sexta-feira, 31 de julho de 2009

Lula chama imbecis de "imbecis"

Lula chama críticos do Bolsa Família de 'ignorantes'
Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou hoje de "imbecil" e "ignorante" quem considera o Bolsa Família um estímulo para não trabalhar. Para Lula, enxergar o principal programa social de seu governo como assistencialismo é ver o País de "forma simplista".
"Tem gente tão imbecil e ignorante que ainda fala que o Bolsa Família é para deixar as pessoas preguiçosas porque quem recebe não quer mais trabalhar", reclamou o presidente.

"A ignorância é de tal magnitude que as pessoas pensam que um ser humano vai ganhar R$ 85 e vai deixar de ter perspectiva de ganhar os R$ 616 que a Mônica vai ganhar por um trabalho decente." Lula se referia a Mônica Barroso, de 28 anos, uma das alunas que receberam hoje o diploma de pedreira, com emprego garantindo em uma construtora.

Hoje, em Belo Horizonte, 457 alunos receberam os certificados em cursos de formação como pedreiro, eletricista, torneiro mecânico e pintor, entre outros, que fazem parte do Plano Setorial de Qualificação e Inserção Profissional para o Bolsa Família.

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Estadão chama repressão ao crime de CENSURA

Organização golpista dos Mesquita comete crime continuado ao divulgar gravações ilegais e chama a proibição do delito de "censura". Não bastasse isso tem a coragem de apresentar-se como mártir da liberdade quando sempre pautou-se pela defesa das oligarquias escravagistas e repressão legal e ilegal aos movimentos sociais, tendo tido importante papel na conspiração criminosa que levou à implantação da ditadura terrorista que o jornal defendeu até o último dia e defende até hoje.

Interessante que recentemente a gravação de conversas de personagens do crime organizado era chamada de "Estado Policial" pelos Mesquita. Pelo visto o Estado que eles defendem é mesmo o do Crime.

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PSOL faz manifestação gigantesca contra Sarney

O micro-partido auxiliar da direita realizou manifestação em São Paulo e reuniu menos pessoas do que se não houvesse manifestação alguma. Apesar do destaque do UOL, e da tentativa de dizer tinha alguém lá além da mídia, a foto mostra o que (não) aconteceu:

PSOL
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Reaça do dia 31/07

Tem gente que acha que diploma universitário é sinônimo de inteligência e cultura, Dr. Siffert é a prova viva de que isso é lenda. Diploma não conserta preconceito e ignorância, só fornece um conhecimento, quando fornece, TÉCNICO em UMA área.

Pobre Brasil. Inverno, gripe suína. Verão, dengue. Inverno, verão, primavera e outono, Lula...

Geraldo Siffert Junior, médico, geraldosiffertjunior@gmail.com Rio de Janeiro

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Oposição pede CPI da natação

Líderes do PSDB, DEM e PPS já começaram a coleta de assinaturas. Simon fará discurso indignado amanhã.

O brasileiro César Cielo venceu a final dos 100 metros livres no Mundial de Natação de 2009 e ainda marcou o novo recorde mundial da prova.
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Reaça do dia 30/07

Braço curto

Qualquer desculpa é boa para fugir do trabalho: a gripe suína mata muitíssimo menos pessoas no país inteiro do que acidentes com motoboys na CIDADE de São Paulo. Usando esses critérios da moça teríamos que fechar o país e o mundo por causa da gripe, da malária, febre amarela, doenças cardíacas, poluição...

Gripe

"Gostaria de saber o que o governo do Estado está esperando para conceder licença a todas as grávidas, tendo em vista o número alarmante de agravamento da gripe suína entre gestantes.
Estudos realizados nos EUA já mostraram que a incidência é muito maior entre mulheres grávidas, sendo que os governos do México e da Argentina já anunciaram medidas (licença) nesse sentido. O senhor governador está esperando a situação ficar ainda pior para fazer algo?"
CAROLINA CARDOSO (São Paulo, SP)

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Política social demo-tucana

Favelados protestam contra Kassab
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Governo concede benefício a Gilberto Dimenstein

Aprendiz de palhaço Dimenstein
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Reaça do dia 29/07

Raciocínio brilhante

O Vale-cultura tem como objetivo permitir às pessoas de baixa renda acesso a eventos culturais. O pensador (pelo e-mail é professor) acha melhor dar dinheiro para os prefeitos distribuirem para seus apaniguados. Gênio.


Já que o Vale-Cultura será criado, bem que o Ministério da Cultura poderia repassar dinheiro para que prefeitos de cidades de até 100 mil habitantes possam construir um teatro e uma biblioteca para o povo. É uma forma de fazer o brasileiro ser mais culto, pois cultura é cidadania.

Paulo Dias Neme, profpauloneme@terra.com.br São Paulo

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Gilberto Dimentein não quer concorrência

Dimenstein quer reserva de mercado para ele

Dimenstein, inimigo da cultura
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Fãs indicam Michael Jackson para Nobel da Paz

É mais provável o Reinaldo Azevedo ganhar o Nobel de Literatura ou a Míriam Leitão o de Economia.
Piada pronta
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Panfleto tucano paga mega-mico

Vejam a qualidade e a seriedade do pasquim dos Frias: divulga em manchete garrafal que o Brasil está em RECESSÃO quando a recessão já tinha TERMINADO!

Jornalistas que estudaram economia de verdade, como Stephen Kanitz, já diziam isso há meses, mas a Ditabranda só ouve a voz rouca dos vampiros tucanos. Imaginem o respeito que a equipe de economia desse pasquim goza no mercado.


Brasil está em recessão em maio

Recessão do Brasil terminou em maio
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Reaça do dia 28/07

Isso nem é reaça, é uma anta de tênis. A "Força" que ele menciona deve ser a do "Guerra nas estrelas", suponho.

DESSE JEITO, ATÉ A VOVÓ

Estamos num mato sem cachorro. Pilantropia com o... da gente. Após os 8 anos do FHC que instituiu o virus do racismo , por meio das tais cotas, e a´pós os 8 anos do lulismo , que "aperfeiçou" o virus fhc do racismo,e a distribuição de dinheiro por meio de várias bolsas(família,emprego,automóvel,liquidificador,geladeira e ditadura), o próximo que suceder estará todo engessado e terá que fazer uma escolha: ou mantem o país no atraso intelectual, com sua população cada vez mais indolente e a depender desseas ignóbeis bolsas; ou terá que recorrer a "Força" para desmontar tais esquemas. O povão analfa não suportará a perda desses programas
É uma festa!

atojr@estadao.com.br

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Marolinha acabou oficialmente

Não é de se admirar o desespero do consórcio tucano-midiático para escandalizar o nada. O Brasil sai intacto da maior crise desde os anos 30 e só resta falar de gripe suína e parentes do Sarney para animar os Homer Simpsons.

