segunda-feira, 15 de março de 2010

Esquerda vence na França e direita na Colômbia

Lendo as manchetes parece isso, mas lendo as notícias inteiras constata-se o desancanto total e completo desses países com todos os partidos.

Nos dois países uma pequena minoria votou e nos dois o vencedor teve um pouquinho de votos a mais que os outros. Muito distantes de uma maioria sequer relativa. Na França o PS teve cerca de 30% dos votos dos 39,2% que se dignaram a comparecer às urnas. Na Colômbia o partido de Uribe "venceu" com pouco mais de 24% dos votos. Não se sabe o tamanho da abstenção, mas costuma ser gigantesca.

Como costumam dizer por aí, é caso de se repensar sistemas políticos onde a maioria absoluta da população não participa de nada por não se identificar com ninguém. Ao contrário da Colômbia o governo francês não costuma matar milhares de pessoas por ano, mas chamar isso de democracia é forçar um pouco a barra. Não importa o motivo, se o povo não participa nem como eleitor não é democracia e ponto final.

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3 comentários:

Marcelo disse...

Não participa por que não quer, isso é um direito dele.

É muito mais democratico que obrigar alguem a votar e essa pessoa votar em qualquer um.

Esquerdopata disse...

O tempora, O mores...leiam melhor antes de me criticarem, please. Atenção para o que eu escrevi:
Não importa o motivo, se o povo não participa nem como eleitor não é democracia e ponto final.

Um sistema político onde a maior parte das pessoas (60%) não se sente representada por ninguém tem algo de errado. É claro que é democrático não votar, mas se a única chance do povo manifestar-se é o voto e ninguém está interessado é porque o regime está doente. Daqui a pouco surge um sujeito diferente, cheio de ideias novas, prometendo construir um novo país...

A maior parte da França vai ser governada por partidos que tiveram 11 ou 12% dos votos do total do eleitorado. A maioria absoluta rejeita Sarkozy, mas não quer nada no lugar. Isso nunca acaba bem.

A Colômbia nem merece comentário

felacho disse...

Sem contar com que na Colômbia o poder conta com a mídia absolutamente sob controle (o vice de Uribe é dono da maior rede de comunicação) e a para-política (paramilitares) domina regiões inteiras.

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