sábado, 30 de abril de 2011

Boa noite


Share/Bookmark

Corte de 10%


Share/Bookmark

Para que servem os gerentes

Scott Adams

Share/Bookmark

Nada é impossível para o Brasil


Share/Bookmark

Morre aos 99 anos o escritor argentino Ernesto Sabato

Romancista presidiu comissão que investigou desaparecidos políticos.

Vencedor do Prêmio Cervantes, morreu após bronquite, disse a mulher.


O escritor Ernesto Sabato, vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura e um dos maiores autores argentinos do século XX, morreu aos 99 anos em sua residência de Santos Lugares, na província de Buenos Aires. A informação foi divulgada neste sábado (30) pela mulher de Sabato, Elvira González Fraga.

"Há 15 dias teve uma bronquite e na idade dele isto é terrível", declarou Elvira à rádio Mitre, ao confirmar o falecimento do escritor

Sábato seria homenageado no domingo (1) na Feira do Livro pelo Instituto Cultural da província de Buenos Aires.

Segundo o jornal argentino "Clarín", Elvira disse que o escritor estava sofrendo havia algum tempo, "mas tinha momentos bons, principalmente quando escutava música". Romancista, ensaísta e artista plástico, Sabato é autor de obras como "O Túnel" (1948) e "Sobre Heróis e Tumbas" (1961).

A pedido do então presidente argentino Raúl Alfonsín, dirigiu dentre 983 e 1984 a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (Conadep), cuja investigação, publicada no relatório "Nunca Mais", considerado o estopim para o julgamento de militares por crimes cometidos durante o regime militar argentino (1976-1983). O jornal "Clarín" o definiu como "um dos rostos emblemáticos do regresso democrático" no país e um dos "ícones mais populares" da literatura argentina.

Parentes informaram que o velório será realizado a partir das 17h deste sábado (30) no Clube dos Defensores de Santos Lugares, local onde o escritor passava as manhãs em partidas de dominó com amigos.

O escritor, que nasceu na cidade de Rojas em 24 de junho de 1911, obteve o título de doutor em Física em 1938 pela Universidade Nacional de La Plata, mas deixou a carreira científica nos anos 40 para se voltar à literatura com a publicação da compilação de ensaios "Alguém e o Universo".

O reconhecimento internacional veio em 1961 com "Sobre Heróis e Tumbas", e a consagração definitiva ocorreu em 1974 com "Abadon, o Exterminador", que completam a trilogia iniciada com "O Túnel" (1948), adaptada ao cinema em 2006. Após ser agraciado com o Prêmio Cervantes em 1984, foi proposto como candidato ao Nobel de Literatura de 2007.

A última obra publicada por Sábato, que também recebeu os prêmios Gabriela Mistral (1983) e Menéndez Pelayo (1997), foi "Espanha nos Diários da Minha Velhice", fruto de suas viagens ao país em 2002, enquanto a Argentina submergia na mais feroz crise econômica de sua história. Seus últimos livros, conforme o Clarín, incluem memórias e crônicas que se constituem como uma despedida da literatura. Ele completaria 100 anos em 2011 e vivia com sua colaboradora no trabalho, Elvira, que dirige uma fundação que leva o nome do escritor.

Segundo contou seu filho Mario Sábato, autor de um documentário sobre a vida de seu pai, o escritor já não saía de casa, estava sob cuidado de enfermeiras e quase não falava, embora ocasionalmente rompesse seu silêncio para ter algum breve diálogo com a família.

Share/Bookmark

Versão atualizada do programa do IR para quem perdeu prazo será liberada segunda-feira

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O contribuinte que perdeu o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 terá que aguardar até segunda-feira (2), quando uma versão atualizada do programa gerador da declaração será liberada na internet pela Receita Federal, informou o supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda, Joaquim Adir.

Com a nova versão do programa, a declaração, ao ser preenchida, irá gerar o valor da multa por atraso e possibilitará a impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), a ser utilizado para o pagamento dos tributos devidos na rede bancária. A multa mínima para quem perder o prazo é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

A Receita divulgou nessa sexta-feira que o número de declarações entregues chegou a 24.370.072, maior que a estimativa da Receita, que esperava receber 24 milhões.

O prazo de entrega terminou às 23h59min59s, horário de Brasília. Para a entrega em disquete, o prazo terminou antes, devido ao horário de funcionamento das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Este ano, o formulário de papel deixou de ser aceito.

O contribuinte que pretende retificar a declaração deve ficar atento à opção escolhida durante o preenchimento pois, se optar pelo modelo simplificado, não poderá depois mudar para o completo ou vice-versa.

Share/Bookmark

Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff em homenagem ao Dia do Trabalho


Share/Bookmark

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Boa noite


Share/Bookmark

Carinho para combater a violência


Share/Bookmark

A doutrina do choque


 A Doutrina do Choque from Muito Aterrorizado on Vimeo.
Share/Bookmark

Deus salve a rainha


Sex Pistols | God Save the Queen por 123Rock

God save the queen
The fascist regime
They made you a moron
Potential H-bomb

God save the queen
She ain't no human being
There is no future
In England's dreaming

Don't be told what you want
Don't be told what you need
There's no future, no future,
No future for you

God save the queen
We mean it man
We love our queen
God saves

God save the queen
'Cause tourists are money
And our figurehead
Is not what she seems

Oh God save history
God save your mad parade
Oh Lord God have mercy
All crimes are paid

When there's no future
How can there be sin
We're the flowers in the dustbin
We're the poison in your human machine
We're the future, your future

God save the queen
We mean it man
We love our queen
God saves

God save the queen
We mean it man
And there is no future
In England's dreaming

No future, no future,
No future for you
No future, no future,
No future for me

No future, no future,
No future for you
No future...
Share/Bookmark

Lula, o PT e a política de alianças

Edinho Silva, na Falha de S. Paulo 
Por tudo que fez, Lula tem toda a legitimidade para falar de políticas de alianças no país, sem abrir mão de um projeto para transformação social
Temos assistido pela imprensa a uma nítida tentativa de inserir o sempre presidente Lula em agendas negativas.

Primeiro foi a investida para criar contradições entre ele e a presidenta Dilma, visando transformar as características do novo governo em conflitos, quando ambos representam o mesmo projeto. Após análise de Fernando Henrique Cardoso em relação aos novos setores médios da sociedade, presenciamos uma tentativa afoita de atribuir a Lula afirmações sobre quais setores do eleitorado o PT deveria priorizar.

Atribuem a ele a afirmação de que deveríamos buscar o eleitorado "malufista" e "quercista". O objetivo era mostrar um suposto "escorregão" de análise de Lula.

Quem explicitou esse desafio ao PT para vencer as eleições no Estado de São Paulo fui eu.
No encontro de prefeitos, no último dia 19, em Osasco, fizemos uma análise das dificuldades eleitorais do PT paulista e afirmei que devemos ampliar nossa intervenção, construindo propostas que dialoguem com o eleitorado tradicionalmente "quercista" no interior, bem como com aquele identificado com o "malufismo" na capital.

Claro, essa divisão geográfica não é rígida, mas traduz a influência de duas forças políticas que fizeram história no Estado e que, hoje, têm seu eleitorado hegemonizado politicamente pelo PSDB.

A bem da verdade, Lula mostrou sua preocupação com os novos setores sociais que ascenderam graças às políticas públicas do seu governo e que agora buscam sua identidade política.

Pesquisa Datafolha, publicada no dia 22 de abril neste jornal, mostra que os novos setores médios construíram até o momento uma opção política pelo PT, reconhecendo o governo Lula como o responsável pelas novas oportunidades, além de depositar no governo Dilma a esperança de continuidade desses avanços.

Mas essa opção política não significa identidade. Ao optar pelo PT, esses setores sociais mostram-se abertos ao diálogo com nosso projeto político. Contudo, o grande desafio é disputar a identidade social desses milhões de brasileiros que nunca tiveram acesso às oportunidades, ao consumo, às realizações individuais, que nunca sonharam com o futuro e que agora acreditam no Brasil como nação.

Da mesma forma que os novos cidadãos/consumidores podem optar pela solidariedade com os que ainda não foram incluídos socialmente, desenvolver o sentimento democrático de convívio com diferenças, querer país sustentável, de respeito aos trabalhadores e à natureza, por exemplo, em sentido inverso, podem optar por valores como consumismo e individualidade.

