segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Brasil supera Alemanha e é o terceiro país com mais internautas

Estudo do Ibope Nielsen Online mostra alta histórica no número de brasileiros que moram em casas com PC conectado a web

Claudia Tozetto, iG São Paulo

Um novo estudo do Ibope Nielsen Online, com base em dados de setembro de 2011, mostra que o Brasil já reúne 46,3 milhões de usuários ativos de internet, 14% a mais do que no mesmo período do ano passado. De acordo com o Ibope, o total de brasileiros que acessam a internet a partir de qualquer local, entre eles a casa, trabalho, lan house, entre outros, atingiu 77,8 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2011.

Com o resultado, o Brasil superou a Alemanha e se tornou o terceiro país com maior número de internautas. O País está atrás apenas dos Estados Unidos, em primeiro lugar com 203,4 milhões de usuários de internet, e do Japão, com 62,3 milhões de pessoas conectadas. Apesar disso, a taxa de crescimento brasileira é maior que a de todos os nove países analisados pelo Ibope (8,3%) - além de ser o único país latino-americano presente na lista.

As conexões em residências brasileiras foram as que apresentaram maior crescimento no período analisado pelo Ibope. No último ano, o número de casas que possui algum tipo de conexão com a internet passou de 31,8 milhões para 37,8 milhões. Nos últimos dois anos, o crescimento registrado foi de 37%.

O número de brasileiros que moram em casas com computador conectado a internet, segundo o estudo, aumentou para 58 milhões em setembro de 2011, 10 milhões a mais que no ano passado. Segundo o Ibope, este aumento representa o maior crescimento anual dos últimos 10 anos.

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La nave va…para o abismo

Paulo Moreira Leite

Quem imaginou que as coisas começarim a se acertar depois que a União Européia anunciou um calote de 50% nos papéis da divida da Grécia já teve um primeiro choque de realidade.

A situação da Itália voltou a piorar. Para financiar-se, a terceira economia do Continente voltou a pagar juros mais altos. Isso coloca o país mais perto do precipício.

A decepção só impressiona pela rapidez mas não é uma supresa. Os tubarões que costumam ser chamados de mercados são vorazes. Não respeitam países, nações nem direitos.

Enxergaram a fraqueza italiana e querem mais, até porque a Grécia já foi exaurida após sucessivos planos de austeridade que eles próprios montaram, inviabilizando qualquer recuperação num prazo visível.

Por trás da tragédia grega e do drama italiano encontra-se a irracionalidade dos mercados, que se alimenta da falencia política dos governos europeus. O Velho Mundo avista uma catástrofe cada vez mais medonha logo ali no horizonte, como aqueles passageiros enlouquecidos do filme de Fellini, La nave va…

Não estou sendo radical demais ao dizer que a busca irracional pelo lucro faz parte cultura da economia de mercado. Esse comportamento constrói e destroi riquezas.

Pode promover o progresso social mas também pode dizimá-lo. É isso que ocorre na Europa, hoje.

Os bancos mantém-se à espreita. Gerentes da riqueza social, acumulada pelas empresas, pelos trabalhadores, pelas famílias, não emprestam para ninguém. Não estimulam o consumo, nem o crescimento, nem a criação de empregos. Chegam ao máximo de pedir dinheiro emprestado para o Brasil, para a China. Mas não colocam a mão no próprio bolso. Dá vontade de responder com palavrões, concorda?

Atuam como aves rapina: enxergam uma oportunidade de lucro e aterrisam para apanhá-la. Em seguida, voltam para seu ninho para repartir ganhos exclusivos.

O protesto das ruas européias mostra que a população não pretende assistir o espetáculo de braços cruzados. É sua riqueza que está em jogo, seu patrimonio e seus direitos.

La nave va…mas está na cara que nem todos os passageiros estão conformados com seu destino.

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Acesso à Informação e Comissão da Verdade se completam na consolidação da democracia

A presidenta Dilma Rousseff comenta a Lei de Acesso à Informação e que cria a Comissão da Verdade, aprovadas pelo Congresso Nacional. Para ela, as leis tornarão o Estado brasileiro mais transparente, garantindo ao cidadão o direito à informação pública e à história do país.

