domingo, 31 de julho de 2011

A semana da presidenta em imagens


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Marcha contra a maconha fracassa

 Foto: Rodrigo Soldon 
Protesto 'antimaconha' acaba de forma apagada em São Paulo 

Fracassou ontem em São Paulo a primeira "marcha da família" contra a maconha. Os otimistas organizadores, ligados ao controverso Instituto Espiritual Xamânico Céu Nossa Senhora da Conceição, esperavam reunir 100 mil pessoas. Não tinham nem 1% disso na saída do ato, segundo a PM.

Aparentemente o frio e a garoa que caíram em São Paulo apagaram o fogo ou desestimularam muitos dos auto-intitulados "defensores da família". Os organizadores não aceitaram falar em fracasso, e anunciaram nova manifestação contra a droga no próximo 17 de dezembro.

O grupo "antimaconheiros" tenta fazer frente aos organizadores da Marcha da Liberdade, ocorrida em várias cidades, entre elas São Paulo, no último dia 18 de junho, além da Marcha da Maconha, realizada em 2 de julho.

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Progresso

 Fonte: Aparecido

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Loja paulistana faz apologia do crime

Camiseta de esquadrão da morte é vendida nos Jardins 
ANDRÉ CARAMANTE 

A camiseta preta, com a caveira sinistra, de olhos vermelhos e sobreposta acima de duas tíbias cruzadas, traz a abreviação "E.M.", de esquadrão da morte.

À venda por R$ 45 na (atenção para o nome!) U.S Army, loja da Galeria Ouro Fino, um dos pontos mais badalados da moda em São Paulo, na rua Augusta (Jardins), a peça exalta a Scuderie Detetive Le Cocq, mais famoso grupo de extermínio do Brasil, criado nos anos 1960.

A loja é especialista em réplicas de produtos militares de vários países. Na U.S Army, uma jaqueta preta com o símbolo da Polícia Civil de São Paulo custa cerca de R$ 390. Também é possível comprar soco inglês e um tipo de caneta com o corpo de ferro que, recentemente, foi apreendida por ter sido usada como arma por skinheads acusados de espancamentos perto da avenida Paulista.

Os donos da U.S.Army foram procurados na sexta-feira, mas não retornaram aos pedidos de entrevista da Folha.

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Volte para tua terra!

Autor desconhecido (para mim)

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sábado, 30 de julho de 2011

Governo quer imagem da Copa desvinculada de Ricardo Teixeira


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36 mil é mais que 0,39% ?



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Dilma convida o mundo a conhecer o Brasil e seu povo na Copa de 2014

Durante a cerimônia de sorteio dos grupos para as eliminatórias da Copa de 2014, na Marina da Glória, no Rio, a presidenta Dilma Rousseff convidou o mundo a conhecer o Brasil e os brasileiros. “O Brasil continua a ser identificado como o país do futebol. E isso nos envaidece. Nós amamos o futebol. Ganhamos cinco Copas do Mundo e aqui nasceram muitos dos maiores craques de todos os tempos”, disse, fazendo referência especial a Pelé, presente na cerimônia e escolhido embaixador honorário do Mundial de 2014.

“Convido os povos do mundo inteiro a conhecer o Brasil e os brasileiros. Encontrarão um Brasil muito bem preparado para realizar a Copa. Com toda a infraestrutura necessária: transporte, tecnologia de comunicação e muita segurança”, completou.

A presidenta lembrou que o país hoje apresenta uma economia estável e em crescimento e que tem outros motivos de orgulho, além do futebol. “Somos um país que promove a inclusão social e que tem na diversidade étnica, cultural e religiosa uma de suas maiores riquezas e que convive respeitosamente com o meio ambiente”.

Dilma Rousseff afirmou que o país estará pronto em 2014 para receber o maior evento mundial do futebol. “Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos de que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014”, finalizou.

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More than a feeling



More than a feeling
Boston
Tom Scholz

I looked out this morning and the sun was gone
I turned on some music to start my day
I lost myself in a familiar song
I closed my eyes and I slipped away

It's more than a feeling
When I hear that old song they used to play
I begin dreaming
'till I see Marianne walk away
I see my Marianne walkin' away

So many people have come and gone
Their faces fade as the years go by
Yet I still recall as I wander on
As clear as the sun in the summer sky

It's more than a feeling
When I hear that old song they used to play
I begin dreaming
'till I see Marianne walk away
I see my Marianne walkin' away

When I'm tired and thinking cold
I hide in my music, forget the day
And dream of a girl I used to know
I closed my eyes and she slipped away
She slipped away
She slipped away

It's more than a feeling
When I hear that old song they used to play
I begin dreaming
'till I see Marianne walk away
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Discurso d'O Cara na inauguração da embaixada da Argentina


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Polícia para quem precisa


À espera…

Uma coluna extra. Resolvi escrevê-la porque aconteceu algo que diria inconcebível e que é sintomático por diversos motivos. Vamos aos fatos. Apagão em uma boa parte de São Paulo ontem (29) à noite. O meu celular deixou de funcionar, talvez por sobrecarga da operadora. Volta a energia cerca de vinte minutos depois e tinha algumas ligações perdidas de minha mulher: o carro havia quebrado no kilômetro 1 da marginal Pinheiros, entrada de São Paulo, a cidade que não dorme mas também não anda, parada no trânsito ou ensardinhada no metrô.

Ligo para o seguro, requisitando um guincho, e ligo para ela de volta, perguntando onde exatamente estava. Numa bifurcação, naquelas faixas brancas diagonais, kilômetro um, e completa: “a polícia parou aqui, disse que era um local bastante perigoso, pediu para eu tirar todas as coisas de valor, pôr embaixo do tapete do carro, e me trancar dentro dele para esperar o guincho”. Dito isto a viatura policial foi embora, deixando uma pessoa sozinha, num local “extremamente perigoso”.

Ela ficou ali, mais aterrorizada que antes, num lugar ermo, longe de qualquer possibilidade de ajuda, posto de gasolina, comércio… ali, parada, esperando. E quanto mais o tempo passava, mais perigoso ficava.

À medida que o trânsito começava a fluir, a velocidade aumentava e os caminhões passavam perigosamente perto do carro, com uma pessoa trancada dentro. O risco de acidente grave aumentava.

Claro que eu, em casa e sem possibilidade de ir até o local, fiquei desesperado. Nas redes sociais indaguei as autoridades responsáveis algumas vezes, e não obtive nenhuma resposta sequer. Uma linha, uma explicação ou justificativa, nada. Hoje me pergunto o porquê de eles terem seus perfis. Claro que é uma pergunta retórica, sei bem que são apenas para propaganda, para divulgar seus feitos heróicos, não para serem cobrados pela população. Pura propaganda.

Depois de mais de uma hora e meia, lá, sozinha, torcendo para que nada acontecesse e esperando o guincho, eis que surge o caminhão da empresa de seguros. Alívio. Assim, e só assim, ela se sentiu segura, e eu também.

Não sei qual é o procedimento padrão da polícia, e nem qual deveria ser. Sei que, mesmo quando indagada a respeito não deu satisfação alguma. Sei que, “num local extremamente perigoso”, a policia não prestou socorro nem deu assistência. Sei que ela abandonou uma pessoa aos desígnios da fortuna.

Por sorte nada aconteceu. E não me refiro a assalto, ao patrimônio, tão prezado pela nossa polícia, tenho em mente uma mulher, num carro parado, no meio do nada, num local violento, segundo as palavras das autoridades competentes. Qualquer coisa poderia ter acontecido ali, e as autoridades foram alertadas disso. Nada fizeram, nada sequer disseram. Assim dão a entender que não devem respostas ao cidadão, que estão acima do bem e do mal.

Talvez tenham pouco pessoal e coisas mais importantes a fazer que prestar segurança a uma mulher na Marginal. Acho estranho que possa existir este cálculo, em termos de vidas e mortes potenciais, mas vá lá, o efetivo pode ser bem diminuto e, por isso, atendam casos mais graves (este poderia ter mesmo se tornado um destes casos mais graves…).

Também acho que há locais que precisam de mais de policiamento, ou melhor, precisam mais de todo o Estado lá, ativo, atuante, não só na sua face policial. Mas, de novo, o kilômetro um da Marginal Pinheiros é, sabido e divulgado pela polícia, EXTREMAMENTE perigoso. O governo nada faz para diminuir o perigo, prestar segurança à população daquele local. Isso inclui todos nós, minha esposa que lá estava.