É tarefa dos projetos políticos mostrar a esses setores que os rumos do Brasil estão em disputa; que este início do século 21 mostra a humanidade em busca de novos valores e que a democracia, no seu sentido mais amplo, não é um valor conjuntural. Claro que não só os partidos políticos podem politizar o debate de rumos, mas é sua tarefa intrínseca, como legítimos representantes de projetos na sociedade.

Lula sabe da importância do Brasil nessa formulação e dos exemplos que podemos dar à América Latina e ao mundo. Sabe que o PT pode dar grandes contribuições na formulação de políticas públicas.

Essas tarefas só podem ser alcançadas com um amplo arco de alianças, que dê sustentação política e social ao projeto em andamento. Temos que dialogar com todos os segmentos sociais, mas, como diz o próprio Lula, "sem mudar de lado".

Por tudo que fez, Lula tem toda a legitimidade para falar de políticas de alianças, de ampliação do diálogo, sem abrir mão de um projeto de transformação social. Estamos otimistas do papel que ele pode cumprir na ampliação da nossa capacidade de dialogar com a sociedade.

EDINHO SILVA é presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado de São Paulo e deputado estadual (PT-SP).

Share/Bookmark

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Boa noite


Share/Bookmark

É por isso que eu sou contra o Lula

Buuu 

Luis Fernando Verissimo - O Estado de S.Paulo

Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.

- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Este caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria esta confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como se fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este país. Viver no Brasil ficou insuportável.

- A nova classe média nos descaracterizou?

- Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada...

- Buuu para o Lula, então?

- Buuu para o Lula!

- E buuu para o Fernando Henrique?

- Buuu para o... Como, "buuu para o Fernando Henrique"?!

- Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?

- Sim. Não. Quer dizer...

- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.

- Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.

- Por quê?

- Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.

- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?

- Acho, mas...

Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.
Share/Bookmark

Record aplica o velho golpe do gráfico desproporcional

O portal R7 apresenta uma boa matéria sobre a queda de audiência da Globo. Como se trata de concorrente o texto exagera um pouco nas tintas, mas basicamente é honesto. Já quem olha para o gráfico que ilustra a matéria pensa que a TV Globo segue o caminho do DEM e vai desaparecer nos próximos meses.

Comparem o gráfico imaginário do R7 com o que eu fiz no Excel para ver como é fácil mentir dizendo (mais ou menos) a verdade:

Share/Bookmark

Tucanos à beira da extinção, alerta Ibama

 The Piauí Herald 
Embora estejam cheios de amor pra dar,
os tucanos não conseguem se reproduzir em cativeiro.
MATA ATLÂNTICA – A revoada de vereadores e deputados do ninho do PSDB, assim como os ataques de predadores kassabistas, ameaçam os tucanos de extinção. O grave alerta foi divulgado na manhã de hoje em Brasília pelo Ibama, instituto que monitora as espécies ameaçadas nos biomas brasileiros. Segundo o Ibama, os tucanos estariam sendo vítimas, ainda, de uma doença crônica das matas tropicais, o governismus cronicus.

“O tucano era uma ave comum no cerrado e já foi até considerado uma praga no Planalto Central”, disse o ambientalista Paulo Nogueira Neto, presidente emérito do WWF. “Hoje em dia, é possível passar um dia inteiro no Congresso sem encontrar um único espécime sequer.”

A WWF também decidiu reclassificar o status da ave após o anúncio de que Walter Feldman, um dos fundadores do PSDB, está deixando o ninho. “Se até os tucanos históricos estão debandando, em breve não sobrará um único exemplar sequer para contar a história se não fizermos nada”, afirmou Marina Silva.

As medidas para salvar os tucanos da extinção dividem os especialistas. Um espécime de Minas foi apontado como capaz de garantir a perpetuação da espécie, mas estava bêbado demais para se reproduzir. Um espécime paulista de hábitos noturnos foi cogitado para liderar os poucos tucanos que restam, mas um exame mais detido revelou que se tratava de uma coruja. Foi proposta a criação de um corredor ecológico entre Brasília e São Paulo para a reprodução das aves. Empreiteiras já discutem nos bastidores quem vai ganhar a licitação para a obra.

Diante da ameaça, o cineasta Carlos Saldanha já trabalha no roteiro de uma sequência para a animação Rio. No novo filme da série, um tucano exilado em Nova York é trazido de volta ao Brasil para se reproduzir e salvar a espécie.

Share/Bookmark

Abraço de afogados

 Ricardo Melo, em plena Falha de S. Paulo

Durante uns bons anos, a academia adorava divagar sobre a "crise da esquerda". Gastou-se muito papel, tinta e dinheiro para dissecar a falência do modelo comunista -na verdade, a derrocada do projeto stalinista, que subverteu os ideais de uma sociedade igualitária e democrática. Sobre os escombros do Muro de Berlim, as trombetas tocavam para festejar a direita e o conservadorismo.

Nada como um dia depois do outro. O stalinismo não ressurgiu, ainda bem, mas a crise se deslocou. Aqui no Brasil, seus contornos políticos aparecem, por exemplo, no esfacelamento constrangedor do PSDB, que de social-democrata só ostenta o nome no registro.

No seu principal bastião, São Paulo, o partido definha em praça pública e perde gente para, quem diria, o balaio de Gilberto Kassab. É pena para todo lado, num processo ainda longe de acabar: toda hora aparece um tucano de alta ou média plumagem para reclamar da vida, do partido e, por trás disso, da distância cada vez maior em relação às benesses do poder.

O ex-presidente Fernando Henrique tenta salvar o que pode da lavoura. O espetáculo é quixotesco. Fala-se em ir atrás da "nova classe média", seja lá o que isso significa. Em outro momento, cogita-se a fusão do partido com o DEM.

Do ponto de vista da proximidade, não há grande notícia -nos oito anos de FHC no governo, o então PFL e o PSDB sempre agiram como Kate e William à beira do altar. Mas, vamos e venhamos, hoje em dia até para tucanos seria preciso algum estômago para celebrar a união.

Programa? Projetos de governo? Discussão de princípios? Nada disso. Apenas um abraço de afogados.
Share/Bookmark

Filha de Vinícius de Morais é encontrada morta

A filha do cantor e compositor poeta Vinicius de Moraes, Luciana de Moraes, 55 anos, foi encontrada morta nesta quinta-feira (28), na rua onde morava no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo testemunhas, ela teria caído da janela. Policiais militares do Batalhão do Leblon (23º BPM) trabalham com a hipótese de suicídio. Bombeiros do quartel da Gávea foram acionados para o local por volta das 7h, mas Luciana já estava morta.

R7
Share/Bookmark

China tem 1,37 bilhão de habitantes

Dados do sexto censo nacional da China mostram que o país conta com uma população de 1,37 bilhão de habitantes, incluindo 1,3397 bilhão de pessoas na parte continental, informou hoje o Departamento Nacional de Estatísticas.

A população da parte continental chinesa registrou um aumento de 73,9 milhões de habitantes em comparação com a cifra registrada em 2000, quando o país conduziu seu quinto censo nacional.

A cifra representa um aumento anual médio de 0,57% na população da parte continental chinesa durante a última década (2000-2010), em relação à taxa de crescimento de 1,07% entre 1990 e 2000, o que indica um crescimento demográfico lento, indicou a mesma fonte. Do total da população chinesa, os homens ocupam 51,27% enquanto as mulheres representam 48,73%.

O último censo também indicou que o número de chineses com 60 anos de idade ou mais subiu para ocupar 13,26% da população total, 2,93 pontos percentuais a mais do que a taxa do censo de 2000.

(Agência Xinhua)
Share/Bookmark

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Terrorista cubano morre e é chamado de "militante" e "exilado" pela mídia

Orlando Bosch, que junto com o terrorista Luis Posada Carriles planejou o atentado contra um avião cubano em 1976 que matou 73 pessoas, morreu em Miami nessa quarta-feira, de acordo com um comunicado emitido em nome da família e relatado pelo jornal El Nuevo Herald.

Sua morte veio depois de "enfrentar a doença longa e dolorosa" que não foi detalhada em um comunicado. Ele tinha 84 anos.

"Orlando morreu às 12:05 de hoje (quarta-feira)", disse o comunicado citado pelo jornal de Miami.

Orlando Bosch foi preso, julgado e condenado por numerosos atos terroristas na Venezuela, Estados Unidos e outros países. Em 1968, ele foi condenado a 10 anos de prisão pelo ataque a um navio polonês que estava ancorado em um cais em Miami.

