Homem do 'nada a declarar' era símbolo de um regime que não prestava contas
Daniel Bramatti
O Estado de S. Paulo
Por conta da frase "nada a declarar", que repetia de forma quase automática ao ser abordado por jornalistas, Armando Falcão entrou para a história como um dos símbolos de um regime que se considerava desobrigado a prestar contas para a população.
Quando Jânio renunciou ao cargo, em 1961, Falcão se alinhou aos políticos e militares que tentaram vetar a posse do vice-presidente João Goulart. No governo de Jango, destacou-se como militante contra a reforma agrária e a influência dos sindicatos na política.
Daniel Bramatti
O Estado de S. Paulo
Por conta da frase "nada a declarar", que repetia de forma quase automática ao ser abordado por jornalistas, Armando Falcão entrou para a história como um dos símbolos de um regime que se considerava desobrigado a prestar contas para a população.
Como ministro da Justiça do governo Ernesto Geisel, de 1974 a 1979, Falcão comandava o aparato policial que impunha a censura às artes e à imprensa no Brasil, sendo o Estado um de seus principais alvos.
Na época, artistas como Dias Gomes e Chico Buarque de Hollanda tiveram obras proibidas. Até o grupo de balé Bolshoi, da então União Soviética, foi impedido de se apresentar no País....
Quando Jânio renunciou ao cargo, em 1961, Falcão se alinhou aos políticos e militares que tentaram vetar a posse do vice-presidente João Goulart. No governo de Jango, destacou-se como militante contra a reforma agrária e a influência dos sindicatos na política.
Apoiou o golpe de 1964 e tornou-se um dos interlocutores do primeiro presidente da ditadura, o general Humberto Castelo Branco. Em 1965, aplaudiu a decretação do Ato Institucional n° 2, que extinguiu os partidos políticos, limitou os poderes do Legislativo e estabeleceu a escolha dos presidentes da República por via indireta.
Em 1974, voltou ao Ministério da Justiça a convite de Geisel. No cargo, coordenou a fusão entre os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. Durante sua gestão foi editado o chamado "pacote de abril", em 1977, que, entre outros pontos, determinou a eleição indireta de 1/3 dos senadores, como forma de evitar o avanço da oposição no Congresso.
2 comentários:
Qdo me mudei prá Brasília, onde viví por 12 anos, Médici era o presidente e eu, ainda pré adolecente.
Fui me enfranhando na bateria - sim, fui até 1 razoável baterista.
Pois bem, dalí, foi 1 pulo prá política e, como era Brasília, apanhávamos de tudo qto é tipo de polícia (oh cidade prá ter tanta polícia dirente, mas prá descer o mesmo cacete ... ).
Enfim, conhecí esta nefasta criatura de "perto", num evento escolar.
Nojento, deplorável.
Hoje, morreu.
Só q nao morre c/ ele, o q viví durante aqeles anos de chumbo.
Mas, foda-se.
Horas da madruga, lá fora a neve comendo frouxa e eu ponho os fones prá celebrar aqí, ouvindo JOY DIVISION, em "homenagem a esse crápula.
Q vida maluca ... Eu? Feliz q nem pinto no lixo.
HAHAHAHhahahahahahHAHAHAHah.
Inté,
Murilo
É um canalha a menos na terra, ou já tinha virado santo? Se não tinha é capaz que ainda vire.
Postei um comentário no bloglixo do Augusto Nunes da veja, o cara deletou meu comentário, sei que você é convidado a ver muita porcaria, mas se tiver tempo de ver dê uma olhada, eu dei uns print screen e colei no meu blog pra mostrar como adoram a liberdade de expressão.
http://salada-saladadeideias.blogspot.com/2010/02/etica-de-augusto-nunes.html
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