Recessão no Brasil acabou em maio, avaliam bancos

GUILHERME BARROS
TONI SCIARRETTA
da Folha de S. Paulo

A recessão brasileira terminou em maio. Após dois trimestres seguidos de retração, que caracterizaram recessão técnica no país, a economia brasileira voltou a se expandir exatamente no centro do segundo trimestre, de acordo com diferentes estudos dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco.

Segundo o Bradesco, com os dados até maio, o PIB do segundo trimestre já apontava um crescimento de 1,7% em relação aos primeiros três meses deste ano. Até abril, os resultados eram negativos.

Já os economistas do Itaú Unibanco detectaram em maio uma alta de 2,3% do PIB em relação a abril, o que também sugere a primeira expansão trimestral da economia após a crise. Os dados fazem parte de uma nova pesquisa, que segue a metodologia do IBGE, para estimar o PIB mensal, já livre de efeitos sazonais. Em abril, a pesquisa apurara retração de 0,7% em relação a março.

Para Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco, os números mostram que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a sair da crise. A recessão é caracterizada tecnicamente por economistas com dois trimestres seguidos de retração. De acordo com o IBGE, a economia encolheu 0,8% no primeiro trimestre e 3,6% no último trimestre de 2008.

Na previsão do Itaú, o PIB deve ter crescido entre 1,5% e 2% no segundo trimestre de 2009 em relação ao período anterior. Para o Bradesco, a alta pode ser de até 2,2%.

Apesar da recuperação a partir de maio, o PIB deste ano ainda deve registrar queda de pelo menos 0,5%, em razão da forte desaceleração do início do ano. Para 2010, as previsões são bastante otimistas, de crescimento superior a 4%, de acordo com o Bradesco.

Os dados desagregados do indicador calculado pelo Bradesco mostram que a demanda doméstica foi a responsável pelo desempenho favorável, enquanto o setor externo ajudou a jogar a atividade para baixo.

Para Aurélio Bicalho, economista do Itaú, a redução das alíquotas de IPI para o setor automobilístico foi um dos propulsores do crescimento entre abril e junho. Ele afirma que o incentivo levou a indústria a uma expansão mensal média de 1,5% de janeiro a maio --excluindo o setor, a variação recua para 0,6% ao mês.

O segundo fator da recuperação foi o ajuste nos estoques da indústria. Isso porque, no início da crise, a produção caiu mais rapidamente do que a demanda, como uma reação para impedir uma formação indesejada de estoques. Com a recuperação da demanda, a indústria teve de voltar a produzir mais para não ter problemas de entrega. "E isso ocorreu entre abril e junho, elevando a taxa de crescimento da produção industrial", disse Bicalho.

O segundo fator foi o ajuste nos estoques da indústria. Finalmente, houve uma recuperação de volumes exportados e preços das commodities, com a retomada da demanda chinesa. A previsão é que as exportações sigam como principal fator de recuperação no segundo semestre.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eleitores de Kassab sifu

Usuários de fretados em SP dizem que vão voltar a usar carro


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Agradeça ao Kassab

Kassab Trânsito SP
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Felipe Massa está bem melhor que o UOL

UOL Felipe Massa
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Reaça do dia - Edição extraordinária

Esse é outro ícone da direita raivosa delirante. Falta pouco para conseguir uma coluna na Veja ou no MetroNews.

Ignore o discurso debilóide e concentre-se nas expressões faciais e, principalmente, nos olhos do aspirante a Mainardi. O vocabulário de esgoto é obrigatório na boca dessa raça.



Agradeço ao anônimo (?) pela dica.

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Reaça do dia 28/07

Apologia ao crime

XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
...
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;

Especialidade do estadão desde o séc. XIX:

CHORO DE PERDEDOR

Investindo pesado na ingovernabilidade de Honduras, ao incitar o povo desse país a uma guerra civil, o sociopata Hugo Chávez tentou exportar sua filosofia terrorista para esse pequeno país caribenho, infiltrando agitadores, oferecendo apoio financeiro, organizando marchas e cedendo até aviões com urnas para facilitar a vitória fraudulenta de seu mais novo admirador. O presidente deposto, Manuel Zelaya, seduzido pela possibilidade de um poder sem fim, foi convencido pelo seu mestre venezuelano, a modificar ilegalmente a constituição de seu país. Só que sua metamorfose não deu certo. Ao violar a Carta Magna de seu país, cruzou uma linha proibida, e pagou caro pela sua aventura. Transformou-se no algoz da democracia de seu país, onde hoje é tido mais como traidor do que vitima de golpe de Estado, como muitos de fora afirmam em seus choros de perdedores.

Paulo R Kherlakian, paulokherlakian@uol.com.br São Paulo

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domingo, 26 de julho de 2009

As belezas de São Paulo

Zé Pedágio 2010

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Kassab piora o insuportável

Restrição a fretados deve lotar estações de metrô em SP
Agência Estado em São Paulo

Os trens do Metrô terão de abrir espaço, a partir de amanhã, para 25 mil novos passageiros, que antes faziam os percursos em ônibus fretados. Só a Estação Imigrantes, da Linha Verde, vai aumentar em 54% o número de passageiros, vindos principalmente de cidades da Região Metropolitana e da Baixada Santista. A companhia diz que o local comporta, mas os usuários temem perder o conforto de conseguir embarcar em trens com assentos disponíveis ainda no pico da manhã.

Para permitir que passageiros de fretados cheguem aos destinos sem que o ônibus entre na área restrita de 70 km², a Prefeitura de São Paulo criou 14 pontos de embarque e desembarque - sete deles em ruas próximas das estações de metrô. A Secretaria Municipal de Transportes mapeou o percurso dos ônibus, calculou quantos passageiros devem desembarcar em cada parada e qual meio de transporte vão usar para seguir viagem.


A Linha Verde é a que terá o maior acréscimo no número de passageiros: a Imigrantes ganhará 54% e a Sumaré, 32%. Em junho, durante o horário de operação do metrô, rodaram as catracas dessas estações 24 mil pessoas por dia. A partir de amanhã, segundo os cálculos da Prefeitura, serão 34,5 mil. A Estação Vila Madalena também será um ponto de parada, mas a expectativa é de que os 500 passageiros de fretados que descerem ali optem pelos ônibus. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Metrô SP
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Reaça do dia 26/07

Suinice
Leia o que diz o leitor do Estadão e compare com uma pessoa informada lendo o texto do Sakamoto na postagem anterior. É a pseudo-erudição a serviço da desinformação raivosa e politizada.

