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Não vou me estender mais sobre os resultados da pesquisa Datafolha divulgada na noite passada, porque ela, embora mostre Dilma em rápida ascensão e Serra em descenso – o que é evidente – continua dando motivos para não ser considerada confiável.
Motivos objetivos, que vou listar a seguir e que não são “achismo”, e motivos subjetivos, como o fato de o jornal ter destinado uma coluna a um “perguntas e respostas” destinado a dar credibilidade ao levantamento.
Perguntas e respostas que levam a outras inúmeras perguntas que, é claro, ficam sem resposta.
A primeira, e mais evidente é o tamanho da amostra, que o Datafolha diz não ser importante, mas sim sua estratificação.
Então, qual a razão de terem feito a pesquisa de dezembro de 2009 com 11.429 pessoas, a de agosto com 4.100 pessoas e a de agora, fevereiro de 2010, com apenas 2.623? Qual é o tamanho confiável para uma amostra de 100 milhões de pessoas com a diversidade que tem a população brasileira?
Vejam que eu não estou dizendo que uma pesquisa não pode ser rigorosa com 2.600 entrevistas. Apenas gostaria de saber porque este número numa pesquisa é multiplicado por dois, na outra por quatro… Pesquisa custa caro demais para dobrar ou triplicar seu custo , como se diz no Rio Grande, assim no más…
A segunda coisa que a Folha diz é que, agora que Dilma encostou em Serra, o empate estatístico entre ambos, devido à margem de erro, “não é bem assim”. Dizem que, para haver o empate, seria preciso que ocorresse – palavras do Datafolha – “a raríssima hipótese” de Serra e Dilma estarem nos limites negativo e positivo da margem de erro.
Aí vem a explicação sobre a margem de erro. Depois de termos passado anos e anos ouvindo que ela poderia fazer com que o candidato tivesse dois (ou três, quatro) pontos a mais ou a menos, agora somos informados de que não é assim e que a margem de erro varia de acordo com o percentual obtido pelo candidato.
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