E, infelizmente mais que óbvio, isso só está sendo divulgado porque eu posso fazê-lo, tenho o “microfone” nas mãos. Casos muito mais graves, desrespeito aos direitos humanos por parte do estado, desrespeito às leis penais, falta de mandado judicial nas “buscas” em bairros pobres, torturas e mesmo execuções acontecem por aí, a torto e à direito. Mas estas vítimas, que têm sua dignidade negada, não tem acesso aos microfones midiáticos, exceto quando, tarde demais, viram meros números.

Com a palavra as instâncias responsáveis. Que deem, ao menos, explicação. Que digam que este procedimento, de deixar uma pessoa indefesa num local perigoso é normal, que minha queixa é infundada. Ou que admitam que foi um absurdo o que aconteceu.

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A imagem do fracasso

QUÃO LONGE DO ABISMO OBAMA NOS LEVARÁ? 

A Câmara dos EUA aprovou o pacote orçamentário republicano que adicionava pouco mais de US$ 900 bi ao teto da dívida pública dos EUA, valor suficiente apenas para Obama governar alguns meses e ficar novamente à mercê de concessões do extremismo neoliberal. Como previsto, o Senado liderado pelos democratas rejeitou o projeto e tem até a madrugada deste domingo para ampliar a margem de manobra fiscal do Presidente. 

Ainda que contorne as armadilhas fiscais montadas pelos republicanos, Obama perdeu um pedaço precioso de sua credibilidade. O democrata já negociou inclusive limites perversos de acesso dos idosos à saúde pública (Medicare) para saciar o conservadorismo ortodoxo. Comprometeu-se, ademais, a cortar cerca de US$ 2,7 trilhões em investimentos públicos nos próximos anos, amordaçando seu próprio discurso à reeleição, em 2012. Dissocia-se cada vez mais da promessa de liderança renovadora que o elegeu. O discurso claudicante, a musculatura política complacente sugere alguém disposto apenas a mitigar a aplicação do receituário ortodoxo que originou a crise. Se um dia personificou a esperança numa superação progressista do maior colapso do capitalismo desde 1929, hoje é a imagem gasta da rendição. 

É verdade, Obama é refém das circunstancias. As bases operárias e socialistas que pavimentaram o New Deal, nos anos 30, não existem mais. Mas já era assim há quatro anos quando ele disputou com a direita e venceu. Desde então, de recuo em recuo, redefiniu seu espectro político fixando estacas regressivas em Guantánamo, no Afeganistão e na rendição a Wall Street. Sobretudo, porém, trocou de interlocutores. Ele ainda é pop. Tem mais de nove milhões de seguidores no Twitter, atrás apenas de Lady Gaga e do cantor Justin Bieber. Mas enquanto dispara apelos à mobilização digital contra o arrocho republicano, cede a essa mesma lógica a ponto de devolver legitimidade à agenda que havia derrotado nas urnas. Hoje, o mundo perplexo sabe o que o Tea Party quer e quão perto do abismo isso significa. Mas ninguém sabe ao certo o que quer Barack Obama. E a que distancia do abismo a sua tibieza vai nos deixar.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

A era do preconceito

Celso Amorim 

Nesta era da internet a informação é instantânea. A desinformação também. A notícia sobre os trágicos atentados de Oslo chegou-me enquanto eu navegava pelos sites que costumo frequentar para me atualizar sobre o que ocorre no mundo. Pus-me imediatamente em busca dos detalhes. Abri a página de uma respeitada revista internacional. Além de alguns pormenores, obtive também a primeira explicação, que veria em seguida nas versões eletrônicas dos jornais brasileiros, segundo a qual o perpetrador dos atos terríveis era alguém a serviço de um movimento fundamentalista islâmico. Dois dias depois do acontecido, quando ficou claro que, na verdade, se tratava de um extremista de direita que pertenceu a movimentos neonazistas, ainda é possível encontrar, mesmo com ressalvas (porque a internet comete essas “traições”), a mesma interpretação apressada, baseada no preconceito contra muçulmanos.

No caso da revista internacional, a interpretação não se limitou a essa caracterização genérica. Deu “nome e endereço” do facínora, que seria um iraquiano curdo ligado a sunitas fanáticos, vivendo no exílio desde 1991. O articulista foi mais longe. Apontou as possíveis motivações do crime hediondo, que estariam relacionadas com a presença de tropas norueguesas no Afeganistão e com a percepção, por parte dos tais fundamentalistas, da cumplicidade da imprensa norueguesa com caricaturas ofensivas ao Profeta.

Evidentemente, tudo isso era muito plausível, à luz do ocorrido no 11 de Setembro, descartando-se as hipóteses conspiratórias sobre aquele trágico episódio. Mas era igualmente plausível a hipótese, que acabou confirmada, de que se tratasse de outro tipo de fundamentalista, do gênero “supremacista branco”. O alvo do ataque era um governo da esquerda moderada, visto como tolerante em relação a imigrantes e aberto ao diálogo com as mais diversas facções em situações conflituosas, inclusive no Oriente Médio. Para sublinhar a natureza ideológico-religiosa do ato de violência, o terrorista visou também a juventude do partido, pacificamente acampada em uma ilha.

Algo semelhante havia ocorrido seis anos antes do atentado contra as Torres Gêmeas, quando outro fanático havia feito explodir um prédio público na cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos. Daquela feita, o Estado – e tudo o que ele simboliza como limitação ao indivíduo, percebido como independente e antagônico em relação à sociedade – foi o objeto da ira destruidora. Também naquela época, quando a Al-Qaeda ainda não havia ganhado notoriedade, as primeiras análises apontaram para os movimentos islâmicos.

Não ponhamos, porém, a culpa na internet. Ela apenas faz com que visões baseadas em preconceitos, que não deixam de refletir certo tipo de fundamentalismo, se espalhem mais rapidamente, com o risco de gerarem “represálias” contra o suposto inimigo. Felizmente, neste caso, a eficiente ação da polícia norueguesa impediu que isso ocorresse. Mas o risco existe de que, em outras situações, as tragédias se multipliquem, por vezes com o apoio de movimentos marginais inconsequentes, que buscam tirar partido dos eventos, assumindo responsabilidade por algo que não fizeram.

Não é possível ignorar que, no caso da invasão do Iraque, o preconceito, e não apenas a manipulação deliberada (que também existiu), estava por trás de vinculações absurdas, usadas para justificar decisões que causaram centenas de milhares de vítimas (há quem fale em 1 milhão). O suposto elo entre Saddam Hussein e o terrorismo nunca se comprovou, da mesma forma que eram falsas as alegações quanto à posse por Bagdá de armas de destruição em massa. Num primeiro momento, contudo, essas justificativas foram aceitas pela maioria da população norte-americana.

Não sejamos inocentes. Interesses econômicos e políticos, e não apenas preconceitos, motivaram a decisão de atacar o Iraque. Mas o pano de fundo de uma visão particularista do mundo, em que “diferente” se torna sinônimo de “inimigo”, ajuda a criar o caldo de cultura de que se valem os líderes para obter, das populações que governam, o indispensável apoio às suas custosas aventuras bélicas.

A Noruega não corre esse risco. Como disse o primeiro-ministro Stoltenberg, o terrorismo insano não destruirá a democracia do país nórdico, que, ademais, se tem notabilizado por importantes iniciativas em favor da paz. Aliás, é o ódio às pessoas que promovem a paz e o entendimento, além da intolerância e do fanatismo, que está na raiz desse bárbaro atentado. Infelizmente, não só o orgulho, como queria a romancista inglesa, mas também o ódio costuma ser um companheiro inseparável do preconceito.


Celso Amorim

Celso Amorim é ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula. Formado em 1965 pelo Instituto Rio Branco, fez pós-graduação em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena, em 1967. Entre inúmeros outros cargos públicos, Amorim foi ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco entre 1993 e 1995. Depois, no governo Fernando Henrique, assumiu a Chefia da Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas e em seguida foi o chefe da missão brasileira na Organização Mundial do Comércio. Em 2001, foi embaixador em Londres.