Posteriormente, cumpriu dez anos na prisão na Venezuela pelo atentado ao avião da Cubana em 06 de outubro de 1976, a sabotagem que matou todas as 73 pessoas a bordo, incluindo uma menina de nove anos de idade e uma mulher grávida.

Share/Bookmark

Boa noite



Va Pensiero

Va’, pensiero, sull’ali dorate.
Va’, ti posa sui clivi, sui coll,
ove olezzano tepide e molli
l’aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta,
di Sionne le torri atterrate.
O mia Patria, sì bella e perduta!
O membranza sì cara e fatal!
Arpa d’or dei fatidici vati,
perché muta dal salice pendi?
Le memorie del petto riaccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima ai fati,
traggi un suono di crudo lamento;
o t’ispiri il Signore un concento
che ne infonda al patire virtù
che ne infonda al patire virtù
al patire virtù!

Letra em português

Vá, pensamento, sobre as asas douradas
Vá, e pousa sobre as encostas e as colinas
Onde os ares são tépidos e macios
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do jordão
E as torres abatidas do sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque você chora a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fale-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.
Share/Bookmark

Morre Neusinha Brizola

 Do Tijolaço, do Brizola Neto:
Neusa Maria Goulart Brizola, Neusinha (1954-2011)

Acaba de falecer minha tia, Neusa Maria Goulart Brizola, a Neusinha, aos 56 anos. Ela estava internada desde domingo na Clínica São Vicente, no Rio, com complicações pulmonares decorrentes de uma hepatite.

Neusinha tinha dois filhos, meus primos Laila e Paulo Cesar, aos quais mando daqui o meu abraço, antes mesmo de minha volta ao Rio de Janeiro.

Neusinha, que com todos os desentendimentos que a imprensa sempre explorou, foi sempre objeto de um carinho especial de meus avós, será sepultada ao lado deles, em São Borja.

Peço licença a todos para interromper, por isso, as postagens. Algum assunto urgente, meus colaboradores trarão ao blog.

Share/Bookmark

Vereadores de Jundiaí aumentam o próprio salário em 62%

Os vereadores da cidade de Jundiaí-SP aumentaram seus salários de modestos R$ 7,4 mil para R$ 12 mil em sessão realizada ontem. Não bastasse isso, os malacos ainda aumentaram o número de beneficiários de 16 para 19 na próxima legislatura. A brincadeira vai custar apenas R$ 5.700.000,00 aos trouxas que trabalham honestamente e pagam impostos.

Parabéns aos que elegeram os nove competentes e honestos vereadores responsáveis por mais essa obra meritória.
Vereadores comemoram aprovação

Share/Bookmark

Pobres na cadeia, ricos no tribunal

Pobres lotam cadeias, mas grandes entopem os tribunais 
Marcelo Semer, no Terra Magazine
Com as bençãos de Gilmar Mendes
Na mesma semana em que a polícia divulgou suspeitas que o médico Roger Abdelmassih esteja foragido no Líbano, o ministro Luiz Fux, do STF, negou liberdade a um condenado pelo furto de seis barras de chocolate.

Mesmo reconhecendo o valor ínfimo, Fux rejeitou o trancamento da ação, porque o réu seria "useiro e vezeiro" na prática do crime.

Roger Abdelmassih teve mais sorte. Foi condenado pela Justiça paulista a 278 anos de reclusão, por violências sexuais que teria praticado durante anos contra dezenas de mulheres que buscavam seu consultório para reprodução assistida. Nas férias forenses, ganhou a liberdade em liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes.

Nem tudo está perdido, porém.

O furtador de chocolates não fugiu, e em relação a ele, o direito penal poderá ser aplicado em toda a sua plenitude: um ano e três meses de reclusão. Afinal, por sua reincidência, a insignificância deixou de ser insignificante.

Nos últimos anos, o STF tem sido reputado como o tribunal mais garantista do país no âmbito criminal - o que fez a decisão relatada por Fux chocar ainda mais a comunidade jurídica.

Recentemente, o tribunal tomou uma posição reclamada por doutrinadores, proibindo a decretação da prisão, quando ainda existam recursos pendentes. É com base neste entendimento, por exemplo, que o jornalista Pimenta Neves aguarda solto o desenrolar de seus vários apelos.

A decisão tem justificativa na concepção do processo penal no estado democrático de direito. Todavia, o próprio STF tem sido flexível com este padrão, quando o réu se encontra preso durante o processo. É mais rigoroso, enfim, com quem foi preso desde o início.

Como a "primeira classe do direito penal" raramente é presa em flagrante, na prática acaba sendo a principal beneficiária da jurisprudência liberal.

Um acórdão do STJ fulminou inquérito policial contra empresários e políticos, com o bem fundamentado argumento de que 'denúncia anônima' é ilegítima para justificar a devassa telefônica.

Prisões de centenas de pequenos traficantes país afora, todavia, também costumam ser justificadas por informações obtidas em denúncias anônimas. Por meio delas, policiais revistam suspeitos na rua e pedem buscas e apreensões. Custa crer que a jurisprudência se estenderá a todos eles.

Se as cadeias estão superlotadas de réus pobres, os recursos que entopem nossos tribunais têm uma origem bem diversa.

O Conselho Nacional de Justiça divulgou a lista dos maiores litigantes do Judiciário, onde se encontram basicamente duas grandes espécies: o poder público e os bancos.

Como assinalou o juiz Gerivaldo Neiva, em análise que fez em seu blog (100 maiores litigantes do Brasil: alguma coisa está fora da ordem), os esforços da justiça estariam em grande parte concentrados entre "caloteiros e gananciosos".

Verdade seja dita, o acesso aos tribunais superiores não é apenas protelatório.

Só o Superior Tribunal de Justiça, o "Tribunal da Cidadania", editou nada menos do que quatro súmulas que favorecem diretamente aos bancos, como apontou Neiva. Entre elas a que proíbe o juiz, nos contratos bancários, de considerar uma cláusula abusiva contra o consumidor, se não houver expressamente a alegação no processo.

A decisão, que serve de referência para a jurisprudência nacional, inverte o privilégio criado pelo código do consumidor. Mas a Justiça parece considerar, muitas vezes, que bancos não têm as mesmas obrigações.

O STF, a seu turno, não se mostra tão garantista em outros campos.

Avança na precarização dos direitos trabalhistas, principalmente ao ampliar a aceitação da terceirização. Em relação aos funcionários públicos, destroçou com a força de uma súmula vinculante, a exigência de mero advogado nos processos disciplinares, e com outra a possibilidade de usar o salário mínimo como indexador de adicionais, proibindo ainda o juiz de substitui-lo por qualquer outra referência.

Não há sentido mais igualitário do que o princípio básico da justiça: dar a cada um o que é seu. Regras tradicionais de interpretação das leis privilegiam sempre a equidade. Se tudo isso ainda fosse pouco, a redução das desigualdades é nada menos do que um dos objetivos principais da República.

Por mais que a Justiça julgue cada vez mais e se esforce para julgar cada vez mais rápido, não se pode deixar de lado a questão fundamental da igualdade e com ela a proteção aos direitos fundamentais.

É certo que a sociedade brasileira é profundamente desigual e que a maioria das leis aprofunda esse fosso ao invés de reduzi-lo.

Mas a obrigação de ser o anteparo da injustiça significa também impedir o arbítrio do poderoso, a danosa omissão do mais forte e a procrastinação premeditada do grande devedor.

Temos de entender que o direito existe em função dos homens e não o contrário.

Não há formalismo que possa nos impedir de tutelar a dignidade humana, diante da repressão desproporcional ou da desproteção dos valores mais singelos.

Para que os fortes se sobreponham pela força, a lei da selva sempre foi suficiente.

Deve haver uma razão para que a humanidade a tenha abandonado.
Share/Bookmark

Gordos do mundo, uni-vos!

 Antonio Prata, na Falha de S. Paulo
Há em vosso guloso descontrole uma nota de revolta contra um mundo que encolhe
A segunda metade do século 20 assistiu à fragmentação das lutas e ao alargamento dos direitos: os negros se organizaram, as mulheres se organizaram, os judeus se organizaram, os gays se organizaram -até os ruivos, ouvi dizer, têm associações contra o preconceito cromocapilar que, parece, sofrem por aí.

Ótimo. Hoje, o sujeito pensa duas vezes antes de pintar suásticas ou enfiar um cone branco na cabeça, vestir os lençóis da cama e sair queimando cruzes pelas ruas. O problema é que sobrou uma única minoria, desarticulada e sem líderes, tomando na cabeça todos os cascudos que os últimos séculos dividiram entre os grupos supracitados: os gordos.