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Confiança de consumidores brasileiros é a que mais cresce entre 56 países

Confiança de consumidores brasileiros é a que mais cresce, diz pesquisa 
Agência Brasil
Da BBC Brasil

A confiança do consumidor brasileiro foi a que mais cresceu no último trimestre entre 56 países pesquisados pela empresa global de análises Nielsen.

Segundo o estudo, a confiança dos consumidores brasileiros subiu 16 pontos entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano, de 96 para 112 pontos (um índice acima de cem indica otimismo).

A confiança dos brasileiros fica atrás somente da de indianos (121 pontos), sauditas (120) e indonésios (114) e está no mesmo nível que a dos filipinos (112).

O levantamento, porém, indicou uma piora na confiança global com a economia, com uma queda de um ponto no índice global, que ficou em 88 pontos.

A França, com um índice de 56 pontos, foi o país que registrou a maior queda na confiança entre os segundo e o terceiro trimestre, com perda de 13 pontos.

Hungria (37 pontos), Portugal (40), Romênia (49), Coreia do Sul (49), Croácia (49) e Grécia (51) são os países com menor índice de confiança, segundo a pesquisa.

O aumento da confiança do consumidor brasileiro ajudou também a impulsionar o índice de confiança nos países da América Latina, que subiu de 91 pontos, no segundo trimestre, para 97.

Apesar disso, o índice de confiança entre os consumidores latino-americanos ainda está dois pontos abaixo do registrado no último trimestre do ano passado.

A pesquisa da Nielsen indicou ainda que 47% dos consumidores latino-americanos consideram que suas perspectivas de emprego para os próximos 12 meses são boas ou excelentes.

Entre os brasileiros, a proporção dos que consideram as perspectivas de trabalho boas ou excelentes aumentou de 61% para 70% entre o segundo e o terceiro trimestre.

O otimismo dos brasileiros com o mercado de trabalho fica atrás somente do otimismo dos indianos e dos tailandeses.

A pesquisa também indicou um aumento de 65% para 78% na proporção de brasileiros que consideram boas ou excelentes as perspectivas para suas finanças pessoais no próximo ano.
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Idiota delirante tenta convencer turistas a não virem ao Brasil

Dâniel Fraga, o idiota fugido do hospício

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UOL comemora doença de Lula e já prepara o enterro


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Lula começa tratamento nesta segunda-feira

O ex-presidente passou o domingo (30) descansando ao lado da família e seguiu dieta bem leve, com sopas e sucos. Por recomendação médica, ele está evitando falar e se comunica com gestos e bilhetes. A quimioterapia contra o câncer na laringe começa nesta segunda-feira (31).

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domingo, 30 de outubro de 2011

Resposta ao hipócrita Dimenstein

O hipócrita-mor da Barão de Limeira finge-se envergonhado com o nível canalha e fascista de seus leitores, como se eles tivessem surgido do nada e não sido atraídos pelo nível ético dos empregados do Tavinho.

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Lula é homenageado pelo Corinthians



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Economia brasileira pode superar todos os europeus até 2020

Daniel Marenco - Folhapress
SÍMBOLO DA EXPANSÃO: Vista de Suape 
Brasil deve ser neste ano a 6ª maior economia mundial
Consultorias e FMI estimam que país vai ultrapassar o PIB do Reino Unido

Economia brasileira pode superar todos os europeus até 2020; crise nos desenvolvidos justifica o novo ranking

A crise dos países desenvolvidos ajudará o Brasil a ganhar posições com mais rapidez no ranking de maiores economias do mundo. Em 2011, o Produto Interno Bruto brasileiro medido em dólares deverá ultrapassar o do Reino Unido, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional e das consultorias EIU (Economist Intelligence Unit) e BMI (Business Monitor International).

A estimativa mais recente, da EIU, prevê que o PIB do Brasil alcance US$ 2,44 trilhões, ante US$ 2,41 trilhões do PIB britânico. Com isso, o Brasil passará a ocupar a posição de sexta maior economia do mundo. Em 2010, ao deixar a Itália para trás, o país já havia alcançado o sétimo lugar.

Como a economia brasileira cresce em ritmo menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a sexta posição para a Índia. Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ao ultrapassar a França, segundo a EIU.

Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções da EIU. Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020.

“O fato de que a economia brasileira ultrapassa as de países desenvolvidos reflete os efeitos da entrada de grandes segmentos pobres da população na classe média”, afirma Robert Wood, analista sênior da EIU. Segundo Wood, isso ajuda a impulsionar o consumo doméstico.

A tendência de ascensão dos emergentes já era esperada por especialistas há anos, mas tem ganhado velocidade devido à crise global. Quando o banco Goldman Sachs inventou o acrônimo Brics (que se refere a Brasil, Rússia, Índia e China) em 2003, previa que a economia brasileira ultrapassaria a italiana por volta de 2025 e deixaria os PIBs francês e britânico para trás a partir de 2035.

Desde então, não só a expansão da economia brasileira ganhou fôlego – em grande medida, a reboque do apetite chinês por commodities – como também o crescimento de nações desenvolvidas afundou desde 2008.

Embora a EIU tenha reduzido recentemente as projeções de crescimento do Brasil para 3% e 3,5%, respectivamente, em 2011 e 2012, sua expectativa de expansão do Reino Unido é de apenas 0,7% em ambos os anos.

Segundo especialistas, a principal consequência para o Brasil de galgar lugares no ranking das maiores economias é consolidar uma posição de maior relevância no cenário político mundial.

“O Brasil tende a ganhar maior voz em fóruns internacionais, e é importante que se prepare de forma adequada para assumir esse papel”, afirma o economista Rogério Sobreira, da Ebape/FGV.

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Como ficaríamos sem O Maior de Todos?

Como seria um Brasil sem Lula? 
Luis Nassif Online

Agora que as notícias dão conta da boa perspectiva de restabelecimento do Lula, é curioso debruçar nas análises apressadas sobre uma era pós-Lula.

Aliás, chocante a maneira como algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais selvagens - das guerras, por exemplo - há a ética do guerreiro, de embainhar as armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por aqui, não: é selvageria em estado puro.

A analista-torcedora supos que, com a doença de Lula, haveria uma mudança radical no quadro político. Sem voz, Lula seria como um Sansão sem cabelos. Sem Lula, não haveria Fernando Haddad. Sem contar os diagnósticos médico-políticos-morais, de que Lula foi castigado por sua vida desregrada. Zerado o jogo político, concluiu triunfante.

Num de seus discursos mais conhecidos, Lula bradava para a multidão: "Se cortarem um braço meu, vocês serão meu braço; se calarem a minha voz, vocês serão minha voz...".

Qualquer tragédia com Lula o alçaria à condição de semideus, como foi com Vargas. O suicídio de Vargas pavimentou por dez anos as eleições de seus seguidores. É só imaginar o que seriam os comícios com a reprodução dos discursos de Lula. Haveria comoção geral.

A falta de Lula seria visível em outra ponta: é ele quem segura a peteca da radicalização. Quem seguraria suas hostes, em caso da sua falta? Seu grande feito político foi promover um pacto que envolveu os mais diversos setores do país, dos movimentos sociais e sindicais aos grandes grupos empresariais. E em nenhum momento ter cedido a esbirros autoritários, a represálias contra seus adversários - a não ser no campo do voto -, mesmo sofrendo ataques implacáveis.

Ouvindo os analistas radicais, lembrando-se da campanha passada, como seria o país caso Serra tivesse sido eleito? É um bom exercício. Não sobraria inteiro um adversário. Na fase Lula, há dois poderes se contrapondo: o do Estado e o da mídia e um presidente que nunca exorbitou de suas funções. No caso de Serra, haveria a junção desses dois poderes, em mãos absolutamente raivosas, vingativas.

Ao fechar todos os canais de participação, Serra sentaria em cima de uma panela de pressão. Sem canais de expressão, muitos dos adversários ganhariam as ruas. Sem a mediação de Lula, não haveria como não resultar em confrontos. Seria uma longa noite de São Bartolomeu.

Essa teria sido a grande tragédia nacional, que provavelmente comprometeria 27 anos de luta pela consolidação democrática.