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O futuro que insiste em não chegar

Quando vejo coisas como essa abaixo, rotina, sempre me fica a dúvida de qual seria o resultado esperado pelo autor. Que passa pela mente nesses milissegundos antes do sistema de busca devolver um link para o blog do Esquerdopata? Será que espera realmente "ir para os emails que o José Carlos recebeu"?

Com certeza resultado de anos assistindo TV sem saber onde acaba a ficção e começa a realidade, incapaz até de ver diferença entre o mundo onde os milagres tecnológicos aconteceriam e o nosso. Ou alguém gostaria de viver no mundo de Rick Deckard, com essa "máquina de Esper" e a Terra em seus últimos momentos de agonia?

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Risco de calote dos EUA faz mercados falarem em "cataclismo"

Carta Maior
Os Estados Unidos estão a uma semana de serem obrigados a suspender os pagamentos à sua administração pública, aos veteranos de guerra e a credores estrangeiros se o governo Obama e o Partido Republicano não resolverem a queda de braço em torno do limite da dívida pública. Fundo Monetário Internacional e Wall Street falam em "cataclismo" de âmbito mundial se esse cenário se concretizar. A dívida pública norte-americana é de 14,3 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 100 por cento do PIB do país.
Esquerda.net


Existe a convicção de que as duas partes não irão até à ruptura mas reina o nervosismo nos mercados financeiros e respectivos símbolos, desde a diretora geral do FMI a Wall Street, que não hesitam em recorrer à palavra “cataclisma” de âmbito mundial se o cenário se concretizar.

São muitas as divergências entre Obama e os democratas de um lado e os republicanos, que dominam a Câmara dos Representantes, do outro. No entanto, que impede verdadeiramente o acordo é o calendário para integração do limite do déficit no orçamento. A Casa Branca insiste que a alteração deve fazer-se de uma só vez, válida até 2013, portanto já depois das eleições presidenciais do próximo ano. Os republicanos, através do presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, pretendem que a operação seja a dois tempos: um aumento até fevereiro ou março de 2012 e o outro até 2013.

Obama contesta porque, em seu entender, uma crise do mesmo tipo seria reaberta dentro de nove meses, praticamente já em plena campanha eleitoral; Boehner argumenta que o presidente “quer um cheque em branco”. Analistas políticos norte-americanos consideram que o duelo é uma verdadeira queda de braço com um conteúdo eleitoral em que ambas as partes testam reacções perante as suas próximas linhas econômicas e orçamentárias.

Na sequência de uma mensagem televisiva presidencial pedindo aos cidadãos para que pressionem seus representantes sobre a necessidade de se entenderem, Washington tem estado nas últimas horas sob uma tempestade de chamadas telefônicas e mails, sufocando comunicações, websites de representantes e agitando o Twitter através da campanha “Fuck You Washington”.

A dívida pública norte-americana é de 14,3 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 100 por cento do PIB, e, mais do que a definição do limite da dívida, o que divide os dois partidos do sistema de poder norte-americano são os conteúdos das reduções de gastos que devem acompanhar esse aumento. Os republicanos pretendem cortes entre 2,7 e 3 trilhões e os democratas vão até 1 trilhão contando com mais 1,2 trilhões que viriam da retirada de tropas do Afeganistão e do Iraque.

Os números nem sempre dão uma ideia da envergadura dos montantes envolvidos, o que levou um website a defini-la graficamente a partir da acumulação de notas de cem dólares de modo a perfazerem o total da dívida do Estado federal norte-americano. Os resultados podem ser encontrados aqui.

As agências de classificação de risco, que mantêm a dívida norte-americana sob pressão, consideram que sem cortes de despesas de 4 trilhões de dólares não haverá condições para travar a “indisciplina orçamentária”.

A imprensa norte-americana recorda que desde que o aumento da dívida norte-americana se tornou vertiginoso, a partir das administrações Reagan nos anos oitenta, os limites já foram alterados cerca de 40 vezes, o que torna inusitado o prolongamento da resistência republicana em relação ao teto. Alguns órgãos da imprensa europeia lembram também que os alargamentos dos limites das dúvidas públicas são frequentes em Estados da União Europeia, inclusivamente na Alemanha, que em 1949 estabeleceu na sua Constituição um limite para o déficit e logo deixou de cumprir essa norma.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

EUA: a miséria bate à porta

Mais de 5 milhões de lares perderam toda a riqueza desde 2005 nos EUA
5,6 milhões de lares, ou 15 milhões de pessoas, tiveram toda sua riqueza completamente destruída durante a primeira parte da queda econômica
Por Andre Damon, na Revista Fórum
Tradução de Idelber Avelar

O lar típico dos EUA perdeu 28% de sua riqueza durante a crise econômica, com um terço tendo sido completamente destruído, de acordo com uma recente análise de números do Census Bureau realizada pelo Centro de Pesquisas Pew, intitulada “A diferença de riqueza entre brancos, negros e hispânicos sobe a um nível recorde”.

O estudo focaliza as disparidades raciais, mas as descobertas mais assustadoras dizem respeito ao empobrecimento geral de todos os setores da população. A porcentagem de lares dos EUA que tem ativos de zero dólares ou abaixo—ou seja, que têm mais dívidas que posses—subiu de 15% em 2005 para 20% em 2009. Isso significa que 5,6 milhões de lares, ou 15 milhões de pessoas, tiveram toda sua riqueza completamente destruída durante a primeira parte da queda econômica. Estes números vêm de uma pesquisa do Census Bureau para 2005 e 2009.

O estudo mostrou que, depois de ajustes de inflação, a riqueza média dos lares dos EUA caiu de US$96.894 em 2005 para US$70.000 em 2009, uma queda de 28%. A maior parte disso é atribuível à queda vertiginosa no valor dos imóveis, que foi da ordem de 30% entre 2006 e 2009 e até maior desde então.

A queda no valor das casas se combinou com a queda nos salários. Entre 2005 e 2009, a média recebida pelos trabalhadores por hora caiu 5%, depois de ajustada a inflação, de acordo com o Ministério do Trabalho.

O endividamento tem crescido de forma tão rápida como a riqueza tem caído. Entre 2005 e 2009, as dívidas não asseguradas cresceram 33% para a população como um todo, mostrou o estudo. Enquanto isso, a parcela da riqueza em mãos dos 10% mais ricos cresceu de 49% em 2005 para 56% em 2009.

As minorias raciais receberam um golpe particularmente duro, incluindo-se aí a queda no valor das casas. A riqueza líquida do lar hispânico caiu 56%, de US$12.124 em 2005 a US$5.677 em 2009. O valor líquido dos lares negros também desabou, 53%. Entre os hispânicos, as dívidas não asseguradas subiram 47%.

O nível de desigualdade entre brancos, negros e hispânicos é hoje o maior dos últimos 25 anos, e sem dúvida é mais alto do que antes desses 25 anos. A diferenciação racial é parcialmente atribuível à geografia. Enquanto que os brancos viram o valor de suas casas cair 18% e os negros, 23%, o valor das casas dos hispânicos caiu em mais de 50%.

Como nota o relatório, “em 2005, mais de dois em cada cinco lares hispânicos ou asiáticos se encontrava no Arizona, Califórnia, Flórida, Michigan ou Nevada, os cinco estados com declínios mais agudos nos preços das casas”. Para os hispânicos que moram nesses estados, nota o relatório, os ativos médios caíram de US$51.464 em 2005 para US$6.375 em 2009, uma queda de 88%.

Essas divergências raciais, no entanto, mascaram o aumento mais fundamental da desigualdade entre as classes trabalhadoras e os ricos de todas as raças. O relatório nota que os 10% dos negros mais ricos controlam 67% de toda a riqueza daquele grupo, comparado com 59% antes da crise. Para os hispânicos, da mesma forma, os 10% mais ricos controlam 72% da riqueza em 2009, por oposição a 59% em 2005.

O número de desempregados, enquanto isso, subiu de 7,9 milhões para 15,2 milhões entre 2005 e 2009. O crescimento do desemprego também afetou as minorias desproporcionalmente. O desemprego tem afetado negros e hispânicos de forma desproporcional, com a taxa atualmente em 16,5% para os negros e 11,6% para os hispânicos.

A tremenda queda na riqueza tem tido um efeito transformador na sociedade estadunidense, contribuindo para milhões de execuções de hipotecas e falências pessoais. De acordo com os números da Realtytrac.com, houve 10 milhões de execuções de hipotecas entre 2005 e 2009.