Na supremacia magra em que vivemos, já não se medem mais crânios para atestar a superioridade de ninguém, medem-se abdomens. O gordo, hoje, anda com os ombros curvados e os olhos baixos, como o judeu na Alemanha, em 1933, os negros, durante o Apartheid, uma mulher ou um gay num ônibus, tomado pela Gaviões da Fiel. Ainda não há campos de extermínio para obesos nem leis impedindo seu ir e vir, mas, pelas esquinas e mesas de bar, pelas praias e parques, podem-se ouvir os cochichos, cada vez menos discretos: "Deus do céu, será que ele não tem vergonha na cara?!", "Devia ser proibido uma mulher dessas usar biquíni!", "Se fosse um filho meu, internava num SPA!".

A ciência decretou, a moda difundiu, nossos superegos aceitaram: gordo é errado. Gordo é um descontrolado -e o autocontrole, hoje em dia, é tudo. Prega o espírito de nossa época que cada um de nós é uma empresinha a ser racionalmente administrada, e, no balancete diário de nossos corpos, o acúmulo de calorias é como um deficit econômico.

O gordo é um latifúndio improdutivo, máquina parada, ciclo vicioso.

Ok: o brasileiro anda comendo mal. De fato, cada degrau que ascendemos na escala social é um buraquinho que alargamos no cinto. É bom que o governo faça campanhas por hábitos mais saudáveis, que as escolas ensinem educação alimentar, que meu querido Drauzio Varella nos lembre que nem só de papilas gustativas vive o homem; que, de coxinha em coxinha, nossas artérias vão acabar entupidas como a avenida Rebouças, às 6h da tarde.

O preconceito, contudo, essa campanha raivosa que trata a todos aqueles que não se encaixam no diet-zeitgeist como se fossem poltergeists, não nasce da preocupação com o outro. É o ressentimento que faz com que as bocas que se fecham tão estoicamente à comida abram-se vorazmente para maldizer os gordos.

Pois o gordo, meus caros, é o novo libertino. Quando o sexo era proibido, a prostituta era "feita pra apanhar", era "boa de cuspir". Hoje, com o sexo como totem e o torresmo como tabu, os que trocaram a penitência diária pelas abdominais e a hóstia pela granola, buscando a transcendência pela contenção, ficam indignados com a banha alheia. Por que é que eu preciso sofrer tantas privações, pensam eles, enquanto outros podem viajar na maionese?

Gordos do mundo, uni-vos! Ostentais as panças com orgulho. Há em vosso guloso descontrole uma nota de revolta contra um mundo que encolhe; um mundo que, cada vez mais, quer menos -em todos os sentidos.

@antonioprata
antonioprata.folha@uol.com.br
Share/Bookmark

terça-feira, 26 de abril de 2011

Tortura é crime imprescritível

Justiça condena RS a indenizar por tortura durante o regime militar
Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo

PORTO ALEGRE - A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça considerou a tortura como crime imprescritível e condenou o Estado do Rio Grande do Sul ao pagamento de R$ 200 mil, por danos morais, a um homem preso e agredido pelo regime militar em 1970.

A decisão, tomada por unanimidade no dia 20 de abril, foi vista como "inovadora" pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul. "Abriu-se uma porta e um precedente", avalia o conselheiro da organização não governamental, Jair Krischke. "A Justiça começa a entender que é preciso reparar esses males".

O autor da ação, Airton Joel Frigeri, foi preso em abril de 1970, aos 16 anos, quando estava empregado como auxiliar de escritório do Sindicato dos Metalúrgicos e estudava no Ginásio Noturno para Trabalhadores, em Caxias do Sul, na serra gaúcha. Acusado de ter ligação com o grupo guerrilheiro VAR-Palmares, foi levado para delegacias de Caxias do Sul e Porto Alegre e, ainda, para a Ilha do Presídio, no Lago Guaíba, sofreu choques elétricos, golpes com pedaços de madeira e borracha e ouviu outros presos sendo torturados. Solto em agosto daquele ano, foi proibido de estudar e passou a ser visitado por agentes do SNI, Dops e Polícia Civil até 1978, mesmo tendo sido julgado e absolvido pelo Superior Tribunal Militar.

Em 1998 Frigeri recebeu R$ 30 mil de indenização prevista por lei estadual a presos ou detidos por motivos políticos entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979. Em 2008, considerando a reparação insignificante diante dos danos que sofreu, levou o caso à Justiça. No julgamento de Primeiro Grau, a ação foi considerada extinta, por prescrição. Decidiu então recorrer ao Tribunal de Justiça.

Share/Bookmark

Boa noite


Share/Bookmark

Governo concederá 75 mil bolsas de estudos no exterior

Dilma apontou a deficiência em mão de obra qualificada como um desafio que seu governo precisa enfrentar para que o crescimento da economia continue 

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (26/04) que o governo quer conceder 75 mil bolsas de estudos no exterior para estudantes brasileiros até 2014. Em seu discurso durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Dilma ainda pediu apoio de empresários para que até o final de seu governo, o Brasil envie 100 mil estudantes ao exterior para formação de mão de obra mais qualificada.

'Vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer, de forma parcial, ou de forma completa, cursos no exterior, nas áreas de ciências, sobretudo de ciências exatas', disse a presidenta para uma plateia formada em sua maior parte por empresários.

'Queria fazer um convite e um desafio aos senhores: eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros e ao Brasil, de forma que nos permita chegar a 100 mil bolsas em 2014'.

Dilma apontou a deficiência em mão de obra qualificada como um desafio que seu governo precisa enfrentar para que o crescimento da economia continue. Sem dar detalhes, a presidenta afirmou que, nos próximos dias, o governo vai lançar um programa destinado a formação profissionalizante, o Pronatec.

A deficiência de mão de obra, no entanto, foi colocada pela presidenta como um 'bom problema'. Segundo Dilma, ela só existe porque os investimentos em grandes obras voltaram a ocorrer no Brasil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

'Hoje nós sabemos que há pressão de mão de obra, conflito nas grandes obras. Isso ocorre porque esses investimentos voltaram a existir. Não ficaremos passivos olhando os problemas. Vamos enfrentá-los', disse a presidenta.

Share/Bookmark

Comunismo avança no país

Brasil supera países do G-20 em empreendedorismo
Do Granma
O Brasil ganhou destaque no cenário do empreendedorismo mundial em 2010. Ranking global divulgado nesta terça-feira mostra o país à frente de membros do G-20.

Segundo os dados da pesquisa, 21,1 milhões brasileiros exerceram atividade empreendedora no ano passado, com negócios de até três anos e meio de atividade. O número representou uma Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) de 17,5% da população adulta (18 a 64 anos).

A taxa ultrapassou a China (14,4%) e foi superior aos 17 membros do G-20 que participaram da pesquisa no ano passado. A Índia não participou do levantamento em 2010. Os EUA tiveram um índice de 7,6%.

Do percentual total de empreendedores no país, 5,9% estão em estágio inicial, que considera empreendimentos desde a fase de planejamento até meses de atividade, chamados de nascentes, e 11,7% são os negócios novos com mais de três meses até três anos e meio.

"A participação expressiva dos negócios novos mostra que a grande maioria dos empreendimentos no Brasil está conseguindo superar os primeiros três meses e se manter no mercado, o que é muito positivo", afirma Luiz Barretto, presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), que responde pelos dados sobre o Brasil.

Em sua 11º edição, a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) é coordenada pela Associação Global de Pesquisa em Empreendedorismo (Gera, na sigla em inglês), dirigida por universidades internacionais, como a London Business School, na Inglaterra, além de representantes dos países participantes do estudo. Mais de 180 mil países, dos 60 países participantes, responderam à pesquisa em 2010.

Share/Bookmark

As roupas do Estado

VLADIMIR SAFATLE, na Falha de S. Paulo 

Há algo de profundamente cínico na lei francesa que proíbe mulheres de portar indumentárias como a burca e o niqab. Primeiro, essa lei nada tem a ver com a laicidade do Estado. Um Estado laico não pode crer que sua realização esteja ligada à construção de uma sociedade laica.

Na verdade, o Estado laico é aquele indiferente à religiosidade da sociedade. Essa indiferença implica distância do ordenamento jurídico estatal em relação aos dogmas e costumes religiosos.

Tal distância significa duas coisas: as leis não serão influenciadas pela religião e o Estado não legisla sobre práticas e costumes religiosos.

