terça-feira, 6 de julho de 2010

A mídia linchadora e a polícia incompetente

A presunção da inocência e o goleiro Bruno
Por Roque Citadini no Luis Nassif Online

Caro Nassif.

Desculpe-me por voltar a um assunto que deve preocupar todo mundo. É o caso do goleiro Bruno (do Flamengo) e o desaparecimento de uma moça, com a qual teria um filho. A Policia de Minas, há duas semanas, divulga que a moça foi morta, no sitio do jogador, com ele presente e o corpo desapareceu.

Dezenas de entrevista foram dadas nesta linha. A imprensa "comprou" a versão da policia e o jogador vem sendo massacrado com matérias diárias e repetitivas.

Há porém duas questões dificeis de engolir: a policia não ouviu - até agora- o jogador e nem divulgou qualquer prova do crime que ele teria cometido. Que há um processo de reconhecimento de paternidade, tudo bem ? Mas e daí ? Quanto ao carro apresentado como o veículo que transportou a moça a própria policia diz que ele estava apreendido na delegacia. Talvez a imprensa tenha tido acesso a provas mais contundentes porque o que está nos jornais é, rigorosamente, nada.

Não sei se o jogador é culpado ou inocente. Que ele é complicado nas relações com mulher, não há dúvida. Mas dai a ser citado como o responsável por um crime como este precisamos mais do que um "vizinho viu o Bruno com uma mulher no sítio".

Ele pode ser culpado de um crime bárbaro, mas a mídia não esta questionando a polícia como deveria fazer. Com este mar de declarações, provas miudas, e muito papo na TV, rádios e jornais a poliícia não chegará a lugar nenhum. E a mídia ? Não está na hora de cobrar da Policia a acusação grave que anda fazendo. Ou prova ou cala-te.

P.S. do esquerdopata: fatos novos e graves vieram à tona nas últimas horas, mas o raciocínio básico do desrespeito ao direito à presunção de inocência pela mídia sensacionalista e pela polícia incompetente continuam, e continuarão sempre, válidos.

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Um comentário:

Jakeline Magna disse...

Concordo com o seu texto... Se o rapaz é culpado mostre as provas antes de colocar na midia um prejugamento.

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