim da História.

Daí a inutilidade dos frequentes ataques à memória do homem Ernesto Guevara -- como os lançados pela mídia reacionária, a Veja à frente, quando do 40º aniversário da morte do herói.

Jamais atingirão, contudo, o mito Che Pueblo, personificação dos ideais igualitários que os melhores seres humanos vêm acalentando através dos tempos.

* Jornalista, escritor e ex-preso político, mantém os blogs

http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

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Como é bom ter os amigos certos...

STJ decide que Fernandinho Beira-Mar vai esperar julgamento preso

da Agência Brasil

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta sexta-feira o pedido da defesa de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, para que ele aguardasse em liberdade o julgamento da sua ação até o esgotamento de todos os recursos cabíveis.

A defesa de Beira-Mar alegou, no STJ, que ele sofre coação por estar preso durante o julgamento do apelo. Por isso pediram a concessão de medida liminar que suspendesse a prisão cautelar imposta na Justiça de primeiro grau.

Será que a cor da pele de Fernando Beira-Mar tem alguma relação com essa decisão? Tivesse ele esses belos olhos azuis o STJ avaliaria o caso da mesma maneira?

Daniel
Comparado com o moço acima Beira-Mar é um pobre coitado indefeso, comparado com miss Daslu é um pé-rapado que praticamente não lucrou nada com o crime. Se, além da cor da pele e dos olhos, tivesse os mesmos tipos de amigos a decisão seria a mesma?

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Miss Daslu diz que sofre preconceito contra formação de quadrilha

Dizem que a moça nunca estudou, mas pelo menos a letra é de médico.

Clique na imagem para ver o absurdo inteiro
Preconceito contra o crime

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Tribunal concede Habeas Grana à dona da Daslu

TRF-3 concede liberdade a Eliana Tranchesi, dona da Daslu
Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região concedeu nesta sexta-feira habeas corpus à Eliana Tranchesi, dona da butique de luxo Daslu, presa em São Paulo nesta quinta após condenação a 94 anos e e seis meses de prisão por crimes como formação de quadrilha, descaminho (importação fraudulenta de produto lícito) e falsidade ideológica. A decisão é do desembargador Luiz Stefanini.

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Para que serve a justiça militar?

Há poucas décadas atrás, durante o regime militar, a Justiça Militar servia para condenar quaisquer pessoas que se opusessem ao governo vigente, enquanto isentava os algozes que pertenciam ao mesmo. Não era uma justiça justa, pois distribuía iniqüidades. Hoje, em tempos civis, nos quais o arbítrio das armas e da autoridade auto-constituída sem mandato popular já não perduram, haveria que se rever sua função.

Quanto aos militares em geral, que produzem em tempos de paz? A segurança dos países que orbitam o centro do sistema global das relações internacionais não depende, sabidamente, de suas armas obsoletas e insuficientes. A Guerra das Malvinas foi um bom exemplo do que estou dizendo. Os argentinos foram massacrados. Nossa segurança depende das alianças internacionais e dos interesses que permeiam nossa atuação nesse cenário. Se temos muitos amigos e parceiros comerciais, estamos seguros, caso contrário, estaremos fritos. 

Se não produzem segurança, que produzem os militares em tempos de paz? Ah, sim ... a eterna vigilância. Há os institutos militares de pesquisa, que preparam gente que depois vai trabalhar a peso de ouro nas multinacionais. Pagamos seu caro adestramento intelectual para depois perdê-los para a iniciativa privada. Fora disto, produzimos burocracia. Algumas ações de cidadania realizadas por alguns comandos (especialmente o da Amazônia) são relevantes, mas assim mesmo, servem como um paliativo, não resolvem os problemas cruciais. A guarda das fronteiras está afeta aos militares, e a fiscalização de imigração e contrabando à Polícia Federal. Sabemos, contudo, que os efetivos que ocupam estes postos de fronteira são pequenos: todos querem servir nas capitais, especialmente nas mais aprazíveis.

Se dependesse de nossos policiais federais e dos militares de fronteira, já teríamos sido invadidos há muito tempo, caso houvesse essa intenção. Temos que repensar o papel das forças armadas em tempos de paz.

Quanto à Justiça Militar, ela julga cidadãos. A justiça não é civil ou militar: ela tem que ser justa e julgar de modo imparcial e correto.

Antes de sermos civis ou militares, somos cidadãos. Não vejo sua utilidade em tempos de paz. O crime ou delito, em tempos de paz, não é 'civil' ou 'militar' - é um delito, simplesmente. Não existem dois códigos penais e nem dois processuais, bem como só existe um código civil e uma constituição.