GRIPE SUÍNA

Está-se tornando trágica a endemia da gripe suína no País, já com mais de 30 óbitos. Sabemos que as precauções propagadas tardiamente pelo governo são paliativas; 90% da população, em especial a carente, não assimila tais recomendações. E o vírus pode-se instalar no organismo mesmo com máscaras, cuidados ao espirrar e mãos lavadas com toda a assepsia. Mas não estamos e nunca estivemos preparados. Nosso falido sistema de saúde não está aparelhado para atender sequer uma dor de barriga. Soube do caso de um senhor aposentado, sem ter o vergonhoso plano de saúde particular, portador de pneumonia, que foi levado para o Hospital da USP, onde ficou três dias deitado numa maca, no chão frio de um corredor. De lá foi transferido para um hospital público. Se o surto da gripe assumir as proporções das mortes ocorridas durante a gripe espanhola, no final de 1918 e início de 1919, quando a população paulistana era de cerca de 570 mil habitantes, só na maior cidade do País poderemos ter mais de 10 mil mortes, porque não temos leitos hospitalares nem recursos, que deveriam ter vindo da famigerada CPMF, mas foram para o bolso ou para as causas eleitoreiras de nossos desumanos e incapazes políticos. O senador Sarney que o diga!

Roberto Stavale, bobstal@dglnet.com.br São Paulo

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Gripe suína, pânico e paranóia

Leonardo Sakamoto

Antes tarde do que nunca. A Folha de S. Paulo trouxe hoje uma matéria mostrando que a gripe comum foi responsável por 6.324 mortes no ano passado, ou seja, 17 por dia. O jornal tabulou dados públicos do município de São Paulo, que inclui também as complicações da gripe – como pneumonias, bronquites e outras doenças do trato respiratório. No mesmo período, os óbitos por gripe comum – aquela que pegamos todos os anos – em todo o país foram de 70.142.

Quando os casos de mortes causados pelo vírus influenza A (H1N1) começaram as ser noticiadas no México, escrevi que um dos maiores riscos de uma possível pandemia era mais o pânico coletivo do que os problemas causados pela doença. Não quero, é claro, menosprezar a dor de quem perdeu um parente ou amigo por conta da gripe suína, ou dizer que os infectados não sofreram. Apenas reafirmar que o alarde da população ainda é desproporcional ao problema.

Vale lembrar que a malária mata entre 2 a 4 milhões de pessoas por ano no mundo, todos os anos. Contudo, como os seus defuntos moram em cafundós pobres, onde chegam sinais de TV e de internet, mas que não contam com saneamento básico e atendimento de saúde, ela não ganha o status de prioridade como esta epidemia por trazer riscos menores aos mais ricos.

Em 2009, o Estado do Mato Grosso registrou 33 mortes por dengue até o dia 22 de julho. A Bahia apontava em 29 de junho para 55 óbitos pela mesma causa. No Espírito Santo, eram 42 mortos até 17 de julho. Os dados são do poder público dos próprios estados. Para efeito de comparação, o Brasil registra pouco mais de 30 mortes pela gripe suína até agora.

Outra doença mais “popular”, a tuberculose afeta 90 mil pessoas todos os anos no Brasil. De acordo com a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, apenas São Paulo tem 18 mil casos por ano.

É fato que o contágio por gripe suína é mais “democrática”, por assim dizer. Mas o acesso a tratamento decente, sem filas e esperas não. Muitos vão dizer: “ah, mas a minha tia foi passar uma semana em Buenos Aires e pegou” ou “eu fui para os Estados Unidos estudar e voltei com gripe”. O que torna a história mais interessante ainda. De certa forma, os mais abonados da sociedade tornaram-se vetor de propagação da doença, mas não serão eles a passar pelas filas dos hospitais públicos. Então isso é responsabilidade dos mais ricos que viajam e dos caminhoneiros que fazem a rota para além do rio Uruguai? Não, de maneira alguma, a doença iria se espalhar por aqui de um jeito ou de outro. Apenas uma constatação de como as coisas funcionam.

Como já disse aqui antes, a virtude de ter uma mídia global, em que as notícias se espalham mais rapidamente que um vírus, é que isso pode ser usado para alertar a população e cobrar (e acompanhar) do poder público medidas preventivas e paliativas. Mesmo desconsiderando os avanços da medicina, é de se supor que com informação chegando à população, teriam ocorrido menos mortes durante a gripe espanhola no século passado, que matou dezenas de milhões.

Mas, ao mesmo tempo, sabemos o que acontece quando um tema com potencial explosivo cai nas graças da mídia. Não é raro ver a imprensa deixar o fato de lado e ir na direção da conjectura e mesmo do sensacionalismo, ganhando com o pânico ou a comoção, em busca de audiência. O mesmo ocorre entre internautas, que muitas vezes circulam fofocas e achismos, lendas urbanas, que morreriam diante da primeira checadela telefônica, mas que correm soltas em blogs e twitter.

Nesta semana, vi na TV uma mulher dando uma entrevista em uma porta de hospital. Reclamava estar com gripe suína e, por isso, foi a um dos centros de referência informados pelo governo. O exame deu negativo, mas mesmo assim ela disse que iria a outro para que a doença fosse constatada. Afinal de contas, ela tinha visto na TV que febre alta, dor no peito, dor de cabeça eram sintomas da suína e que ela poderia morrer se não fosse medicada para isso. Diagnósticos erram? Claro, médicos são humanos, máquinas falham, enfim. Mas a paranóia coletiva também deve ser levada em conta, porque machuca tanto quanto.

Como o cidadão pode, diante disso, filtrar o que é fato e o que não é se suas fontes de informação podem estar “contaminadas”, por assim dizer? Além disso, é ingenuidade achar que esse mesmo processo midiático também não influencia a tomada de decisões por parte de governos, que estão aumentando estoques de remédios anti-virais (como tem gente lucrando com isso, diga-se de passagem) para enfrentar a crise. Qual a quantidade realmente necessária e quanto vai ser excesso para lucro de indústrias farmacêuticas? O quanto esse processo não afeta as prioridades públicas como dengue, malária, tuberculose?

A prevenção e o combate à gripe suína devem continuar ser prioridade pública e o Ministério da Saúde, ao meu ver, vem desenvolvendo um bom trabalho até agora (noves fora a desgraça que é a falta de atendimento de qualidade na maior parte dos hospitais públicos do país, mas aí já é outra história). Mas a mídia tem que fazer sua parte. Muitos veículos trazem especialistas para dizer que a taxa de óbito desse vírus é igual ao da gripe comum, para acalmar a população. Mas, na sequência preenchem o noticiário com imagens e depoimentos sem ter o devido cuidado, quase caindo para o mundo cão.