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A voz do Brasil que nunca teve voz

Carta Maior

Lula completou 66 anos esta semana: a metade deles emprestando a voz rouca e grave à defesa da democracia e da justiça social no seu país e no mundo. Mesmo quando lhe faltaram microfones, nas assembléias históricas da Vila Euclides, no ciclo das grandes greves do ABC paulista, anos 80, a voz rouca e grave se propagou através de outras vozes para se fazer ouvir em todos os cantos e lares mais humildes do território.

A economia e a sociedade que essa voz ajudou a construir hoje falam por ele. E torcem por ele, na certeza de que ele ainda falará por ela durante muito tempo, como líder político incontestável da grande frente progressista que deu voz a um Brasil que nunca antes teve voz nem vez na política nacional. Na campanha de 2002, num discurso emocionado, quando a vitória ainda era dúvida, Lula disse que se considerava uma obra coletiva do povo brasileiro. E que assim persistiria , fosse qual fosse o resultado da disputa. E assim se deu. Lula se transformou no intérprete mais fiel das lutas e sonhos da gente brasileira, a ponto de o seu nome ter se incorporado ao vocabulário nacional ('agora é Lula!') como uma espécie de sinônimo do orgulho, da resistência e do discernimento e uma população que nele se enxergou como fonte de poder e de direitos .

Essa força tamanha não vai silenciar. Não apenas porque Lula em breve voltará a expressá-la, mas porque em qualquer tempo, e em qualquer lugar , sempre que interesses de uma elite anti-social e demofóbica ameaçarem as conquistas acumuladas por essa gente, haverá quem cante, assovie, murmure ou mencione o refrão que enfeixa um punhado de significados, todos eles imiscíveis com a prepotência e a humilhação que encontrou nesta voz um contraponto de alteridade e hegemonia que o refrão não cansa de reafirmar: 'olê, olê, olê, olá, Lula, Lula; olê, olê, Olê, Olá...'

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sábado, 29 de outubro de 2011

Cala a boca, Globo!


Cala a boca, Globo por Esquerdopata
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Caro Lula: vamos vencer mais essa!

É com grande pesar e surpresa que recebemos, hoje, a notícia do estado de saúde do ex-presidente Lula, que foi diagnosticado com um tumor na laringe. Segundo os médicos, ele receberá tratamento de quimioterapia já a partir desta segunda-feira. A boa notícia, que nos conforta, é que, segundo a equipe médica do ex-presidente, Lula se encontra em boas condições de saúde e as chances de cura são excelentes. O próprio médico Paulo Hoff, um dos responsáveis pelo tratamento ao qual deverá se submeter, garantiu que o ex-presidente "está ótimo".

Uma notícia dessas já provocou uma onda de solidariedade no país por sua recuperação. Um líder desta estatura não poderia deixar de ser mencionado em várias notas oficiais. A direção nacional do PT, assim como todo o conjunto de dirigentes e militantes do partido, soltou um comunicado desejando o seu rápido restabelecimento e conclamou toda a nação brasileira a enviar uma calorosa mensagem de confiança e de energia positiva ao ex-presidente Lula neste momento de dificuldade.

Também a presidenta Dilma Rousseff se manifestou para dizer que se junta ao povo brasileiro na torcida pela sua recuperação. Ela própria, que superou um diagnóstico de câncer no sistema linfático, fez questão de frisar que, a competente equipe médica do Hospital Sírio Libanês, onde Lula está se tratando, a levou à recuperação total. “Tenho certeza de que acontecerá o mesmo com o presidente Lula”.

Símbolo e exemplo

Segundo Dilma Rousseff, o ex- presidente Lula é um líder, um símbolo e um exemplo para todos nós. “Como Presidenta da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora, estarei a seu lado com meu apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo”, concluiu a presidenta.

Quem também manifestou seu apoio caloroso foi a torcida do Corínthians. “O dia não começou com a melhor das notícias. Todos os brasileiros e principalmente nós, os corinthianos, se assustaram com o problema de saúde do nosso ex-presidente Lula”, afirmou o clube, em nota. “Lula, receba o carinho de toda a nação corinthiana. (...) Estamos todos na torcida para que você esteja em breve junto com a gente torcendo pelo Timão”.