Pode-se argumentar que, porém, o Estado deve fornecer as garantias institucionais para o reconhecimento da dignidade dos sujeitos, mesmo no interior de práticas religiosas.

No caso, a lei contra o uso da burca e do niqab seria legítima, já que as indumentárias ferem tal dignidade, na medida em que seriam um signo de opressão contra as mulheres.

No entanto não cabe ao Estado dizer que um roupa é signo de opressão. Até porque, a opressão é algo que só pode ser enunciado na primeira pessoa do singular ("Eu me sinto oprimido"), e não na terceira pessoa ("Você está oprimido, mesmo que não saiba ou não tenha coragem de dizer. Vim libertá-lo").

Se houver ao menos uma pessoa que compreende a burca como expressão autêntica de si, então a opressão virá da própria lei do Estado. Há pouco tempo, sutiãs eram signos de opressão e ninguém teve a ideia de pedir ao Estado para proibir garotas de usá-los.

Vejam como o argumento é falho. Se o governo francês estivesse preocupado com a opressão religiosa das mulheres, ele deveria, ao mesmo tempo, propor o fechamento dos conventos para freiras com suas práticas de mortificação da carne, assim como a abolição do uso de suas indumentárias no espaço público.

Não é difícil imaginar as roupas de freiras como uma burca cristã. De toda forma, uma das características maiores do cinismo é a aplicação parcial dos princípios. Cabe ao poder soberano decidir em que condições e para quais povos eles serão aplicados.

Mas, como se não bastasse, veio-se com o argumento de que há uma peculiaridade na burca e no niqab, já que encobrir o rosto seria contra a transparência do modo de vida democrático.

Melhor seria dizer que, no modo de vida realmente democrático, cada um faz o que quiser com seu rosto. Mesmo o argumento sobre a segurança social de ter rostos identificados é falho. Se este fosse o real problema, então precisaríamos de uma cômica lei geral contra velar o rosto.

Isso mostra como a melhor coisa que o Estado faz nesses casos é ficar longe dos corpos e dos guarda-roupas de seus cidadãos.

Share/Bookmark

Conversa com a Presidenta

Na coluna semanal “Conversa com a Presidenta”, publicada nesta terça-feira (26/4), em jornais e revistas no Brasil e exterior, a presidenta Dilma Rousseff foi indagada sobre o financiamento estudantil, o preço da internet banda larga e a expansão do programa Luz para Todos. De Manaus (AM), o administrador João Eustáquio de Melo quis saber se o governo permitirá, por exemplo, que o aval e as taxas de juros do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) sejam facilitadas.

“O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) passou recentemente por mudanças importantes para facilitar ainda mais o acesso dos estudantes de baixa renda a instituições de ensino superior particulares. Agora, o financiamento tem taxa de juros de apenas 3,4% ao ano e pode ser solicitado em qualquer época do ano. Não há mais a exigência de fiador para os estudantes que apresentarem pelo menos uma das seguintes condições: estejam matriculados em cursos de licenciatura; tenham renda familiar mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa; ou sejam bolsistas parciais do ProUni. Só é preciso que a instituição de ensino tenha aderido ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), que substitui o fiador.”

Além disso, a presidenta informou que “quem conclui algum curso de licenciatura ou de medicina pode abater o valor do empréstimo com o trabalho”. E prosseguiu: “os que fizeram cursos de licenciatura devem atuar como professores da rede pública e os que se formaram em cursos de medicina, como médicos do programa Saúde da Família. Eles podem abater 1% da dívida para cada mês trabalhado. Os formados têm até 15 anos para liquidar a dívida e o prazo para o início das amortizações é de 18 meses após a formatura.”

O empresário Marcelo Nerivan de Paula, morador em Palmas (TO), iniciou a pergunta com afirmação de que “o Brasil tem um dos mais altos custos de internet banda larga do mundo”. Deste modo, o empresário indagou se a mobilização do governo federal no sentido de universalizar a internet refletirá no preço do serviço.

“Você tem razão, os serviços de Internet ainda estão caros e lentos no Brasil. Mas estamos trabalhando para massificar o uso da banda larga no Brasil, a preços reduzidos. Por isso criamos o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Determinei ao Ministério das Comunicações o máximo empenho na elaboração do programa para que, até 2014, seja oferecido acesso à internet banda larga com velocidade mínima de 1 megabit por segundo (Mbps), a um custo bem mais baixo.”

A presidenta disse também “que a expansão do acesso a este serviço estimula o desenvolvimento e a inclusão social, e é também uma forma de combater as desigualdades no país”. Por este motivo, emendou, “queremos internet de alta velocidade para todos os brasileiros, sejam eles do campo ou das cidades, morem em bairros ricos ou nas periferias, cidades grandes ou pequenas”.

E seguiu: “isso significa conectar escolas e telecentros e, principalmente, fazer com que os serviços estejam disponíveis em todo o Brasil, a preços viáveis. Estamos elaborando também o terceiro Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), que estabelece, para as operadoras de telefonia fixa, as metas de expansão de suas redes e serviços. O PGMU, ao lado de outros instrumentos, poderá induzir a oferta de banda larga – no atacado e no varejo – a custos finais baixos e a velocidades bem superiores às que hoje estão disponíveis no mercado.”

Airton A. Zirondi, supervisor de Documentação Técnica e morador em São Paulo (SP) disse que se inscreveu no programa Luz para Todos e ainda não foi atendido. “Gostaria de saber se a senhora vai dar continuidade a este programa”, perguntou.

“Sim, Airton. O Luz para Todos teve o prazo prorrogado para dezembro deste ano a fim de que as obras contratadas até outubro de 2010 sejam concluídas. Se o seu pedido satisfizer os critérios de atendimento, você receberá a energia elétrica dentro desse prazo. O programa foi lançado em 2003, quando eu era a ministra de Minas e Energia. Até março passado, foram beneficiados 13,6 milhões de pessoas, e até o final do ano mais 1,25 milhão serão atendidas. A eletrificação rural está permitindo aos beneficiados desde coisas simples, como tomar um copo de água gelada, assistir televisão, movimentar moinhos, fábricas caseiras, processadores de farinha de mandioca, além de tornar possível a realização de aulas noturnas em diversas localidades.”

Os milhões de brasileiros e brasileiras, explicou, que ainda viviam nas trevas do século 19 estão sendo trazidos para o século 21. O governo federal arca com 72% dos custos da eletrificação e o restante é completado pelos governos estaduais e empresas de energia elétrica. Os coordenadores responsáveis por atender às demandas e por acompanhar o cumprimento das metas são os Comitês Gestores Estaduais. Para verificar a situação de seu pedido, entre em contato com o Comitê do seu Estado.

Share/Bookmark

Americanos mantém presos 150 inocentes em campo de concentração

Wikileaks divulga documentos secretos que revelam que o governo americano libertou 'radicais islâmicos perigosos' e manteve centenas de inocentes presos.

Share/Bookmark

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Boa noite


Share/Bookmark

PCdoB oficializa entrada no governo Kassab

DAIENE CARDOSO - Agência Estado

O PCdoB, tradicional aliado do PT, agora faz parte do governo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. A oficialização aconteceu hoje, com a posse do secretário especial de Articulação para a Copa de 2014, Gilmar Tadeu Alves.

Os comunistas esperaram o desligamento de Kassab do DEM e a criação do PSD para integrar em definitivo a base governista na capital, contrariando a vontade do PT municipal. Nacionalmente, o PCdoB continua na base do governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

A cerimônia de posse do novo secretário contou com a cúpula do partido no Estado e na capital paulista. O vereador Netinho de Paula, pré-candidato do PCdoB à sucessão de Kassab, e a presidente do diretório estadual, Nádia Campeão, foram destaques no evento e fizeram discursos acalorados. "O PSD é muito bem vindo na democracia brasileira. Nós saudamos a iniciativa do prefeito de criar um novo partido", cumprimentou Nádia.

A dirigente também elogiou o ideia do PSD de se juntar à base da presidente Dilma Rousseff. "O PSD vai se somar a este caminho", disse. Além de Nádia e Netinho, participaram da posse o deputado federal Protógenes Queiroz, que já manifestou o desejo de disputar a Prefeitura de São Paulo, o deputado estadual Pedro Bigardi e o vereador Jamil Murad.

Share/Bookmark

Café com a Presidenta - 25/04


Share/Bookmark

Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe


Share/Bookmark

Pesquisa dá vitória a Humala em 2º turno no Peru

 O Estado de S.Paulo

O ex-militar esquerdista Ollanta Humala venceria a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko, no segundo turno da eleição presidencial em junho segundo uma pesquisa nacional divulgada ontem pelo jornal “El Comercio”. Ele tem 42% das intenções de voto para Humala, enquanto Keiko aparece com 36%. Os votos em branco alcançariam 12% e os nulos, 10%.