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sábado, 25 de julho de 2009

Quadrilha tucano-midiática pode tentar golpe

Segundo informações passadas a Eduardo Guimarães por fonte da Folha da Ditabranda, a direita golpista prepara caminho para a hondurização do Brasil. Segundo a fonte, em reunião feita na casa de FHC foi decidida estratégia terrorista de falsificar pesquisas eleitorais e sobre a popularidade de Lula visando criar um clima ainda mais golpista no país e desestabilizar o governo e as instituições.

Teriam participado da reunião Otávio Frias, Civita, José Serra e representante não identificado da Globo.

Todo cuidado é pouco. A hora é de perigo.

Golpe a vista
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Reaça do dia 25/07

Burro de piranha

BOI DE PIRANHA

Não seria José Sarney boi de piranha do presidente Lulla? Enquanto as piranhas famintas atacam o velho e moribundo boi a montante, a boiada atravessa o rio em águas calmas a jusante.

José Carlos Degaspare, degaspare@uol.com.br São Paulo

Leitor do PIG
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Os porcos de guarda do Capital

Os chacais de guarda

O que seria dos interesses das elites dominantes, se não contassem com escribas, pagos pelas empresas de mídia privada, para tentar fazer passar esses interesses com se fossem os interesses do país? Para isso eles contam com equipes de “cães de guarda”, que defendem, com unhas e dentes, os interesses das elites dominantes, especialmente concentrados na mídia.

Tentam, por exemplo, identificar a liberdade com a liberdade do capital, condenando qualquer forma de limitação à sua livre circulação. Tentar identificar liberdade com a existência da grande propriedade privada, opondo-se a qualquer definição de critérios sociais para a propriedade, especialmente a monopólica e a propriedade não produtiva no campo, opondo-se a qualquer tipo de ação de socialização da propriedade. Porque essas próprias empresas são monopolistas.

O filósofo francês Paul Nizan escreveu um livro, em 1932, a que deu o nome de “Cães de guarda” para se referir aos intelectuais que prestam serviço de promover legitimidade e dar razões de sobrevivência ao poder das elites dominantes. “Eles adorariam ser Zola, mas para acusar as vítimas...”, escreve Serge Halimi, no prefácio da edição mais recente do livro, mencionando como esses guardiães da ordem estabelecida adoram estar de acordo com seus patrões, acusando os pobres, os marginalizados, as vítimas do sistema, como se fossem verdugos. “Quanto à sua obra, ela se autodestrói um quarto de segundo depois do tiro de morteiro midiático...”, acrescenta Halimi.

Na introdução do livro de Halimi, “Os novos cães de guarda” – publicado no Brasil pela Jorge Zahar -, Pierre Bourdieu recorda como trabalhos de denuncia desse tipo contribui a “arruinar um dos suportes invisíveis da prática jornalística, a amnésia...” E se pergunta: “por que, de fato, os jornalistas não deveriam responder por suas palavras, dado que eles exercem um tal poder sobre o mundo social e sobre o próprio mundo do poder?”

Mas, entrando já diretamente nos chacais de guarda daqui – para não ofender aos cães -, se tiverem paciência, olhem alguns dos livros que decretaram o fim do governo Lula em 2005. Uma jornalista que insiste em fazer comentários sem voltar sobre o que disse ontem, sustentava seu livro oportunista para ganhar dinheiro e agradar seus patrões com a crise de 2005, apoiada por outro colunista que come nas mesmas mãos, que reiterava essa morte do governo na contracapa do livro. Como não tem compromisso algum com o que escrevem, que só se justifica pelos serviços prestados a seus empregadores, fontes e outros representantes das elites dominantes, seguem em frente como se não tivessem dito nada ontem, como seguirão amanhã fingindo que não disseram nada hoje. Não são mais do que ventríloquos dessas elites.

Indo mais longe: a imprensa que convocou os militares a dar golpe militar, apoiou a derrubada do governo legalmente constituído de Jango e sustentou o golpe militar, inclusive reproduzindo as versões mentirosas que escondiam os seqüestros, as torturas e os fuzilamentos dos opositores, segue de acordo com as posições que tiveram. Um dos jornais, que emprestou seus carros, para que os órgãos repressivos da ditadura atuassem disfarçados de jornalistas, nem sequer tentou se defender das gravíssimas acusações, que faz com que a empresa, os jornais que publicam e os membros dos comitês editoriais, tenham as mãos sujas de sangue pelos seqüestros, torturas e execuções da ditadura. Ao não fazerem autocrítica, automaticamente aceitam ter cometido esses crimes de lesa democracia e jornalismo minimamente objetivo.

Essa mesma mídia vive acusando o povo de “não ter memória”. Talvez seja essa a razão pela qual elegem e reelegem os lideres políticos execrados diariamente pela mídia, porque hoje não obedecem a seus desígnios.

Mas são eles os primeiros a cultuarem a falta de memória, a amnésia, de todos, ao esquecer o que disseram ontem. Estiveram a favor da ditadura, com que moral acusam governos e partidos de não ser democráticos?

O que dizem os empregados de uma empresa que praticamente nasceu durante a ditadura, foi o órgão oficial da ditadura? Que legitimidade acreditam que podem ter órgãos dessa empresa?

Um dos colunistas de um dos jornais da imprensa de propriedade de uma das poucas famílias que dominam de forma monopolista o ramo, se orgulha de nunca ter ido aos Forúns Sociais Mundiais, por ter ido a todos os Foruns de Davos – onde manifestamente ele se sente no seu mundo. Seria bom ele ouvir agora os arautos da globalização – incluído seu prócer FHC – para saber o que pensam da crise atual, provocada por suas políticas. Teria que se deslocar não a Davos, mas algumas prisões, onde alguns deles foram encarcerados, depois de reveladas suas trapaças – alias, nenhuma delas revelada pela imprensa, conivente e complacente com o ricaços de Davos.

Um outro jornalista disse, em outro momento da sua carreira, em conferência pública, que quando um jornalista senta para escrever uma matéria, pensa, em primeiro lugar, no dono da empresa; em segundo, nas fontes do que vai publicar; em terceiro na enorme quantidade de desempregados do lado de fora da empresa. A esse filtro haveria que acrescentar as agências de publicidade e os grandes grupos econômicos que financiam os órgãos de imprensa e acabam pagando os seus salários.

Foi se criando uma verdadeira casta de jornalistas, empregados dos maiores meios de imprensa no Brasil, promíscuos com o poder, que renunciam a qualquer ataque aos interesses do poder que dominou o país durante séculos: capital financeiro, grandes monopólios, latifundiários, as próprias grandes empresas monopólicas da mídia, o imperialismo norteamericano, o FMI, o Banco Mundial, a OMC, a direita política – Tucanos, DEM, FHC, Serra, Tasso Jereissatti, Jarbas Vasconcellos.