Flávio Prieto

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Nada mais que ridículos


Eles querem ser chamados de Democratas, assim com o D maiúsculo. Estiveram na linha de frente da sustentação da ditadura e, embora civis, foram figuras de proa do regime militar. Com o fim da exceção, abraçaram com todas as forças o neo-liberalismo então em voga.

Naquele tempo, gostavam de ser conhecidos como "liberais", num evidente abastardamento do significado da ideologia. 

Sempre se colocaram contra tudo o que tivesse a mais longínqua conotação popular.

Ligados umbilicalmente ao grande capital, floresceram na associação com seus irmãos "sociais-democratas", agrupamento com o qual dividiam o poder - e as suas benesses.

Quando viram que estavam para se extinguir - por falta de votos, essencialmente -, esses liberais de fachada resolveram mudar - de nome, apenas.
Passaram a se intitular Democratas, novamente corrompendo o termo, numa atitude evidentemente oportunista.

Hoje, protagonistas em um caso escandaloso, como esse da Operação Castelo de Areia, que flagrou fortes evidências da existência de um esquema de lavagem de dinheiro e financiamento ilegal de políticos na construtora Camargo Corrêa, eles mostram ser coerentes com todo o seu passado de adesismo escancarado aos mais fortes e desprezo explícito aos mais fracos.

Afinal, sempre tiveram o cinismo como companheiro inseparável.

Mas essa intenção de processar o presidente Lula pela responsabilidade da Operação Castelo de Areia, que julgam "política" revela que mesmo os mais cínicos dos cínicos correm o risco de serem mal interpretados.

Como nesse caso específico, em que eles estão sendo tão somente ridículos.

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Agora vai!

Maria Helena pede demissão; Paulo Renato assumirá Educação em São Paulo

Agência Estado

O gabinete do economista e deputado federal Paulo Renato Souza (PSDB-SP) anunciou nesta sexta-feira que ele foi convidado a assumir a Secretaria de Educação do Estado pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e aceitou o convite.

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Nada mais parecido com um republicano que um democrata no governo

Democratas pedem ações firmes contra Irã
EFE

Washington, 27 mar (EFE).- Líderes democratas da Câmara de Representantes afirmaram que os Estados Unidos devem responder com "urgência" ao programa nuclear iraniano, e pediram ações firmes em caso de fracasso do diálogo com o Irã.
Sim, o Irã não tem direito de ter um programa nuclear, ao contrário dos americanos e todos os seus aliados.

Os membros do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara Baixa divulgaram hoje uma carta enviada ontem à noite ao presidente Barack Obama na qual expressaram sua preocupação com um relatório recente que assinala que o Irã já armazenou urânio enriquecido de baixa graduação suficiente para gerar uma arma nuclear. 
Nossa, que terrível! Daqui a 50 anos talvez o Irã tenha o poder nuclear que Israel tinha nos anos 70.

Os legisladores, liderados pelo presidente do Comitê, Howard Berman, coincidiram com Obama em que os Estados Unidos não podem permitir que o Irã possua uma arma nuclear, e pediram ao Governo que estabeleça "o mais rápido possível" um diálogo "sério e crível" com esse país, de preferência antes de suas eleições presidenciais, em junho.
Se o Irã não disser "SIM" ao "diálogo sério" aí já sabemos que vem, não é?

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No, I can't

Obama anuncia NOVA estratégia e envio de mais 4 mil soldados ao Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira o envio de mais 4 mil soldados ao Afeganistão. Os militares vão treinar forças afegãs, como parte de uma nova estratégia norte-americana para destruir refúgios da Al-Qaeda e conter a insurgência do Taleban.
"Insurgência" é o nome que invasores dão aos que reagem à invasão.
Reuters

Pelo plano, os 4 mil instrutores (tortura, terrorismo?) militares irão se incorporar à força afegã, enquanto centenas de funcionários civis dos EUA irão reforçar os programas de reconstrução e desenvolvimento.
Segundo Obama, o objetivo é coordenar o trabalho das forças americanas e afegãs para que, eventualmente (dia de São Nunca, provavelmente), a segurança do Afeganistão fique a cargo do próprio país e os soldados americanos possam voltar para casa.

Os instrutores são um contingente adicional aos 17 mil soldados que Obama já determinou que sejam enviados ao Afeganistão para ajudar a estabilizar (matar quem pensa diferente) o país antes da eleição presidencial (sem oposição fica mais fácil a vitória), que acontece em agosto. Os Estados Unidos já têm 38 mil soldados no país.

Obama, que criticou seu antecessor George W. Bush por ter priorizado a guerra do Iraque à do Afeganistão, determinou uma revisão da estratégia no Afeganistão logo depois da sua posse, em 20 de janeiro.

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