Original A*Q*U*I
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O Estado (mínimo) a que chegamos

O PONTO A QUE CHEGAMOS: 
O MUNDO NAS MÃOS DO TEA PARTY 
Os republicanos querem manter Obama sob rédea curta e aprovar uma elevação do endividamento público dos EUA suficiente para mais seis meses à base de pão e água. Depois, negociam mais meia cuia de água. Assim por diante, até Obama chegar às eleições de 2012 como um cachorro velho, mudo e sem dente. Um cão arrastado pelo rabo. Mas a extrema direita do partido, meia centena de membros do Tea Party, acha pouco e entornou o caldo da votação do pacote conservador na Câmara, deixando as finanças do mundo de cabelos em pé. O Tea Party quer recolher Obama/'a gastança' na carrocinha. já.

Um clamor uníssono de vozes cortou a narrativa dominante do Financial Times ao Globo, qualificando os indômitos seguidores de Sarah Palin de demenciais. É preciso cautela. O Tea Party pode ser tudo, mas não é um hospício encastoado na alavanca republicana que embalou Bush, concluiu a desregulação das finanças até o colapso de 2008, dizimou o Iraque, retalhou o Afeganistão e agora incendeia a Líbia, entre outras miudezas do ramo. O neonazista norueguês que encravou balas dum-dum nas vísceras de um pedaço da juventude progressista do seu país tampouco é um demente, como querem rapidamente resolver o caso certos veículos e personagens do conservadorismo urbi et orbi

Tea Party e Andres Behring Breivik são um produto refinado da história. De anos --décadas-- de ódios e pregação conservadora contra o Estado, contra a justiça fiscal; contra o pluralismo religioso; contra os valores que orientam a convivência compartilhada. Sobretudo, o princípio da igualdade e da solidariedade que norteia a destinação dos fundos públicos à universalização do amparo aos doentes, à velhice, aos desempregados, aos famintos, aos loosers brancos ou negros, nacionais ou imigrantes. Breivik e o Tea Party assimilaram o cânone. Se agora escapam ao criador, louve-se a competência da madrassa neoliberal. Na crise, ambos apenas confirmam a esférica densidade da formação que receberam e investem contra a sociedade. Com fé no mercado e o dedo no gatilho.

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Boa noite



A Whiter Shade of Pale
Procol Harum
Brooker / Fisher / Reid

We skipped the light fandango
turned cartwheels 'cross the floor
I was feeling kinda seasick
but the crowd called out for more
The room was humming harder
as the ceiling flew away
When we called out for another drink
the waiter brought a tray

And so it was that later
as the miller told his tale
that her face, at first just ghostly,
turned a whiter shade of pale

She said, 'There is no reason
and the truth is plain to see.'
But I wandered through my playing cards
and would not let her be
one of sixteen vestal virgins
who were leaving for the coast
and although my eyes were open
they might have just as well've been closed

As duas estrofes abaixo foram frequentemente usadas em concertos, mas nunca tinham sido gravadas antes.


She said, 'I'm home on shore leave,'
though in truth we were at sea
so I took her by the looking glass
and forced her to agree
saying, 'You must be the mermaid
who took Neptune for a ride.'
But she smiled at me so sadly
that my anger straightway died

If music be the food of love
then laughter is its queen
and likewise if behind is in front
then dirt in truth is clean
My mouth by then like cardboard
seemed to slip straight through my head
So we crash-dived straightway quickly
and attacked the ocean bed
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Ollanta Humala toma posse como novo presidente do Peru

Ollanta Humala, 49 anos, tomou posse nesta quinta-feira como novo presidente do Peru, em uma cerimônia realizada na sede do Congresso de Lima. "Juro pela pátria que exercerei fielmente o cargo de presidente da República", afirmou ante o presidente do Congresso, Daniel Abugattás, e de vários chefes de Estado e delegações de mais de uma centena de países.

Humala também afirmou que defenderá "a soberania nacional, a ordem constitucional e a integridade física e moral da República, e suas instituições democráticas, honrando o espírito, os princípios e os valores da Constituição de 1979". "Reconhecerei e respeitarei a liberdade de culto e de expressão e lutarei incansavelmente para conquistar a inclusão social de todos os peruanos, especialmente dos mais pobres", acrescentou o novo presidente.

Após os juramentos de seus dois vice-presidentes, Humala iniciou seu discurso à nação, afirmando que recebia o cargo "com humildade e fervor patriótico". Em meio aos aplausos e vivas dos congressistas, o novo presidente afirmou seu compromisso de acabar com o "dilacerante rosto da exclusão e da pobreza e construir um Peru para todos". Também se referiu a "uma pátria inclusiva" como seu grande objetivo, "que assumo diante de meus filhos e de todas as crianças que são o futuro desta Nação".

Humala é o primeiro esquerdista no poder no Peru desde 1975, quando ocorreu a queda do general Juan Velasco Alvarado, que chegou ao poder através de um golpe de Estado em 1968. O novo presidente substitui no cargo o populista de direita Alan García, que não assistiu à cerimônia de posse para evitar vaias, segundo afirmou há alguns dias.

Com informações de agências

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O Cara receberá mais um título de Doutor Honoris Causa

Universidade francesa Sciences concederá título de Doutor Honoris Causa ao Lula 

A universidade francesa Sciences Po concederá um título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia de outorga ocorrerá na França, no dia 27 de Setembro.

Lula será a a 16ª personalidade – e a primeira latino-americana – que receberá essa láurea desde a fundação da Sciences Po, em 1871. O último a ser titulado Doutor Honoris Causa pela instituição foi o ex-presidente tcheco Václav Havel, em 2009.

Jean-Claude Casanova, membro do Instituto da França e presidente da Fundação Nacional das Ciências Políticas, pronunciará o “elogio do impetrante” e outorgará o título de Doutor Honoris Causa em presença dos professores da universidade.

“Essa láurea, mais do que um reconhecimento pessoal, é uma homenagem ao povo brasileiro, que nos últimos oito anos realizou, de modo pacífico e democrático, uma verdadeira revolução econômica e social”, ressaltou o ex-presidente.

Sobre a Sciences Po

A Universidade Sciences Po é uma instituição de ensino superior e de pesquisa em ciências humanas e sociais. A instituição atribui 37% do seu orçamento à pesquisa científica e que se caracteriza por uma forte internacionalização. A universidade tem 10 mil estudantes, dos quais 40% são estrangeiros, oriundos de mais de 130 países.

Notabilizada pela formação de líderes políticos, a Sciences Po tem entre seus ex-alunos os ex-presidentes franceses Jacques Chirac e François Mitterrand, além do príncipe Rainier III de Mônaco, do ex-secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali e do escritor Marcel Proust.

Homenagens

Este será o sexto título de Doutor Honoris Causa recebido pelo ex-presidente, que já foi laureado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), em janeiro; pela Universidade de Coimbra, em março e pelas universidades de Pernambuco (UPE), Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em julho.

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A Nova Marginal do velho Serra

Pronta, Nova Marginal fica sem verde, tecnologia e acessibilidade prometidos 
Paulo Saldaña, Renato Machado e Nataly Costa - O Estado de S.Paulo 

Após quase dois anos de obras, o complexo da Nova Marginal do Tietê foi concluído ontem com a inauguração da Ponte Estaiada Governador Ladrão Orestes Quércia, mas sem a tecnologia prometida. A construção também não respeita todas as exigências ambientais previstas, como deixar a via mais verde ou melhorar a vida de quem anda ali a pé ou de bicicleta. Mesmo assim, o investimento na Nova Marginal já chega a R$ 1,75 bilhão, 75% a mais do que o orçado inicialmente.

O projeto foi lançado em junho de 2009 pelo então governador José Serra (PSDB). Previa a entrega das pistas em março de 2010 (o que ocorreu) e a inauguração de cinco novas pontes e viadutos até outubro - ou seja, houve um atraso de 10 meses.

Outras promessas ficaram no papel. Uma delas era transformar a Marginal do Tietê em uma via altamente tecnológica, com a criação de "sistema inteligente" de controle de tráfego. Seria possível restringir a entrada em 16 pontos em caso de congestionamento ou enchente. Um edital chegou a ser lançado para a contratação do serviço de câmeras, radares e painéis, mas o projeto de R$ 100 milhões está parado desde o fim do ano passado.