Preferem, para conveniência de seus empregos e dos interesses dos seus patrões, atacar o que incomoda à direita – sindicatos, o MST, o pensamento crítico, as universidades publicas, os partidos de esquerda.

Além dos casos mencionados, há os pobres diabos que querem adquirir certo verniz “intelectual” – não agüentam a inveja do pensamento crítico – e citam autores, viajam pelo mundo em eventos sem nenhuma importância, escrevem em jornais e falam em rádios e TVs, sem nenhum prestigio, colunas que ninguém leva a sério ou mesmo lê. Um deles foi chefe de gabinete de um dos ditadores, depois foi demitido, fotografado na cama para a Playboy, tentando mostrar méritos que não conseguiu na política e que circulava nos governos anteriores com toda promiscuidade pelos ministérios e Palácio do Planalto – de que esse tipo de gente sentem uma falta danada.

A ideologia do “’quarto poder” se tornou antiquada, porque o monopólio da mídia privada detém muito mais poder do que isso, termina dando direção ideológica e política aos fracos partidos opositores. Claro que o que realmente não são é “contra-poder”, porque na verdade fazem parte intrínseca dos poderes constituídos, como força conservadora.

Como a noticia se transformou definitivamente em uma mercadoria na mão dessa casta, perdeu toda credibilidade. Conhece-se o caso de colunistas econômicos que fingem estar preocupados com a situação de um setor do empresariado, e vendem reunião e assessoria a eles, em troca de defender mais explicitamente seus interesses. Se devem às suas fontes, a tal ponto que a editoria econômica passou a ser a mais comprometida com os interesses criados, de forma similar a como certa cobertura policial se deve às fontes nas delegacias e nas policias, sem as quais ficam sem seus “furos”.

“Quem paga, comanda”, recorda Halimi. E a mídia, como sabemos é financiada não pelos leitores com as compras na banca e as assinaturas, mas pelas agencias de publicidade. E vejam quem são os grandes anunciantes, com os quais a mídia tem o rabo preso – bancos, telefonias, fabricas de automóveis, etc. Não pelas organizações populares, sindicatos, centros culturais, nada disso. Quem paga, comanda. Já viram jornais, rádios, televisões, colunistas, fazerem campanha de denúncia – com um pouquinho da sanha que tem contra o governo e a esquerda – contra os bancos, suas falcatruas, contra as grandes corporações multinacionais, contra a lavagem de dinheiro nos paraísos fiscais? Nâo, porque seria tiro no pé, atentado contra os que financiam a essa mídia.

Perguntado sobre como a elite controla a mídia, Chomsky respondeu: “Como ela controla a General Motors? A questão nem se coloca. A elite não tem que controlar a General Motors. Ela lhe pertence. Albert Camus disse que a mídia francesa se tornou “a vergonha do país.” E a nossa? O Brasil e seu povo têm orgulho ou vergonha dessa mídia que anda por ai?

A lei apresentada pelo governo argentino para regulamentar o audiovisual – umas das razões da brutal ofensiva da imprensa de lá contra seu governo – determina que as empresas da mídia tem que declarar publicamente suas fontes de financiamento – quem as financia, com que quantidades de dinheiro. Poderiam aproveitar e declarar publicamente quanto ganham os magnatas dessa casta midiática, enquanto a massa dos jornalistas ganha uma miséria, é terceirizado e passível a qualquer momento de serem mandado embora, se não cumprem à risca as orientações que os chacais lhes impõem.

Um jornalista norteamericano citado por Halimi, disse: “Sobre as questões econômicas (impostos, ajuda social, política comercial, luta contra o déficit, atitude em relação aos sindicatos), a opinião dos jornalistas de renome tornou-se muito mais conservadora à medida que suas rendas foram aumentando”.

Quem discorda dos consensos que tentam impor nos seus desagradabilíssimos e redundantes programas de entrevistas ou suas colunas de merchandising , como se sabe, é chamado de “populista”, de “demagogo”, de “aventureiro”. Que são, como também se sabe, os governantes que fazem políticas sociais e têm alto nível de apoio da população. Por isso chamam sempre os mesmos, seus amigos, operadores das bolsas de valores, empresários que passam a lhes dever favores, para dizer as mesmas baboseiras que a realidade não se cansa de desmentir.

“Mídias cada vez mais concentradas, jornalistas cada vez mais dóceis, uma informação cada vez mais medíocre” –conclui Halimi. E cita um político de direita francês, Claude Allègre, sobre as possibilidades do meio midiático se reformar: “Eu vou lhes dar uma resposta estritamente marxista, eu que jamais fui marxista: porque não há interesse... Por que vocês queriam que os beneficiários dessa situação sintam necessidade de mudá-la?” E, para concluir, conforme se aproxima a Conferencia Nacional de Comunicação, declaração do também conservador jornalista Frances Jacques Julliard: “Uma das reformas mais urgentes neste país, seria aquela que pudesse dar às mídias um mínimo de seriedade e de dignidade. Sobretudo de dignidade!”

Postado por Emir Sader

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A ciclovia da Soninha

Falar é fácil, fazer é que são elas...
Ciclovia Av. Sumaré
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Radicalismo pouco é bobagem

Imprensa suína
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Fama do Esquerdopata espalha-se pelo mundo

Peço aos amigos que, em hipótese alguma, deem meu endereço ao Brad Pitt.
Jolie et moi
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Reaça do dia 24/07

O garoto propaganda da Ditabranda e ex-cartunista rebelde mostra por que os Frias dão um espaço nobre para sua rebeldia sem causa. Como dizem por aí, rebeldia é só uma questão de preço, vide os "comunistas" do PPS alegremente trabalhando para o Kassab e defendendo o Dantas no congresso.
Ditabranda
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fala o grande jurista

Noblat Jurista
Dessa vez o jazzista-barrigueiro está coberto de razão: onde o Lula foi tirar essa ideia fascista de que alguém tem que ser investigado, julgado e condenado ANTES de ser punido?

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O esgoto do barrigueiro

Amparado pela máquina jurídica das Organizações Corleone Marinho o barrigueiro e benemérito do senado injuria, difama e calunia os que seus chefes ordenam. Quem tem dinheiro para enfrentar essa quadrilha empresa hegemônica?

UNE caluniada por barrigueiro
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Reaça do dia 23/07

As "pessoas que se interam do que está acontecendo no país neste momento" são os leitores do Estadão e eleitores de Alckmin/Serra/Kassab. Os homens bons da ação. Fora desse círculo restritíssimo ninguém sequer sabe do que fala a madame.

Revolta nos Jardins

OS RESPONSÁVEIS IRRESPONSÁVEIS

Há um clima geral de desânimo e de revolta que se pode constatar conversando com as pessoas que se interam do que está acontecendo no país neste momento.
... O país precisando tanto de investimentos em áreas importantíssimas como saúde, educação, saneamento, infraestrutura, e eles só pensando em poder e dinheiro ...