No primeiro turno, em 10 de abril, Humala obteve 31,69% dos votos, enquanto a filha de Fujimori recebeu 23,55%. Segundo a pesquisa, a maior parte dos votos do candidatos Pedro Kuczynski e Luis Castañeda, que ficaram em terceiro e quinto lugar no primeiro turno, iriam para Keiko. Os eleitores do candidato Alejandro Toledo, que ficou em quarto, penderiam para Humala.

A pesquisa mostra que, neste momento, Keiko, uma defensora do livre mercado crime organizado, leva vantagem sobre Humala em Lima, a praça eleitoral mais numerosa. Humala, por sua vez, um crítico do liberalismo, é popular no restante do país. Keiko tem mais eleitores nos setores mais ricos do país, enquanto Humala consegue mais simpatizantes em áreas mais pobres.

Dos entrevistados, 53% creem que o presidente de saída, Alan García, votará em Keiko. García é lembrado porque, em 2009, disse, diante de um grupo de banqueiros da América Latina, que poderia evitar que qualquer candidato contrário ao livre mercado crime organizado o sucedesse na presidência.

Na semana passada, o governo, que deveria manter neutralidade de acordo com as leis eleitorais, criticou as propostas eleitorais de Humala, mas guardou silêncio sobre as promessas de Keiko Fujimori.

Após o primeiro turno, Humala e Keiko passaram a tentar convencer o grupo 45% de eleitores que não votou em nenhum dos dois e é fundamental para um triunfo no dia 5 de junho.

O ex-militar incorporou dezenas de intelectuais locais de tendências centristas para atenuar a imagem de radical que o acompanha desde 2006, quando perdeu a eleição para García. Humala descartou a aplicação do modelo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de quem se aproximou no passado, e prometeu seguir a linha de gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Keiko jurou “por Deus” que não indultará seu pai, condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade, e disse que não cometerá os mesmos erros de Fujimori.

A pesquisa mostra que os entrevistados continuam duvidando de Humala e Keiko. Para 48% deles, Chávez financia a campanha eleitoral de Humala, enquanto 68% acreditam que Keiko libertará seu pai, condenado , se chegar à presidência. A sondagem do instituto Ipsos-Apoyo entrevistou 1.208 pessoas e tem margem de erro de 2,3%. 

AP

Share/Bookmark

PSDB transformou orgulho de SP no pior metrô do mundo


Share/Bookmark

Estadão estupra o vernáculo


Share/Bookmark

domingo, 24 de abril de 2011

Boa noite


Share/Bookmark

Lembranças do terror

BOMBA REVELA TORTURADOR
Blog do Bemvindo

Ao ler hoje reportagem de “O Globo” sobre a agenda encontrada com o terrorista do Riocentro, deparo-me com o nome do detetive Boneschi.

Quando fui detido em agosto de 1964, como consta no meu processo de anistia, tive como interrogadores os detetives Solimar e Boneschi. O primeiro assemelhava-se a um rato: olhos miúdos por trás de lentes grossas, de pequena estatura e agir meticuloso e prudente.

O segundo, o Boneschi, alto, grande, forte e truculento já de aparência.

Durante o interrogatório adentraram a sala onde estava o cenógrafo Léo de Oliveira, completamente massacrado. Seu rosto era uma posta de sangue, seus olhos mal se viam, devido ao inchaço das pálpebras. Visivelmente torturado.

Queriam que eu o reconhecesse e vice-versa. Negamos. Léo me deveu a vida – se é que posso dizer isto. Porque ninguém sabia que ele havia sido preso, e ao sair do DOPS, anunciei aos quatro ventos, e isto o livrou de ser “desaparecido”.

Hoje, nesta páscoa, neste Domingo da Ressurreição, volta a mim o nome José Paulo Boneschi.

Triste memória.

Se estiver vivo, coisa que espero com fé, ele deve estar hoje com mais de oitenta anos.

Que viva muito para ser sempre lembrado do que fez.

Bemvindo Sequeira
Share/Bookmark

Linha direta com o terror

 O terrorista morto 
Agenda do sargento que morreu no atentado no Riocentro revela, após 30 anos, rede de conspiradores do período

Chico Otavio e Alessandra Duarte

RIO - Deixar que a bomba explodisse em seu colo não foi o único erro do sargento Guilherme Pereira do Rosário na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. O "agente Wagner" do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI I), principal centro de tortura do regime militar no Rio, também levava no bolso uma pequena agenda telefônica, contendo nomes reais, e não codinomes, e respectivos telefones, de militares e civis envolvidos com tortura e espionagem. Quatro deles eram ligados ao "Grupo Secreto", organização paramilitar de direita que desencadeou uma série de atos terroristas na tentativa de deter a abertura política.

Havia ainda nomes-chave da polícia fluminense, como o chefe de gabinete do secretário de Segurança e o chefe da unidade de elite policial da época, o Grupo de Operações Especiais, mais tarde Departamento Geral de Investigações Especiais, setor especializado em explosivos que tinha a responsabilidade de investigar justamente atentados a bomba como os patrocinados pelos bolsões radicais alojados na caserna.

Trinta anos depois do atentado que vitimou o próprio autor e feriu gravemente o então capitão Wilson Machado, O GLOBO localizou a agenda e identificou metade dos 107 nomes e telefones anotados pelo sargento. De oficiais graduados a soldados, de delegados a detetives, Rosário tinha contatos em setores estratégicos, como o Estado-Maior da PM e a chefia de gabinete da Secretaria de Segurança, além de amigos ligados a setores operacionais, como fábrica de armamento e cadastros de trânsito.

Terror de direita usou paraquedistas

A rede formada por esses contatos mostra onde se apoiavam as ações dos insatisfeitos com a abertura. Na segunda metade dos anos 70, o governo Geisel determinou a desmobilização da máquina de torturar e matar nos porões do regime, que mudou de direção, indo da brutalidade para ações de inteligência, com a reestruturação dos DOIs. Descontentes com as mudanças, sargentos como Rosário, sobretudo os paraquedistas arregimentados anos antes pela repressão, transformaram-se em braços operacionais de grupos terroristas de extrema direita. Rosário e sua turma foram buscar na ação clandestina, fora da cadeia de comando, o poder gradativamente perdido.

Recolhida pelo então tenente Divany Carvalho Barros, o "doutor Áureo", também do DOI, pouco depois da explosão, a agenda de Rosário só seria submetida à perícia 19 anos depois, em abril de 2000, no segundo IPM sobre o atentado. Porém, desde que o caso foi arquivado, naquele mesmo ano, o caderninho marrom, do tamanho da palma da uma mão e que trazia em seu cabeçalho a prece "Confio em Deus com todas as forças e peço a Deus que ilumine o meu caminho e toda a minha vida", permanecia esquecido em um envelope, num dos anexos do volumoso processo sobre o caso, no Superior Tribunal Militar (STM).

Para montar a rede do sargento, foi preciso cruzar nomes e números da agenda com catálogos telefônicos da época, e com telefones e endereços atuais, bem como outras fontes de informação. Para entender a rede, a lista de contatos foi dividida em cinco segmentos: integrantes do Grupo Secreto, do qual Rosário era provavelmente ativo protagonista; a comunidade de informações (incluindo militares até hoje envolvidos com arapongagem); agentes da Secretaria estadual de Segurança (polícias Civil e Militar, como integrantes do serviço de inteligência e de grupos de peritos em explosivos); representantes da sociedade civil, como empresas de construção civil e de equipamentos elétricos; além de um sub-reitor da Uerj que consta como tendo auxiliado quadros da repressão; e até meios de comunicação, cujos telefones seriam usados pelos terroristas para a comunicação de atentados.

IPMs ignoraram nomes da agenda

O atentado do Riocentro foi alvo de dois inquéritos policial-militares do Exército. O primeiro, em 1981, foi considerado farsa ao concluir que o sargento e o capitão foram vítimas, e não autores da ação. Já o segundo IPM, provocado pela reabertura do caso em 1999, mudou a versão oficial, comprovando o envolvimento da dupla do DOI, além de um oficial (Freddie Perdigão) e um civil (Hilário Corrales), mas ninguém foi levado a julgamento: o STM entendeu que os autores estavam cobertos pela anistia.