"O monitoramento está sendo discutido com o Município e ainda não há decisão de quem fará o aporte de recursos. Logo se defina, será realizado", disse Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa responsável pela obra.

O projeto também desrespeita exigências feitas pelo Município para a obtenção da licença de instalação, como a criação de barreiras acústicas para diminuir o ruído perto de escolas, hospitais e residências. "Não dá nem para conversar. Antes, tinha um recuo e os ônibus passavam a três pistas daqui. Agora, andam quase em cima da gente", disse a secretária Paula Marques, que trabalha em uma escola de alunos especiais perto da Ponte Jânio Quadros, na Vila Maria. A grade do parquinho da Emei Prof. Pedro Álvares Cabral de Moraes, na Vila Guilherme, fica a menos de 2 metros da pista.

Medições. A Dersa afirma ter feito medições de ruído na via para decidir que não havia necessidade das barreiras - o tráfego aumentou em 30 mil veículos por dia, de acordo com medição de 2010. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (responsável pela emissão da Licença de Operação, ainda não cedida) afirma que está analisando os relatórios. Também não saíram do papel ações para melhorar o acesso de pedestres e ciclistas.

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Deputado fascista italiano elogia "ideias" de terrorista norueguês

BBC

O deputado italiano Mario Borghezio causou polêmica em seu país ao dizer que algumas das ideias do atirador norueguês Anders Behring Breivik são "boas" e outras "ótimas".

O militante de extrema-direita matou 76 pessoas na última sexta-feira, em um atentado a bomba contra a sede do governo da Noruega, em Oslo, e ao abrir fogo contra jovens do Partido Trabalhista (do governo) que se reuniam em um acampamento de verão na ilha de Utoeya.

Membro da Liga Norte, partido de extrema-direita que faz parte do governo de Silvio Berlusconi, e deputado italiano no Parlamento Europeu, Borghezio disse concordar com Breivik “na oposição ao Islã e na sua acusação explícita de que a Europa se rendeu antes mesmo de lutar contra a islamização”.

"Algumas das ideias que ele expressou são boas, exceto a violência. Algumas outras são ótimas", disse Borghezio..

O partido de Borghezio, a Liga Norte, tem base no norte da Itália, é contra a entrada de imigrantes na Europa e é conhecido pelo discurso anti-Islã.

O italiano, no entanto, não é o único político europeu a mostrar admiração pelo atirador norueguês. Jacques Coutela, membro da Frente Nacional, de Jean Marie Le Pen, na França, foi suspenso do partido de direita ao descrever Breivik como "o maior defensor do Ocidente".

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Por que os EUA têm medo de mim?

RAQUEL GUTIERREZ

Na quarta-feira, 20 de julho de 2011, às 10h35, embarquei no vôo 033 da Aeroméxico, na Cidade do México, para ir a Barcelona. Ali eu faria uma conexão com um vôo da Alitalia com destino à Itália, onde me reuniria com amigos para compartilhar experiências sobre lutas latino-americanas. O vôo estava prosseguindo normalmente até pouco após a meia-noite, quando o comandante disse que íamos retornar a Monterrey, no México, porque o espaço aéreo dos Estados Unidos tinha sido fechado.

Para minha surpresa extrema, quando desembarcamos em Monterrey, um pouco depois da 1h, uma comissária de bordo solicitou minha identificação e então pediu que eu recolhesse minhas coisas e a acompanhasse para fora do avião. Quando cheguei à porta, alguns policiais federais mexicanos e dois ou três funcionários da Aeroméxico pediram que eu me identificasse novamente e que deixasse o avião. Eu disse a eles que não sairia do avião enquanto eles não me explicassem o que estava acontecendo. Eles falaram: "O governo dos Estados Unidos recusou o avião porque você está nele".

Fiquei espantada. Uma pessoa simpática da Aeroméxico em Monterrey me disse que a empresa também ficara espantada e que veria o que era possível fazer. Não tive outra escolha senão descer do avião. Os policiais federais me pediram para entregar uma cópia do meu passaporte. Acho que as jovens funcionárias da Aeroméxico ficaram tão estarrecidas quanto eu.

Aguardamos no aeroporto por uma hora e meia até que eles finalmente puderam deixar o avião repartir. Depois disso, me levaram para um hotel. Eu estava assustada e enfurecida. Pedi que me conseguissem um lugar no primeiro vôo de volta à Cidade do México, coisa que concordaram em fazer. Tive um sentimento de choque e vulnerabilidade profunda e queria desesperadamente voltar para a segurança de minha casa.

Eu estava furiosa. Como podem essas "autoridades dos Estados Unidos" agir com tamanho despotismo? Como é que elas têm o poder de obrigar uma passageira a descer de um avião pertencente a uma companhia aérea de outro país, que está a caminho de um país que não é os EUA, deixando a passageira no meio do norte do México, de madrugada?

As autoridades americanas deveriam explicar o perigo que teria sido causado se eu tivesse voado 30 mil pés acima da América. Já sobrevoei os EUA diversas vezes nos últimos anos sem qualquer problema; logo, trata-se de uma mudança na política dos EUA? Quero que essas autoridades expliquem como ou por que decidiram o que decidiram, porque suas decisões são não apenas tolas, mas também arbitrárias. E quero saber se empresas aéreas estrangeiras sempre mostram suas listas de passageiros aos territórios que sobrevoam, ou se apenas o fazem aos EUA, e desde quando? E este tipo de coisa é uma ocorrência frequente? Quantos outros passageiros foram obrigados a retornar desta maneira?

Acho que devo constar de uma lista negra dos EUA, embora nunca tenha sido informada do fato. Suponho que eu esteja em uma lista negra porque fui presa na Bolívia em 1992 em função de meu ativismo político. Fui torturada, encarcerada e acusada --juntamente com o atual vice-presidente eleito da Bolívia, Álvaro Garcia-- de integrar uma organização guerrilheira. A acusação foi arquivada por falta de provas, e todas as acusações contra mim foram oficialmente arquivadas em 2007.

Aqueles entre nós que constamos de uma "lista negra" do governo dos EUA --por uma grande gama de razões em muitos casos absurdas-- não estamos pedindo que nos deixem entrar nesse país. É uma aberração não permitir que um avião viaje pelo ar quando nós estamos a bordo dele.

Muitos vôos comerciais que partem do México com destino à Europa passam pelo espaço aéreo dos Estados Unidos; será que qualquer mexicano que os EUA decidam incluir em uma lista negra terá que encontrar rotas alternativas? Minha preocupação não é apenas comigo mesma. Qualquer pessoa --homem, mulher ou criança-- que viaja deve poder fazê-lo ciente de que não será arbitrariamente impedida de chegar a seu destino.


Raquel Gutierrez Aguilar é professora de sociologia na Universidade Autônoma de Puebla. Ela participou das guerras da água de Cochabamba, na Bolívia, em 2000.

Tradução de Clara Allain
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The Yes Men Fix the World (Legendado em Português)

The Yes Men são dois ativistas que denunciam o liberalismo através da caricatura e praticam o que eles chamam "correção de identidade", fingindo ser pessoas poderosas e porta-vozes de organizações proeminentes.

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Os sanguessugas do trabalho alheio

Sempre eles... 

O maluco que assassinou quase uma centena de pessoas na Noruega é um extremista de direita, com todas as conotações deletérias que isso implica: racismo, violência, intolerância, fanatismo religioso, e por aí vai, numa extensa lista dos mais abjetos sentimentos que o ser humano pode ocultar.

Nos Estados Unidos, outra turma de radicais de direita, os tais do Partido Republicano, simplesmente ameaça toda a ordem econômica mundial, aproveitando uma corrida contra o tempo para chantagear o governo em busca de mais e mais privilégios para os ricos, para os milionários.

Os dois casos explicitam o que muitos já sabem há tempos: em toda a história da humanidade não houve até hoje absolutamente nada de aproveitável para o bem-estar das pessoas que esses fanáticos do que se convencionou chamar de "livre iniciativa" tenham feito.

Nada, nadinha, zero.

Se o mundo caminhou para o que é hoje foi graças a pessoas que sonharam com uma sociedade mais solidária, mais justa, muitas vezes sofrendo o diabo para que suas ideias fossem aceitas e postas em prática.

Este planeta pode não ser o paraíso, mas está longe do inferno que muitos desejariam que fosse.