É isso mesmo. Desde Pernambuco, onde me encontro, mando um grande abraço companheiro, na certeza de que, como tantas vezes que já enfrentamos desafios, vamos vencer mais uma vez, com a força e o apoio do nosso povo.

Zé Dirceu

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Manifestantes ocupam editora Abril para protestar contra jornalismo de esgoto da revista Veja

Ativistas do Anonymous entram no prédio da editora Abril e protestam contra a "Veja"

Cerca de 50 manifestantes dos movimentos Anonymous e Ocupa Sampa entraram por volta de 18h desta sexta-feira (28) no prédio da Editora Abril, na zona oeste de São Paulo, para protestar contra a revista “Veja”, que na edição do último sábado (22) estampou na capa a máscara símbolo do Anonymous para ilustrar uma reportagem sobre combate à corrupção.

Segundo Rafael Vilanova, 25, que participa do protesto, os Anonymous não querem ver a imagem do grupo ligada à revista. “Repudiamos a capa da 'Veja', que usurpou a verdade e manipulou nossa mensagem, nossa ideia". A imagem usada pela revista é a máscara branca, com cavanhaque preto, que representa o soldado inglês Guy Fawkes e foi usada na série em quadrinhos "V de Vingança", de Alan Moore.

No protesto, os ativistas --entre eles malabaristas e artistas circenses-- exibiram cartazes contra a revista, com os dizeres “A Veja não me representa” e “Chega de mentiras”. Eles exigiram que a revista publique, na próxima edição, uma carta do grupo.

A reportagem está tentando localizar representantes da revista. (Faz-me rir...)

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Laerte e a Opus Dei


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Nota à imprensa da presidenta Dilma

Em meu nome e de todos os integrantes do governo, junto-me neste momento ao carinho e à torcida de todo o povo brasileiro pela rápida recuperação do presidente Lula.

Graças aos exames preventivos, a descoberta do tumor foi feita em estágio que permite seu tratamento e cura. Como todos sabem, passei pelo mesmo tipo de tratamento, com a competente equipe médica do Hospital Sírio Libanês, que me levou à recuperação total. Tenho certeza de que acontecerá o mesmo com o presidente Lula.

O presidente Lula é um líder, um símbolo e um exemplo para todos nós. Tenho certeza de que, com sua força, determinação e capacidade de superação de adversidades de todo o tipo, vai vencer mais esse desafio. Contará também, para isso, com o apoio e a força de D.Mariza.

Como Presidenta da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora, estarei a seu lado com meu apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo.

Dilma Rousseff

Presidenta da República

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Lula é diagnosticado com tumor de laringe

(Reuters) - O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado neste sábado com um tumor localizado de laringe, segundo informou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Após exames realizados neste sábado no hospital, foi definido tratamento inicial com quimioterapia.

"O paciente encontra-se bem e deverá realizar o tratamento em caráter ambulatorial", afirmou o hospital.

Segundo a assessoria de imprensa, Lula deverá deixar o hospital ainda neste sábado.

O ex-presidente deverá retornar na semana que vem ao Sírio-Libanês para iniciar o tratamento.

Lula, que governou o Brasil de 2003 a 2010, completou 66 anos na última quinta-feira.

O ex-presidente deixou o governo com o país apresentando forte crescimento econômico. Seu governo também foi marcado por amplos programas sociais e pela melhoria de vida de milhões de brasileiros.

A equipe médica que assiste o ex-presidente é coordenada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto.

(Por Juliana Schincariol e José de Castro)
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Há alternativa?

O caminho não percorrido
Paul Krugman
Falha
Vale a pena contemplar o fracasso abjeto de uma doutrina que infligiu sério dano a Europa e EUA 
Os mercados estão comemorando o acordo que surgiu em Bruxelas na madrugada da quarta para a quinta. Realmente, diante do que poderia ter acontecido -desacordo total-, o fato de que os líderes europeus tenham concordado quanto a alguma coisa, por menos adequado que o acordo se prove, é um desdobramento positivo.
Mas vale a pena contemplar o quadro mais amplo -o fracasso abjeto de uma doutrina econômica que infligiu sério dano a Europa e EUA.