Maria Tereza Murray, terezamurray@hotmail.com São Paulo

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A firmeza necessária

Mauro Santayana no JB DE 22/07

Se a comunidade internacional se mantiver firme, como até agora, o retorno de Zelaya ao poder em Honduras poderá ser o fim de quase dois séculos de caudilhismo militar na América Latina. A mudança de postura dos países centrais, ao apoiarem a decisão da OEA e das Nações Unidas, é o grande fato novo e alentador deste novo século. Ao que parece, já não lhes interessa fomentar a violência política na América Latina, como ocorria até recentemente. Os novos desafios do mundo não admitem essas manobras sujas da geopolítica.

Os golpistas alegam que Zelaya violara a Constituição, ao aspirar à reeleição, mediante referendo popular. Admitindo-se que plebiscitos são controvertidos, pela sua natureza maniqueísta, e que sua convocação violava a carta política, caberia processo político regular contra o presidente. O usurpador Micheletti alega que o Poder Legislativo e a Suprema Corte aprovaram a destituição do presidente, mas só o fizeram depois do fato consumado. Zelaya poderia ter sofrido processo regular de impeachment e deixado o poder, se fosse o caso, como ocorreu a Fernando Collor. Quando os juízes aprovam a invasão do domicílio do chefe de Estado, madrugada alta, o sequestro da família por homens armados e sua expulsão sumária do território nacional, quem está violando a Constituição é a Suprema Corte. O mesmo ocorre com a maioria parlamentar que aprova o golpe. Além disso, a população de Honduras parecia satisfeita com seu presidente, não obstante as dificuldades econômicas históricas, por se tratar de uma das mais infelizes repúblicas da América Central. O termo banana republic foi criado, em 1904, exatamente para identificar Honduras, pelo escritor norte-americano O. Henry, em seu livro de contos Cabbages and kings. O intervencionismo norte-americano na região, em favor da United Fruit e Standard Fruit, é conhecido. Em 1911 e 1912, os americanos enviaram seus marines a Honduras, a fim de garantir a isenção de impostos às empresas bananeiras, por 25 anos.

A técnica do golpe é a mesma, e não há pais desta nossa infeliz América Latina que não tenha sofrido a violência, sempre executada pelas Forças Armadas, em benefício de um general qualquer, sempre títere de Washington, ou de civis dispostos à obediência. Em nossos países tem vigorado, desde a independência, a máxima de Arturo Illia: “A los militares, o se les manda, o se les obedece”. Com sua visão de Estado, Jefferson, que participou ativamente, com La Fayette e outros, da redação dos primeiros rascunhos da Constituição Francesa de 1791, sugeriu que o texto determinasse a toda autoridade militar submissão direta a uma autoridade civil. Para nossa desgraça, em busca do poder a qualquer preço, os políticos batem à porta dos quartéis e pedem a intervenção armada. Mesmo quando os governos militares parecem necessários para a consolidação do Estado – como no caso das guerras de libertação de nossos vizinhos e, em nosso caso, da proclamação da República – os efeitos históricos são péssimos. Não são poucos os jovens oficiais que sonham ser, um dia, Bolívar e, em nosso caso, Deodoro ou Floriano (não falemos em Castello Branco, Costa e Silva, Médici e outros).

República é sinônimo de democracia, de Estado de direito. Não há meia democracia ou Estado mais ou menos de direito. Os conflitos políticos são inevitáveis, e inerentes à democracia, e só são resolvidos com democracia.

Não há como contemporizar, no caso hondurenho. Se o usurpador insistir em impedir o retorno de Zelaya, cabe à comunidade internacional avançar em sua condenação à aventura liberticida, e isolar o regime, até que o país retorne à normalidade republicana. É preciso registrar que toda a América Latina se encontra sob o meridiano de Tegucigalpa. E não podemos, no Brasil, baixar a guarda. Já estão circulando, pela internet, textos pedindo o retorno dos militares ao poder. Os que respeitamos as Forças Armadas e com elas contamos para a defesa permanente da soberania nacional, não podemos desonrá-las, ao admitir tal hipótese. Fez bem Celso Amorim em reiterar a Hillary Clinton nossa firme posição contra o golpe.

Os conflitos políticos são os tributos que pagamos à liberdade. E é preferível a corrupção com a imprensa livre, que a denuncie, mesmo com possíveis excessos, do que a corrupção sob o segredo das ditaduras, que só vamos conhecer décadas depois.

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O PT é igualzinho ao PSDB

BC reduz taxa básica de juros em 0,5 ponto, para 8,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, passando de 9,25% ao ano para 8,75% (veja gráfico ao final deste texto).

É a menor taxa desde que a Selic passou a ser usada como meta da política monetária, em 5 de março de 1999. Foi a quinta redução consecutiva.

Selic PT vs PSDB
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ReporCagem da Folha sobre gripe é TERRORISMO

Serra é a Salvação
Viomundo – Domingo, quando li na Folha Online que a pandemia de "gripe suína afetar até 67 milhões de pessoas nas próximas cinco a oito semanas", pensei na “epidemia” de febre amarela. Só que, agora, o terrorismo midiático pode levar a uma corrida aos hospitais. Por isso vamos direto ao x da questão: a reportagem da Folha procede ou não?

Eduardo Hage – Não. Há um erro capital na matéria, e o jornalista foi alertado. Mesmo assim, ele utilizou parâmetros do estudo para o vírus H5N1 [responsável pela gripe aviária] para calcular quantas pessoas poderiam ser infectadas pelo H1N1 [causador da gripe suína], quantas precisariam de cuidados médicos e quantas seriam internadas por complicações da doença. Os parâmetros utilizados pela Folha de S. Paulo são totalmente furados. Não têm base epidemiológica, estatística, científica. Foi um chute a quilômetros de distância do alvo.

Viomundo – O que realmente a Folha perguntou ao Ministério da Saúde?

Eduardo Hage - O jornalista perguntou se estávamos trabalhando com algum modelo matemático como o feito para preparação da pandemia de H5N1 e se os parâmetros utilizados naquele modelo serviam para esta pandemia. Fui taxativo: o Ministério da Saúde, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), não estão trabalhando com modelo estatístico para essa pandemia.

Viomundo -- Por quê?

Eduardo Hage – Hoje, não existe nenhuma estimativa suficientemente válida para calcular a taxa de ataque, que o jornalista da Folha usa no texto dele. Existe somente um estudo realizado no início da pandemia em La Gloria, localidade pequena, isolada, no México. Qualquer estatístico com boa formação sabe que não dá para extrapolar esses dados para doença disseminada, como a influenza A. Portanto, por prudência, o Ministério da Saúde e a OMS não construíram ainda modelos matemáticos para a presente pandemia.