Aqui mesmo no Brasil a história se repetiu. A democracia foi conquistada graças a anos e anos de lutas - e de muitas porradas recebidas - dos comunistas, dos sindicalistas, dos petistas tão criticados hoje pelos jornalões - legítimos representantes e porta-vozes do reacionarismo mais tosco que existe.

E são eles, sempre com a ajuda de sabujos que se dizem parlamentares, que clamam por moralidade, por ética, por um Estado mínimo que possa lhes render máximas benesses.

Dá nojo ler notícias dando conta que fulano ou sicrano desta nossa oposição sem bandeiras, sem votos, sem escrúpulos, exija explicações dessa ou daquela autoridade a respeito de "denúncias" sobre isso ou aquilo, como se fossem os guardiões de uma castidade que nunca existiu no Estado brasileiro.

Justamente agora quando uma presidente começa a cortar a carne podre que habita o organismo administrativo...

Certas coisas têm de ser chamadas pelos seus nomes. Não dá para falar sobre elas usando figuras de linguagem. Como esses "neoliberais" fundamentalistas, que não passam de sanguessugas do trabalho alheio, meros exploradores da mais-valia, reles traficantes do suor humano, incapazes de qualquer gesto de solidariedade ou de afeição ou de compaixão pelos seus semelhantes.

Tal qual abutres, gastam a vida a sobrevoar a carniça, como espectadores da dor alheia, a mostrar a linhagem de homúnculos especializados em exercer o mais desprezível dos ofícios - o do usurário patológico, do agiota empedernido.

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Governo anuncia novas medidas cambiais

Objetivo do governo é reduzir a valorização do real frente ao dólar 
Adriana Fernandes, Fábio Graner e Renato Andrade

BRASÍLIA - Depois de sinalizar que atuaria com medidas no mercado de derivativos - operações no mercado futuro da BM&F - para conter a valorização cambial, o governo finalmente agiu. Em Medida Provisória (MP) de número 539, publicada no Diário Oficial da União de hoje, o governo autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a definir regras específicas para as negociações no mercado de derivativos e a tributar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de até 25% sobre o valor dessas operações.

Na prática, o governo vai pode calibrar a alíquota de acordo com o que achar necessário em termos de política de juros ou política fiscal.

Em decreto, também publicado hoje, o governo define em 1% a alíquota do IOF sobre o chamado valor "nocional" dos contratos de derivativos cambiais e que resultem em aumento da exposição vendida de câmbio apurada em relação ao dia útil anterior. Anteriormente, o governo havia instituído o IOF de 6% para o ingresso de capital estrangeiro direcionado para as garantias de derivativos, cujos montantes são bem inferiores aos valores nocionais.

O valor "nocional" é a referência do contrato de derivativo, que não implica a movimentação efetiva do montante definido no contrato. Ao taxar o valor "nocional", o governo tenta diminuir a pressão de valorização do real gerada pelas negociações no mercado futuro. O governo vai, portanto, taxar o tamanho da aposta que o investidor faz, o que ele quer alavancar, e não apenas o valor nominal da aposta.

Exemplo: o valor de um contrato pode ser de US$ 1 mil, mas o investidor pode negociar (alavancar) com isso até, por exemplo, US$ 10 mil. É este valor de US$ 10 mil que o governo vai taxar.

Segundo o texto do decreto, quem terá que pagar o novo IOF é o titular do contrato de derivativo que seja afetado pela variação da taxa de câmbio. Mas a apuração e o encolhimento são de responsabilidade das entidades ou instituições autorizadas a registrar esses contratos.

"É permitida a compensação entre as exposições do mesmo titular apurada por diferentes entidades autorizadas a registrar contrato de derivativo, mediante autorização expressa do titular às referidas entidades para acesso às informações necessárias à apuração da exposição líquida consolidada", define o decreto.

A instituição autorizada a registrar os contratos não paga o IOF e nem as operações que resultam em exposição líquida vendida inferior a US$ 10 milhões. Na MP, o CMN fica autorizado a determinar depósitos sobre valores nocionais dos contratos de derivativos e a fixar limites, prazos e outros condições sobre as negociações dos contratos.

O decreto também penaliza operações de liquidação antecipada e empréstimos externos com prazo médio superior a 720 dias, que não são taxados com o IOF de 6%. Quem liquidar antecipadamente, pagará 6% do IOF, além de multas e juros.

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Brasil Sem Miséria - Nordeste


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terça-feira, 26 de julho de 2011

Árabe é terrorista, europeu é louco

Eles venceram 

Há algum tempo muitos analistas vêm falando do crescimento da extrema-direita na Europa e no mundo. Eu mesmo já escrevi aqui neste espaço algumas vezes sobre o tema.

Como em todo discurso de ódio, que a caracteriza, a nova extrema-direita precisa encontrar seu inimigo. Se antes este era encarnado nos judeus apátridas, que “vagavam” pela Europa prontos a “pilhar” os recursos dos cristãos, hoje o inimigo atende pelo nome de muçulmano. São seres esquisitos, que às vezes usam uma espécie de turbante, que não acreditam no verdadeiro filho de deus, e que, algumas vezes, interpretam literalmente o que seu deus teria dito através do profeta Maomé.

Este crescimento não é nem tão novidade assim, e tem sua origem no fim do Bloco Soviético. Por um lado, os europeus “ocidentais” se viram ameaçados com aquela massa de pessoas procurando empregos, ansiosos em entrar no modo de vida capitalista. Isso levou a uma depreciação do valor do trabalho. Os novos bárbaros vinham do leste para destruir o sonho da Europa Cristã capitalista.

Por outro lado, os que viviam dentro da cortina de ferro se viram órfãos, jogados num mundo que desconheciam, e por isso temiam. Muito do movimento de completar o círculo e se voltar à extrema-direita foi feita por estes europeus do leste, numa curiosa contradição. Os ocidentais se sentiam invadidos e queriam proteção contra os invasores. Os orientais, novatos no mundo da competição, queriam o mesmo.

Em comum apenas o ódio contra aquele passageiro que chega no ônibus já cheio, cuja presença vai encher ainda mais o veículo, e que, por isso, é visto com desconfiança pelos “nativos”. Estes, os mais recentes, são aqueles que não conseguem ser abarcados pela definição de Europa, os muçulmanos. Os ódios se juntam contra o terceiro.

Mas isso não interessa tanto. Interessa como a mídia repercutiu os atentados na Noruega na semana passada. Todos os veículos “ocidentais”, sem nenhuma exceção, correram para dizer que seriam obras de…. muçulmanos. As razões beiravam a esquizofrenia coletiva: desde a Líbia (com Kadafi relembrando os tempos da PanAm), até mesmo o Acordo de Paz de Oslo, que deveria por fim ao conflito Israel-Palestina, assinado por Yitzhak Rabin (Israel) e Yasser Arafat (OLP), mediado pelo então presidente dos EUA, Bill Clinton.

Os “especialistas”, atônitos com o ocorrido, tentaram, de toda e qualquer maneira, encaixar uma explicação qualquer que remetesse aos muçulmanos. Qualquer coisa, naquele momento, servia a eles, nos seus delírios, nas suas elucubrações. Diria eu que estavam estado de êxtase hipnótico, apontando o dedo rua afora e vendo fantasmas em todos os lugares.

Desde os primeiros momentos já estava claro, pra qualquer pessoa que tentasse entender o que se passava, que o alvo dos atentados não era a Noruega, ou mesmo o governo, mas sim um partido, uma posição política. Era claro, logo, que o atentado fora levado a cabo por razões internas.

O alvo, o modus operandi, tudo indicava solidamente pra nacionalistas noruegueses, para extrema-direita. Mas a mídia olhou, e não viu. Não quis ver.

Quando finalmente enxergou, as características “religiosas” do assassino, do terrorista norueguês, foram esquecidas. Ele tornou-se uma radical louco, um homem perturbado aos olhos dos jornais. Afinal era um de nós.

A mídia, seus intérpretes, seus analistas com doutorado em grandes universidades, especialistas em Relações Internacionais, em terrorismo, compraram acriticamente o discursos da extrema-direita do inimigo da Europa.

Neste quesito, tristemente posso falar: ela venceu. Pautou a mídia, espalhou o medo do outro e, como demonstrou, conquistou mentes.