A agenda, porém, nunca foi considerada como pista para o esclarecimento do atentado e da ação dos terroristas do período. Se os investigadores se detivessem nos nomes anotados, teriam descoberto, por exemplo, que o aviador Leuzinger Marques Lima (para Rosário, Léo Asa) , um dos nomes do Grupo Secreto, participara da Revolta de Aragarças, contra o governo JK, ainda nos anos 50. No episódio, Léo Asa envolveu-se no sequestro de um avião da Panair e planejou com outros revoltosos jogar bombas nos palácios das Laranjeiras e do Catete.

Outro do Grupo Secreto no caderno de Rosário era o general Camilo Borges de Castro, cujo telefone pessoal reforça a tese de que o terror agia fora da cadeia de comando, sem respeitar a hierarquia. Castro era amigo do marceneiro Hilário Corrales, civil que integrava o grupo e que teria montado a bomba que colocaria Rosário na História política do país. O irmão de Hilário, Gilberto Corrales, também teve o nome anotado na agenda.

O coronel do Exército Freddie Perdigão Pereira foi o quarto nome do Grupo Secreto encontrado no caderno de Rosário. Apontado pelo projeto Brasil Nunca Mais como notório torturador, era o "dr. Nagib" do DOI I e da "Casa da Morte", em Petrópolis. Na época do Riocentro, estava na Agência Rio do SNI. O general Newton Cruz, chefe da Agência Central do órgão, chegou a admitir que Perdigão lhe falou do atentado antes de ele ocorrer.

Da Secretaria de Segurança, havia integrantes das polícias Militar e Civil com algum tipo de relação com o atentado. Um dos PMs na agenda, o segundo-tenente José Armindo Nazário, trabalhava no Estado-Maior da PM - justamente a unidade que deu ordem para suspender o patrulhamento no Riocentro na noite do atentado. Nazário também era ligado à inteligência da PM, a P-2. Em 69, foi designado pelo general Emílio Médici, então chefe do SNI, para servir em Brasília; em 73, foi para a divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça.

Outro nome do caderninho é o do coronel da PM Hamilton Dorta, ex-sargento do Exército e chefe da P-2 de vários batalhões da PM nos anos 1970. De 1978 a 1981, ele foi subdiretor de segurança externa da Secretaria de Justiça, cargo ligado ao Desipe, no qual cuidava da inteligência de movimentações de presos comuns e políticos, e também da segurança de presídios, para evitar, por exemplo, ações de resgate. O telefone associado a Dorta na agenda pertencia ao Departamento Penitenciário da época.

Da Polícia Civil, um dos nomes identificados é o do delegado Sérgio Farjalla. Ex-instrutor de tiro da Academia de Polícia, ele também foi ligado à Delegacia de Polícia Política e Social (DPPS), órgão que investigava atentados a bomba na época. Mais tarde, Farjalla se tornaria um dos primeiros especialistas em efeitos especiais do país e abriria uma empresa especializada.

A agenda registra ainda o telefone de "Solange Tavares - esposa dr. Ilo". A advogada Solange era mulher do delegado Ilo Salgado Bastos, chefe de gabinete do secretário de Segurança nos anos 80 - na época, o secretário era Olavo de Lima Rangel, ex-Dops. Nessa função, Ilo, ex-Dops, ex-DPPS e próximo de alguns dos "Doze Homens de Ouro" da polícia, coordenava todas as delegacias distritais do Rio. Na secretaria, era um dos poucos a ter uma espécie de "telefone vermelho", um aparelho sem discador, só para receber ligações diretas do secretário.

A maioria das pessoas que constavam da agenda e que foram contactadas pela reportagem disse não se lembrar do sargento, mas não soube explicar por que seu nome estava na agenda.

*************************************************************

Leia mais sobre esse assunto em O Globo

Share/Bookmark

sábado, 23 de abril de 2011

Melô do Aécio

Do PTrem das 13:

Share/Bookmark

Boa noite


Share/Bookmark

O spammer Aécio Neves



Vídeo que mostra como SPAM vem sendo utilizado para fazer com que vídeo-resposta produzido pelo PSDB de Minas Gerais suba nos resultados das pesquisas no You Tube quando se procura por "Aécio Neves".
Share/Bookmark

FHC e os que ignoram o povo

O povão e a rejeição às mudanças
Terra Magazine
Francisco Viana
De São Paulo

Não tenho dúvidas de que no futuro Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, não merecerá dos historiadores mais do que uma nota de pé de página. Todos os que ignoram o povo seguem a mesma trilha. Portanto, não estou fazendo um exercício metafísico de futurologia, mas registrando uma tendência facilmente constatável. Se havia dúvidas quanto a este destino inexorável, estas foram dissipadas pela forma com que Fernando Henrique tratou o chamado "povão"- palavra horrível e politicamente incorretíssima pois o que existe é o cidadão ou o povo, no sentido amplo - em artigo publicado pela revista Interesse Nacional.

Como se trata de uma nota de pé de página na história, não merece continuar os comentários. O que precisa ser discutido é outra coisa: há no Brasil uma tendência da direita tentar parecer esquerda ou progressista. Isto vem desde os tempos da ditadura quando múltiplos personagens, inclusive Antonio Carlos Magalhães, notório sustentáculo dos militares, se colocaram contra o regime e a favor da democratização. Na realidade, compreenderam mal o Brasil. Ou, o que é mais correto, tentaram dar uma nova aparência à velha essência conservadora. Autoritária, mesmo. Tentaram agir como os antigos pitagóricos. Ambicionavam um mundo ordenado por eles, um governo de eleitos, os ditos sábios ou mais preparados, distantes do povo, aquilo que vulgarmente se chama de povão.

Pensavam num governo hierarquizado. Com claro distanciamento aristocrático da sociedade, imaginavam que se sairiam muito bem. Tudo ficaria em seus lugares, como números e dali não sairiam. Estátuas sociais imóveis. A conformação (provisória) dessa hipótese veio de duas formas: a primeira, com a eleição de Collor, a segunda com a destituição deste da presidência. Parecia ir tudo muito bem, quando Lula se elegeu e mostrou, claramente, que o governo dos "aristóis", os aristocratas, tinha fôlego curto. E realmente teve. Prevaleceu uma alternativa muito mais real, muito mais em movimento, muito mais testada pela prática e não por uma visão de teoria. O ordenamento matemático do mundo não deu certo. Prevaleceu o processo de multiplicidade de ações e visões de mundo.

Por isso, paira a questão: que democracia iremos ter? Que democracia desejamos construir? Uma democracia que inclua amplas massas? Tudo indica que sim. A sociedade está em conflito com as empresas, com o Estado, com a visão tradicional da política. A sociedade quer participar de verdade. E, nesse sentido, abre espaços. Portanto, a sociedade diz não ao governo pitágorico - aqueles filósofos antigos que viam a matemática, isto é o ordenamento, como a ciência primeira e inquestionável - sempre trouxe prejuízos, e imensuráveis, ao pais. A grande massa a ser incluída é consequência dessa autêntica catástrofe. Foi a forma trágica que a sociedade encontrou para contestar o cientificismo social da direita.

A exclusão da esquerda do processo político foi, por outro lado, uma dessas conseqüências. Dramática, coberta de sangue, um sangue que a direita não limpará jamais e que a nova direita tenta esquecer, fazer de conta que não existe ou não existiu. Muitos tucanos sempre se declararam de esquerda, mas quando a realidade impôs que tirassem ou mantivessem as máscaras, penderam a direita, defendo uma democracia não participativa. Viraram as costas às mudanças, às reformas. O próprio tucano busca afirmar que derrotou Lula duas vezes. Na realidade, a questão é outra: por duas vezes venceu a ilusão, mercadejada amplamente, na disputa com a realidade. É a realidade é o que se afirma hoje: a participação da sociedade.

Claro, é uma participação ainda incipiente. Fosse diferente, não teríamos uma autêntica guerra contra os governos e as empresas privadas para fazer prevalecer direitos, para organizar as relações entre a infra-estrutura e a super- estrutura social ( ou seja, o fazer novo, democrático, e uma concepção antiga do fazer). A realidade é que o cidadão - o dito povão, porque povão para os "aristóis" são todos, incluindo as classes medias - ainda se encontra bastante desprotegido e sem meios para ocupar o seu lugar.