Viomundo -- O que é taxa de ataque?

Eduardo Hage – É o percentual de pessoas que vai se infectar pelo vírus entre aquelas sem imunidade contra a doença. São as pessoas suscetíveis. Suponhamos que num grupo de 100 pessoas suscetíveis 50 se infectem. A taxa de ataque seria de 50%. Também não há o dado sobre transmissibilidade. Ou seja, a partir de um caso, quantas pessoas poderão se infectar.

Viomundo -- O Ministério da Saúde não dispõe desse número?

Eduardo Hage – Nem nós nem ninguém. Não há nenhuma publicação válida hoje que forneça os parâmetros básicos para se construir um modelo matemático. Por isso ele não existe. Chamei ainda a atenção do jornalista de que as estimativas para H5N1 basearam-se nas pandemias de 1918, da gripe asiática e na de Hong-Kong, e que não eram válidas para esta pandemia de gripe.

Viomundo – Mas o texto dá a entender que sim, ressalvando que alguns pressupostos contidos no estudo do H5N1 podem não valer para o vírus da gripe suína.

Eduardo Hage -- Os parâmetros do estudo do vírus H5N1 NÃO VALEM para a gripe suína. Foi isso que eu disse.

Viomundo – Então a reportagem da Folha é furada?

Eduardo Hage -- Totalmente. Não há nenhum artigo em que o jornalista da Folha possa se sustentar para fazer os cálculos que fez. É pura ilação, sem qualquer base científica.

Viomundo – O que há por trás desses cálculos equivocados?

Eduardo Hage -- Eu espero que não seja a tentativa de gerar desinformação na população, como aconteceu na febre amarela, que você citou.

Viomundo – Traduzindo.

Eduardo Hage Eu vejo duas tentativas de uso mal intencionado da informação. Primeira: a reportagem diz que até 4,4 milhões de pessoas precisarão ser internadas nas próximas cinco a oito semanas. Como os números, ao final dessa pandemia, estarão distantes dos mostrados, podem gerar desconfiança desde já: ou de que o Ministério da Saúde está omitindo ou vai omitir dados. Segunda: já que a pandemia pode atingir até 67 milhões de pessoas, será uma pandemia totalmente fora de controle. Ambas não tem base científica e não irão se sustentar.

Viomundo -- É possível estimar o número de pessoas que serão infectadas?

Eduardo Hage – Atualmente, não. É irresponsabilidade. Mas é possível afirmar, sim, que não serão os números da reportagem da Folha. Serão bem menores. Os próprios números da OMS mostram que não são suficientes para implicar em mudanças das medidas em vigor. Afinal, estamos tratando de uma gripe com características semelhantes à da gripe comum em relação à gravidade e à letalidade. Portanto, não tem sentido buscar identificar todos os casos de gripe pelo H1N1; não vai alterar em nada as medidas que o Brasil e demais países do mundo estão adotando. Discutir se serão 35 milhões ou 67 milhões de infectados é desviar o foco do que é realmente importante: identificar as pessoas que tem fator de risco para evoluir para a doença grave e oferecer atenção adequada e imediata para evitar a morte.

Viomundo – Ou seja, se todo mundo com algum sintoma gripal correr para os hospitais, eles ficarão sobrecarregados; em vez do foco das equipes de saúde estar voltado às pessoas com maior risco, a atenção se dispersará; aí, sim, mais pessoas podem morrer. É isso?

Eduardo Hage – Exatamente. Como tirar de uma fila de atendimento de 100, 200, 400 pessoas aquelas com fator de risco de ter a doença na sua forma grave? Não tem como, a não ser examinando todas. E essa demanda excessiva pode fazer com que pessoas com maior risco, não sejam atendidas e hospitalizadas rapidamente. Mais de 95% dessas pessoas vão ter gripe comum, que não precisa de atendimento em hospital de referência. Por isso, a orientação do Ministério da Saúde é esta. Está com sintomas de gripe? Procure o médico da unidade de saúde mais próxima, de posto, do programa de saúde da família, do convênio ou o seu particular.

Viomundo – Raramente a gente vai ao médico quando tem gripe. No caso da gripe suína, como fica?

Eduardo Hage – O ideal é que você procure o médico sempre que tiver febre ou algum sintoma de doença infecciosa. Às vezes algum sinal de agravamento pode passar desapercebido para a própria pessoa. Por exemplo, falta de ar, que é o sintoma mais importante da gripe A. À vezes só “escutando” os pulmões, o médico identifica a pneumonia. Já tem casos que somente vão dar sinais quando a doença estiver avançada. Mas por meio do exame clínico ou, quando necessário, do raio X, se consegue identificar a pneumonia e definir que tipo de tratamento o paciente precisa. Hospital é para quando há agravamento de caso ou fator que favoreça.

Viomundo – O Ministério tem reiterado que os sintomas da gripe comum, sazonal, são os mesmos da Influenza A, a gripe suína. Não dá mesmo para distingui-los?

Eduardo Hage – Não. Por isso, você tendo febre alta (acima de 38º), indisposição, tosse ou dor de garganta, ocasionalmente diarréia, procure um serviço médico.

Viomundo – Das pessoas infectadas pelo vírus da gripe suína, quantos por cento precisarãode cuidados especiais?

Eduardo Hage – Pelo o que temos observado em outros países com maior número de casos e afetados antes do Brasil – por exemplo, Estados Unidos, México, Argentina e Chile --, no máximo 5%. Ou são casos graves ou tem fator de risco que favorece o agravamento.

Viomundo – Quais as situações que implicam maior risco?

Eduardo Hage – Têm maior risco de desenvolver as formas graves da doença: crianças menores de dois anos de idade; pessoas acima de 60 anos; gestantes; pessoas com imunodepressão (por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento de aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica e pacientes com obesidade mórbida. Nesses casos, dependendo da condição clinica do paciente, pode ser indicado o exame laboratorial e uso do antiviral.

Viomundo – A letalidade está em quanto?

Eduardo Hage – Em 0,45%.

Viomundo – Nos últimos dias, teve quem dissesse que a letalidade no Brasil passou para 1% devido ao aumento dos óbitos. É 1% ou 0,45%?

Eduardo Hage – A letalidade é de 0,45%. O cálculo de 1% não está correto. Eu explico. A letalidade só pode ser calculada enquanto se contam todos os casos. E como já sabemos que a grande maioria dos casos será leve, não é mais indicado esse cálculo. O foco agora são os pacientes já com quadro grave ou com fator de risco para doença grave. Logicamente, nesse grupo teremos mais óbitos. Portanto, não pode servir como parâmetro para comparação. Você terá a falsa impressão de que a situação está se agravando, quando não está.