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Venezuela registra menor taxa de desigualdade da América Latina

Com 0,38 pontos, a Venezuela é o país que registra a menor porcentagem de desigualdade social no continente, informou nesta segunda-feira (25) o presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Elías Eljuri.

Em uma entrevista com a emissora local YVKE Mundial Rádio, o funcionário afirmou que esse dado será avaliado pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, responsável por promover o desenvolvimento socioeconômico da região.

O presidente do instituto fez referência a diminuição da pobreza extrema – que, de 21%, em 1999, passou para 6,9%, quando o presidente Hugo Chávez assumiu o mandato. A tendência, segundo o governo, é de continuar diminuindo.

Eljuri destacou também o incremento nos últimos 12 anos de trabalhadores formais – que antes representavam 46% e agora são 57%. Enquanto que, os empregos informais diminuíram de 53 para 42%.

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Os que não aprendem nada com a História

Um fantasma na Europa 

Há 60 anos, os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer forneceram uma das mais instigantes leituras do nazismo, do fascismo e de sua lógica de segregação. Consistia em mostrar como estávamos, na verdade, diante de um tipo de patologia social.

Isso não significava dizer que os fascistas seriam "monstros patológicos", "perversos" e coisas do gênero. É alentador acreditar que apenas monstros são capazes de produzir monstruosidades.

Tratava-se, na verdade, de mostrar como o fascismo conseguira se colocar como um modelo de forma de vida. No caso, uma forma de vida constituída através da transformação de comportamentos patológicos em norma social, de temáticas que normalmente aparecem em delírios paranoicos no conteúdo de discursos políticos tacitamente aceitos.

Assim, delírios de perseguição se normalizavam por meio da crença de que um elemento estranho estava infectando a bela totalidade de nosso corpo social. Elemento que destruiria, com o beneplácito de cosmopolitas ingênuos, nosso caráter nacional naquilo que ele teria de mais especial.

Força e disciplina eram convocadas para restaurar esse corpo quase moribundo separado de seu solo, mesmo que tal solo seja hoje uma fazenda de produtos orgânicos.

Por sua vez, delírios de grandeza animavam discursos que pregavam a amplidão redentora da nação. A identidade era, assim, elevada à condição de sistema defensivo ameaçado, e, por isso, compulsivamente afirmado.

Não por acaso, palavras como "limite", "fronteira", "território" tornavam-se os significantes centrais do discurso político. A defesa da identidade se tornava uma patologia.

Lembrar isso, após o massacre em que um norueguês islamófobo, cristão conservador e simpatizante de partidos de extrema-direita matou dezenas de jovens do Partido Trabalhista, é só uma forma de insistir como alguns não aprendem nada com a história.

Tal como o direitista americano que, meses atrás, atirou contra uma deputada democrata em Tucson contrária a leis mais duras contra a imigração, o que temos aqui é simplesmente alguém que quer realizar tal forma de vida fascista com as próprias mãos.

Eles não querem esperar os partidos xenófobos ganharem para "eliminar" os imigrantes. Preferem passar ao ato, literalizando o discurso que ouvem todos os dias.

De nada adianta lembrar que estudos recentes da OCDE mostram que os imigrantes contribuem mais para a seguridade social do que usam tais serviços, ou seja, geram mais riquezas do que consomem.

De nada adianta lembrar isso, porque não estamos no domínio do argumento, mas no dos afetos patológicos cada vez mais naturalizados como discurso no jogo político.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cristão e conservador, terrorista queria fazer 'revolução'


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A vouta de Jesus segundo a blíbia


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Cientistas temem que pesquisas médicas criem macacos falantes

Para o relatório, “criar características como a linguagem
 ou a aparência humana" levanta questões éticas
 BBC

A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas médicas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.

O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos "são extraordinariamente importantes".

A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.

Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.

A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.

Avanço

Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.

Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.

Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.

Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.

"O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem", diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia.

"Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas", diz.

Áreas ‘delicadas’

O relatório indica três áreas particulamente "delicadas" na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.

"Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo", diz o relatório.

O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de "prova do grande símio": se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.

Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.

O campo mais polêmico é o de animais com características "singularmente humanas", os experimentos que o relatório chama de "tipo Frankestein, com animais humanizados".

Segundo o relatório, "criar características como a linguagem ou a aparência humana nos amimais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes".

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ANP responde à revista Época

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) repele, energicamente, as acusações feitas pela Revista Época em reportagem de capa da edição de 23/7/2011. A revista veiculou falsidades e desconsiderou dados verdadeiros que já lhe tinham sido informados há dois anos. Generaliza suas aleivosias irresponsáveis e agride toda a comunidade que trabalha na Agência. Em respeito a seus servidores e à sociedade, a ANP presta os seguintes esclarecimentos:

Os Srs. Antonio José Moreira e Daniel Carvalho, que aparecem na gravação e foto divulgadas e foram apresentados repetidas vezes na reportagem como "assessores da ANP", nunca foram assessores desta Agência. Nunca foram sequer do quadro de servidores permanentes da Agência. Antonio José Moreira é servidor da Procuradoria da Fazenda Federal e foi destacado para o acompanhamento de processos da ANP, atuando em dependência da Agência, como ocorre com os demais órgãos públicos. Daniel Carvalho foi apenas estagiário na ANP. Além disso, a revista maldosamente os apresenta como se estivessem hoje na ANP, sendo que ambos já estão fora dessa Instituição há mais de dois anos.

A reportagem também não informa que, tendo tomado conhecimento em 2009 da gravação referida na matéria, um funcionário da Assessoria de Inteligência da proporia ANP acompanhou a advogada Vanuza Sampaio, ao Ministério Público para a apresentação da denúncia, ficando claro que a ANP estaria, como permanece até agora, à disposição do Ministério Público para os esclarecimentos necessários.

Essas informações, que a reportagem ignora, tinham sido fornecidas pela ANP à Revista Época há mais de dois anos.

O ex-superintendente de Abastecimento da ANP Edson Silva interpelou judicialmente a advogada Vanuza Sampaio, através de seccional da OAB/RS, para que confirmasse em juízo as acusações agora veiculadas pela revista Época. Em sua resposta, a advogada negou que tivesse conhecimento de qualquer irregularidade por ele praticada.

Edson Silva afirma que jamais autorizou quem quer que seja a falar em seu nome ou fazer tratativas do tipo que a revista lhe atribui e nega que tenha havido qualquer encontro em um "café nas cercanias da sede da ANP, no centro do Rio", como consta na reportagem.

A ANP nunca teve conhecimento de qualquer irregularidade praticada pelo ex-superintendente de Abastecimento Roberto Ardenghy.

As insinuações feitas por Época contra o ex-diretor Victor Martins, merecem também nossa repulsa e o nosso protesto, vez que a Revista Época volta a se apoiar em denúncias levantadas há anos e que foram consideradas falsas, depois de ampla investigação por uma CPI do Senado Federal.

Ao contrário do que afirma a Revista, a ANP não se exime de fiscalizar ou tolera irregularidades no mercado de combustíveis. A prova maior disso é a qualidade dos combustíveis brasileiros, que estão de acordo com os melhores padrões mundiais. Qualidade resultante do rígido controle exercido pela ANP, o qual envolve operações regulares de fiscalização realizadas em coordenação com o Ministério Público, órgãos estaduais e municipais.

Quanto à acusação de aparelhamento político, a Revista Época ignora que o quadro permanente de servidores da ANP só foi constituído na atual administração, por meio de dois concursos públicos que permitiram a contratação de mais de 650 servidores, repita-se, todos concursados. São profissionais capacitados, que servem à sociedade com dedicação e correção, não sendo merecedores do tratamento ofensivo que lhes foi dispensado pela Revista.

Assessoria de Imprensa da ANP

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IPC-S registra terceira deflação seguida

Influenciado pelos alimentos, IPC-S tem nova queda na terceira prévia do mês 
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou nova variação negativa no terceiro resultado prévio do mês de julho. O índice mensal calculado até o dia 22 deste mês ficou em -0,11%.

Esta é a terceira deflação seguida verificada em julho. Na primeira prévia do mês, medida até o dia 7, o IPC-S havia variado também -0,11%. Já na segunda prévia, medida até o dia 15, a deflação tinha sido mais intensa: -0,13%.

A terceira prévia do IPC-S foi divulgada hoje (25) pela Fundação Getulio Vargas. Mais uma vez, os produtos da categoria alimentação foram os que mais contribuíram para a deflação.