A justiça é lenta, cara e de difícil acesso, por exemplo. Se discute e se muda quase nada a economia política, a infra-estrutura é precária e ainda vivemos muito em função do consumo. Em resumo, uma vida ainda medíocre - no sentido original do termo de mediana, de baixa qualidade. Mas, há liberdade e não há esse sentido vulgar do governo dos eleitos, como se a sociedade fosse uma matemática, com seus números, sua cientificidade organizacional e suas hierarquias, começando dos melhores, os mais sofisticados, para os mais simples. Como se existisse o UM, todo poderoso, a determinar regras, princípios, atitudes, enfim, o que fazer e o que não fazer.

Esse tipo de postura é pura nota de pé de página na história. Puro quase nada, sem nenhum demérito para as notas de pé de páginas que acrescentam informações, diferentemente das notas de pé de página política que traduzem a carência de virtù, ou seja, a incapacidade para mudar o destino. Portanto, é preciso olhar de muito perto o discurso tucano e ver, por exemplo, que a critica a inflação é uma critica meramente retórica. Não mobiliza a sociedade, mantém a sociedade distante dos acontecimentos, tal como imaginava Dom Pedro I. Não é uma atitude democrática, mas uma atitude aristocrática. Pitagórica na essência, sem novidade na história brasileira. Uma repetição de um Brasil imóvel, contra um Brasil que se recria e se revela móvel, determinado a se superar e criar uma grande democracia social.

Francisco Viana é jornalista, mestre em filosofia política pela PUC-SP, consultor de empresas e autor do livro Hermes, a divina arte da comunicação. É diretor da Consultoria Hermes Comunicação estratégic

Share/Bookmark

Brasil terá um computador para cada dois habitantes em 2012

Fonte: Brasília Confidencial

O Brasil terá 85 milhões de computadores até maio e chegará ao número de uma máquina para cada dois habitantes no início de 2012, com 98 milhões de computadores, de acordo com a 22ª Pesquisa Anual do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em 2010, foram vendidos 14,6 milhões de unidades, o equivalente a uma a cada dois segundos.“O preço do computador caiu, a renda da população aumentou e a percepção de que não se pode ficar sem um micro em casa ou no trabalho é bem maior. Daí a explosão nas vendas”, explica o coordenador do estudo, professor Fernando Meirelles.

A pesquisa aponta ainda que o Brasil está bem acima da média mundial em número de computadores, telefones e televisores. Estima-se que, em maio, o País chegue a 250 milhões de linhas de telefone e 155 milhões de televisores. Esses números representam médias de 130% para telefone e 80% para televisores, números acima da média mundial de, respectivamente, 99% e 58%.

Share/Bookmark

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Boa noite


"Nessun dorma" ("Ninguém durma", em italiano) é uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. A ária refere a proclamação da princesa Turandot, determinando que ninguém deve dormir: todos passarão a noite tentando descobrir o nome do príncipe desconhecido, Calàf, que aceitou o desafio. Caláf canta, certo de que o esforço deles será em vão.

O príncipe desconhecido (Calàf)
Que ninguém durma!
Que ninguém durma!
Você também, ó Princesa
Em seu quarto frio, olhe as estrelas
Tremendo de amor e de esperança

Mas meu segredo permanece guardado dentro de mim
O meu nome ninguém saberá
Não, não, sobre tua boca o direi
Quando a luz brilhar

E o meu beijo quebrará
O silêncio que te faz minha

Coro feminino
O seu nome ninguém saberá
E nós teremos, oh!, que morrer, morrer

O príncipe desconhecido (Calàf)
Parta, oh noite
Esvaneçam, estrelas
Ao amanhecer eu vencerei!
Vencerei! Vencerei!
Share/Bookmark

Folha do Japi 4


Share/Bookmark

Pelo fim da Páscoa

Chega de Páscoa Sofrida
Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo

Escritor propõe o Feriado do Coelhinho em substituição
à Semana Santa
Estimados leitores, essa coluna inicia aqui o movimento internacional e global pelo fim da Páscoa. O que não significa o final do feriado, de maneira alguma. Todo mundo vai poder continuar ficando preso em engarrafamento livremente, não se preocupem.

Mas, o que eu acho que seria uma excelente ideia é apenas remover do nosso calendário emocional uma data baseada no pior do catolicismo: a ideia de compartilhar do sofrimento de algo ou alguém que estava lá de propósito e para isso mesmo.

Páscoa, estimados leitores, está centrada na tal paixão de Cristo. Mas paixão aqui no sentido latino, de passio, ou sofrimento. Na paixão de Cristo, o coitado é sovado sem dó por romanos e por quem mais estiver assistindo, e a gente é convidado a compartilhar da pancadaria na condição de quem a sofre. No grande final, o sujeito que veio até aqui para salvar todo mundo dos seus pecados é solenemente crucificado. Essa não é a minha ideia de divertimento, estimados leitores.

Apenas como comparação linguística, compaixão é compartilhar do sofrimento do outro. Na forma germânica, compaixão é Mitgefühl, ou algo assim, significando co-sentir, ou compartilhar dos sentimentos do outro. Eu gostaria muito, muito mais se a gente passasse a comemorar um feriado onde se praticasse o Mitgefühl, e a gente se dedicasse a sentir o outro, e, eventualmente, compreendê-lo, do que passar dias pensando no coitadinho do outro e o quanto ele se sacrificou por nós, sem que a gente pedisse.

Culpa, dor, sofrimento. Essa é a parte do catolicismo que mais me incomoda, o culto ao que existe de pior na vida, a celebração da morte, o que invariavelmente leva a sentimentos de vingança. Meu pobre pai sofre até hoje pelo que ele e os meninos da sua vizinhança faziam no sábado de malhar Judas, instigados pelo padre, quem mais.

Saibam que os romanos crucificavam todo mundo e por qualquer motivo. O cara espirrou torto, pimba, crucifiquem. Madeira e mão de obra custavam pouco, a civilização romana, com toda sua sofisticação, era muito cruel na essência. Não havia nada de especial em crucificar alguém, apenas o horror da coisa, que os contemporâneos viam e temiam. A cruz somente foi adotada pelo cristianismo uns quatro séculos depois de pararem com a prática da crucificação, quando a memória do seu horror já estava distante o suficiente para a cruz poder ser tratada como símbolo, um símbolo muito, muito eficaz. Para que celebrarmos hoje em dia o que existe de pior em uma religião tão preocupada com o sofrimento nesse mundo? Vamos para o outro lado, vamos curtir o feriado imersos em pensamentos mais felizes.

O coelhinho da Páscoa é o meu candidato a se tornar o símbolo da Nova Páscoa. Chocolate é muito melhor enquanto proposta de vida. Estimulante, prazeroso pra caramba, mais saudável do que dizem. E o coelhinho, por diversos motivos, é símbolo do que existe de divertido na vida, não é?

Não que coelhos ovíparos sejam exatamente algo muito racional. Mas, se pensarmos em crenças esquisitas, o mito cristão é tão esquisito quanto, e muito menos feliz. Feriado do Coelhinho, já. Começou a campanha e unam-se a ela, caros leitores.

O mundo era o que era, e é certo lembrar dele como foi, para compreendermos melhor o que nos tornamos. Mas celebrar os seus piores aspectos, eternizando-os em nossa mente coletiva não me parece uma boa maneira de caminhar pela vida, como sociedade.

Guerras, lutas, morte, dureza, fome, constituíram a experiência central da humanidade por milênios, mas lutamos muito e superamos parte desse karma. Existem guerras, existe infelizmente ainda a fome. Mas a maioria dos humanos não está experimentando nada disso e provavelmente nunca irá ter a tristeza de passar por tanta desgraça. Temos vacinas, produzimos comida, criamos sistemas de governo centrados na ideia de que o bem comum deve ser buscado por todos e para todos. Queremos aprender a parar de aquecer o planeta, devastar sua natureza e eliminar a pobreza mais dura. Assim que conseguirmos isso e ainda por cima fizermos desaparecer o axé, estaremos bem. Isso, sim, merece ser celebrado, e creio que o Coelhinho, com sua mensagem de fertilidade e alegria será um ótimo representante do novo feriado.

Enquanto vocês pensam no assunto, vou aqui praticar a felicidade fazendo o meu inigualável chocolate quente, receita do Café Hermés, de Paris, com o maravilhoso chocolate Rey, em pó e em barra, vindo da Venezuela especialmente para essa ocasião.

Quem quiser se juntar a mim nos festejos da Nova Páscoa, é só pedir e eu mando a receita do chocolate quente perfeito. Uma feliz Nova Páscoa a todos, é o que lhes deseja esse seu servo, eu.


Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe", publicados pela editora Projeto.

Share/Bookmark
Web Statistics