Viomundo – O senhor citou o Chile e a Argentina. Por que a pandemia de gripe suína chegou mais cedo nesses países do que no Brasil?

Eduardo Hage – Principalmente por causa das condições climáticas. Chile e Argentina têm inverno muito mais rigoroso que o Brasil. Não à toa o estado com maior número de casos e óbitos, em termos relativos, é o Rio Grande do Sul. Isso não é novidade. Todos os anos o Rio Grande do Sul tem a maior proporção de casos internados por influenza e pneumonia que os demais estados. Portanto, esse aumento de casos já era esperado. Além disto, julho no Brasil é o mês em que há maior número de casos todos os anos.

Viomundo – Este ano, além da gripe sazonal, teremos que enfrentar a suína também?

Eduardo Hage – Pelo o que tem se observado em vários países, como Argentina e Chile, não necessariamente. O vírus da influenza A está "afastando" outros vírus respiratórios.

Viomundo – Como assim?

Eduardo Hage -- Em alguns países, 90% dos vírus causadores de gripe em circulação é o novo H1N1. O que pode haver é somente a substituição de vírus sem aumentar o número de casos graves e óbitos. Isso só poderemos avaliar no final dessa fase da pandemia. Mas pelo que temos observado até agora o padrão é muito semelhante ao da gripe comum. A maior ocorrência é nos estados do sul do Brasil e a intensificação, no mês de julho. A única novidade é o vírus. O da vez é o novo H1N1.

Viomundo – Há estimativa de quantos casos de influenza há no Brasil por ano?

Eduardo Hage -- Nós temos dados de internações e óbitos. Mas sempre usamos juntos os de influenza e pneumonia, pois em muitas situações a pessoa teve pneumonia associada à gripe, ou a partir da gripe, ela desenvolveu uma pneumonia. Aí, se registra o diagnóstico de pneunomia. Em 2007, tivemos 44.200 óbitos por pneumonia/influenza. Em 2008, um pouco menos, mas o número ainda não está fechado. Quanto às internações, houve 723 mil por influenza e pneumonia. O mês de julho foi responsável pelo maior número tanto para internação quanto para óbito.

Viomundo – Ou seja, todo ano nessa época há normalmente aumento dos casos de gripe. Só que este ano vai ser de influenza A?

Eduardo Hage – Exatamente.

Viomundo – O fato de coincidir com as férias escolares não seria um fator que ajudaria a conter a transmissibilidade?

Eduardo Hage -- Não necessariamente. Para crianças e adolescentes, sim, pois diminui o contato na escola. Mas para adultos, não; é um período em que viajam mais, se expõem mais. Então os números acabam se contrabalançando.

Viomundo – O que o senhor ressaltaria ainda?

Eduardo Hage – Enfatizar o que já disse antes. A influenza tem características muito semelhantes à gripe comum que acontece todo ano no inverno. A abordagem, portanto, é a mesma que se deve ter em relação à gripe comum. Com maior cuidado com aqueles que podem vir a desenvolver a forma grave. Pandemia, por si só, não significa maior risco de as pessoas adoecerem e morrerem. Significa apenas que a adoença está disseminada em todo o mundo. E a conduta a ser adotada é exatamente a que recomendamos para os sintomas da gripe comum; na presença deles, procure a unidade de saúde mais próxima.

Viomundo – E as medidas de prevenção?

Eduardo Hage -- O vírus da gripe suína, como já dissemos, é transmitido da mesma forma que o da gripe sazonal: por gotículas que são expelidas quando a pessoa infectada fala, espirra ou tosse. E as medidas de prevenção são as mesmas para o controle e prevenção da gripe sazonal e de outras doenças respiratórias. Por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, principalmente as individuais, pois evitam que uma pessoa doente transmita o vírus para outra. Questão de respeito com a saúde do outro. Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir e espirrar; é para evitar que gotículas atinjam os que estão próximos. Lave frequentemente as mãos com água e sabonete. Faça isso, pelo menos: depois de tossir ou espirrar; após usar o banheiro; antes de comer; e antes de tocar os olhos, boca e nariz. Evite compartilhar pratos, talheres e alimentos. Evite colocar as mãos nos olhos, nariz ou boca após pegar mexer com dinheiro, pegar produtos no supermercado ou ter contato com superfícies que não estejam devidamente higienizadas. Procure ter hábitos saudáveis, como alimentação adequada, ingestão de líquidos e atividade física.

Viomundo – E para quem está com sintomas de gripe, o que senhor recomenda?

Eduardo Hage – Evite freqüentar locais fechados, com pouca ventilação. O ideal é permanecer em casa enquanto estiver com tosse, febre e outros sintomas, pois evita a disseminação no trabalho, na escola. Aí, claro, de acordo com a avaliação médica, que vai indicar ou não a adoção de outras medidas. No mais, levar a vida normalmente. Todos os anos, no mundo inteiro, enfrentamos epidemias de gripes que têm características de pandemia. Em 2009, não será diferente. Não há nenhum risco a mais do que enfrentamos nos anos anteriores.


PS. Quem tiver alguma dúvida sobre a Influenza A ou gripe suína, deixa-a em comentários. Um técnico do Ministério da Saúde ira respondê-las.

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Reaça do dia 22/07

Essa não merece comentário, pus uma música para expressar meus sentimentos por tal delírio:

Moacir Franco - Balada Para Um Louco

GRIPE SUÍNA... É O (NOSSO) FIM

Deu no Jornal da Band ( 21/7) que, dentro das 9.000.000 de doses que o governo detém do medicamento Tamiflu, indicado para tratamento da gripe suína, há um lote inteiro vencido. O SUS ( leia-se: GOVERNO) colou uma etiqueta na embalagem prorrogando o vencimento para o ano que vem. Na minha opinião, isto é crime. A partir de agora, qualquer farmácia está liberada para fazer o mesmo, alegando que os remédios estão bem armazenados. O fato é que não haverá Tamiflu em boas condições para todos, vai faltar remédio posto que o governo não agiu prontamente no início da epidemia, estava preocupado com a defesa dos calhordas de sempre. O Conselho Regional de Farmácia se posicionou veementemente contra a atitude tomada, remédio vencido não deve ser tomado e ponto final. E agora? O que nos resta? Ouvir a conversa mole para boi dormir que a CPMF faz falta? Faltou para toda a roubalheira? Membros do poder executivo, adeus, vocês acabaram com sua carreira política, deram, finalmente, um tiro de canhão no próprio pé. Seu eleitorado é o que mais vai enterrar as vítimas desta doença. Até nunca mais!!!

Marcia Marize de Meirelles, marcia.marize@terra.com.br São Paulo

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