Nesta prévia, o preço desses produtos caiu 0,88%. Só o tomate caiu 16,86%. A manga teve queda de 13,51% e a batata-inglesa, de 6,77%.

Os itens da categoria educação, leitura e recreação tiveram deflação de 0,16%. De acordo com o relatório do IPC-S, as passagens aéreas, por exemplo, caíram 9,14%.

As demais categorias do IPC-S tiveram alta nos preços. Em três delas, porém, o aumento verificado foi menor do que o registrado na prévia passada.

O aumento dos preços da habitação passou de 0,32% para 0,28%; o de saúde e cuidados pessoais, de 0,39% para 0,35%; e o de despesas diversas, de 0,04% para 0,02%.

A variação dos preços da categoria vestuário ficou estável: 0,38%. Já no item transportes, os preços, que haviam caído 0,17% da prévia passada, subiram 0,14% nesta apuração.

Edição: Juliana Andrade

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Café com a presidenta

No programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (25/7), a presidenta Dilma Rousseff fez um balanço do Plano Estratégico de Fronteiras, lançado há um mês pelo governo federal. Durante a entrevista, a presidenta explicou que o Plano é formado por duas grandes operações: a Operação Sentinela, coordenada pelo Ministério da Justiça (MJ) com apoio logístico das Forças Armadas, e a Operação Ágata, conduzida pelo Ministério da Defesa com o apoio do MJ.

Criada em 2010, a Sentinela envolve o trabalho direto da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública. Segundo a presidenta, essa Operação foi intensificada e passará a contar, ao longo de 2011, com o dobro de agentes policiais. Já a Operação Ágata, criada recentemente, é desenvolvida de maneira localizada e concentrada e tem como marca a surpresa. Para a presidenta Dilma, a segurança na fronteira representa um grande desafio em razão do tamanho do Brasil e da diversidade geográfica. Entretanto – complementa a presidenta – esse desafio será enfrentado com os vários recursos que estão sendo criados.

“Na verdade, Luciano [Seixas, locutor do programa], não vai ser fácil, não, o tamanho do Brasil e a diversidade da nossa geografia são os grandes desafios para a segurança na fronteira brasileira. São quase 17 mil quilômetros de extensão. E para cada região precisamos ter estratégias diferentes. Mas estes desafios não nos assustam, vamos usar diversos modos de ação para enfrentá-los”.

De acordo com a presidenta, o combate às estratégias criminosas será feito com integração, inteligência – que quer dizer investigação e informação – e fiscalização. “O Plano Estratégico de Fronteiras integra, de maneira inédita, as forças federais”, ressaltou Dilma. Ela explicou que pela primeira vez as forças civis se integraram às Forças Armadas para agir numa só coordenação, no Centro de Operações Conjuntas, que fica no Ministério da Defesa, em Brasília.

Ouça abaixo íntegra do programa Café com a Presidenta:


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domingo, 24 de julho de 2011

Raízes da violência


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Capas de disco


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A elite dos Estados Unidos reconhece a importância do Brasil. Agora só falta a brasileira

A obsessão e o complexo de vira-lata
Celso Amorim

Até os jornais brasileiros tiveram de noticiar. Uma força-tarefa criada pelo Conselho de Relações Exteriores, organização estreitamente ligada ao establishment político/intelectual/empresarial dos Estados Unidos, acaba de publicar um relatório exclusivamente dedicado ao Brasil, -pontuado de elogios e manifestações de respeito e consideração. Fizeram parte da força-tarefa um ex-ministro da Energia, um ex-subsecretário de Estado e personalidades destacadas do mundo acadêmico e empresarial, além de integrantes de think tanks, homens e mulheres de alto conceito, muitos dos quais estiveram em governos norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos. O texto do relatório abarca cerca de 80 páginas, se descontarmos as notas biográficas dos integrantes da comissão, o índice, agradecimentos etc. Nelas são analisados vários aspectos da economia, da evolução sociopolítica e do relacionamento externo do Brasil, com natural ênfase nas relações com os EUA. Vou ater-me aqui apenas àqueles aspectos que dizem respeito fundamentalmente ao nosso relacionamento internacional.

Logo na introdução, ao justificar a escolha do Brasil como foco do considerável esforço de pesquisa e reflexão colocado no empreendimento, os autores assinalam: “O Brasil é e será uma força integral na evolução de um mundo multipolar”. E segue, no resumo das conclusões, que vêm detalhadas nos capítulos subsequentes: “A Força Tarefa (em maiúscula no original) recomenda que os responsáveis pelas políticas (policy makers) dos Estados Unidos reconheçam a posição do Brasil como um ator global”. Em virtude da ascensão do Brasil, os autores consideram que é preciso que os EUA alterem sua visão da região como um todo e busquem uma relação conosco que seja “mais ampla e mais madura”. Em recomendação dirigida aos dois países, pregam que a cooperação e “as inevitáveis discordâncias sejam tratadas com respeito e tolerância”. Chegam mesmo a dizer, para provável espanto dos nossos “especialistas” – aqueles que são geralmente convocados pela grande mídia para “explicar” os fracassos da política externa brasileira dos últimos anos – que os EUA deverão ajustar-se (sic) a um Brasil mais afirmativo e independente.

Todos esses raciocínios e constatações desembocam em duas recomendações práticas. Por um lado, o relatório sugere que tanto no Departamento de Estado quanto no poderoso Conselho de Segurança Nacional se proceda a reformas institucionais que deem mais foco ao Brasil, distinguindo-o do contexto regional. Por outro (que surpresa para os céticos de plantão!), a força-tarefa “recomenda que a administração Obama endosse plenamente o Brasil como um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É curioso notar que mesmo aqueles que expressaram uma opinião discordante e defenderam o apoio morno que Obama estendeu ao Brasil durante sua recente visita sentiram necessidade de justificar essa posição de uma forma peculiar. Talvez de modo não totalmente sincero, mas de qualquer forma significativo (a hipocrisia, segundo a lição de La Rochefoucault, é a homenagem que o vício paga à virtude), alegam que seria necessária uma preparação prévia ao anúncio de apoio tanto junto a países da região quanto junto ao Congresso. Esse argumento foi, aliás, demolido por David Rothkopf na versão eletrônica da revista Foreign Policy um dia depois da divulgação do relatório. E o empenho em não parecerem meros espíritos de porco leva essas vozes discordantes a afirmar que “a ausência de uma preparação prévia adequada pode prejudicar o êxito do apoio norte-americano ao pleito do Brasil de um posto permanente (no Conselho de Segurança)”.

Seguem-se, ao longo do texto, comentários detalhados sobre a atuação do Brasil em foros multilaterais, da OMC à Conferência do Clima, passando pela criação da Unasul, com referências bem embasadas sobre o Ibas, o BRICS, iniciativas em relação à África e aos países árabes. Mesmo em relação ao Oriente Médio, questão em que a força dos lobbies se faz sentir mesmo no mais independente dos think tanks, as reservas quanto à atuação do Brasil são apresentadas do ponto de vista de um suposto interesse em evitar diluir nossas credenciais para negociar outros itens da agenda internacional. Também nesse caso houve uma “opinião discordante”, que defendeu maior proatividade do Brasil na conturbada região.

Em resumo, mesmo assinalando algumas diferenças que o relatório recomenda sejam tratadas com respeito e tolerância, que abismo entre a visão dos insuspeitos membros da comissão do conselho norte-americanos- e aquela defendida por parte da nossa elite, que insiste em ver o Brasil como um país pequeno (ou, no máximo, para usar o conceito empregado por alguns especialistas, “médio”), que não deve se atrever a contrariar a superpotência remanescente ou se meter em assuntos que não são de sua alçada ou estão além da sua capacidade. Como se a Paz mundial não fosse do nosso interesse ou nada pudéssemos fazer para ajudar a mantê-la ou obtê-la.


Celso Amorim

Celso Amorim é ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula. Formado em 1965 pelo Instituto Rio Branco, fez pós-graduação em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena, em 1967. Entre inúmeros outros cargos públicos, Amorim foi ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco entre 1993 e 1995. Depois, no governo Fernando Henrique, assumiu a Chefia da Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas e em seguida foi o chefe da missão brasileira na Organização Mundial do Comércio. Em 2001, foi embaixador em Londres

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