Essa doutrina pode ser resumida pela afirmação de que, depois de uma crise financeira, os bancos devem ser resgatados e o público tem de pagar por isso. Assim, uma crise causada pela desregulamentação se torna motivo para caminhar ainda mais para a direita; um momento de desemprego em massa não resulta em esforços públicos para criar empregos, mas sim em uma era de austeridade, com cortes de gastos públicos e programas sociais.

A doutrina vem sendo imposta com alegações de que não existe alternativa e que a austeridade fiscal poderia criar empregos. A ideia é que cortar gastos torna empresas e consumidores mais confiantes, o que compensaria o efeito depressivo da redução nos gastos públicos.

Alguns economistas não se deixaram convencer. Um deles se referiu à alegação de que a austeridade teria efeito expansivo como equivalente a acreditar na "fadinha da confiança". Pensando bem, fui eu.

Ainda assim, a doutrina vem se provando muito influente. É defendida pelos republicanos nos EUA e pelo Banco Central Europeu. E, quando David Cameron virou premiê do Reino Unido, imediatamente impôs cortes, decisão elogiada servilmente por muitos sabichões.

Mas agora os resultados podem ser vistos, e a imagem não é bonita. A Grécia foi lançada a uma queda interminável. A economia britânica está estagnada por efeito da austeridade, e a confiança de empresas e consumidores despencou.

Mas há alternativa? Para descobrir, vim à Islândia, para participar de uma conferência sobre um país que agiu de modo diferente.

Se você tem lido relatos sobre a crise, sabe que a Islândia supostamente representa o paradigma de um desastre. Os bancos descontrolados sobrecarregaram o país de dívidas e pareciam ter criado uma situação para que não havia saída.

Mas o desespero tornou impossível um comportamento convencional, e isso permitiu à Islândia violar as regras. Enquanto as demais nações resgataram os bancos e forçaram os cidadãos a arcar com o custo, o país permitiu que eles quebrassem e expandiu sua rede de previdência social. Enquanto os outros tentaram aplacar os investidores internacionais, a Islândia impôs controles temporários de capitais.

E como o país está se saindo? Não evitou danos econômicos graves ou a queda significativa em seu padrão de vida. Mas controlou a alta no desemprego e o sofrimento dos cidadãos mais vulneráveis; a rede de segurança social sobreviveu. A decência básica da sociedade também.

E isso contém uma lição para os demais países. O sofrimento que tantos cidadãos enfrentam é desnecessário. Se o momento envolve dor inacreditável e uma sociedade muito menos solidária, é por escolha. As coisas não precisavam, e continuam não precisando, ser assim.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Paulo Moreira Leite entrevista Luiz Gonzaga Belluzzo


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Europa vem pedir ajuda ao Brasil

UE enviará missão ao Brasil para pedir ajuda no resgate 
Objetivo é ampliar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira com recursos de países emergentes; visita começa pela China 

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

A Europa prepara missão ao Brasil para convencer o governo e potenciais investidores a fazer parte do resgate da zona do euro. Ontem, a União Europeia chegou a um acordo sobre o pacote cujo objetivo é blindar a Europa da crise, perdoar 50% da dívida grega e exigir recapitalização de bancos.

Para conseguir isso, terá de encontrar US$ 1,4 trilhão para abastecer o que vem sendo chamado de "braço armado" da política de resgate da UE. A peregrinação começou ontem pela China.

O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef) confirmou que "a viagem ao Brasil está sendo considerada", disse Christof Roche, porta-voz da entidade, com sede em Luxemburgo. Não há ainda data para a missão. Em Bruxelas, diplomatas europeus confirmaram que a meta é uma visita antes do fim do ano. A operação será liderada pelo diretor do fundo, Klaus Regling.

Um dos três pilares do acordo de ontem é ampliar o Feef dos atuais 440 bilhões para mais de 1 trilhão. Falta definir como captar esses recursos. Uma das opções é criar um organismo que, sob gerência do FMI, sairá ao mercado em busca de recursos. José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, espera que "países com grandes superávits em suas contas" contribuam. Segundo ele, vão ajudar a estabilizar a economia mundial.

O Feef já fornece 17,7 bilhões para a Irlanda, 26 bilhões para Portugal e fez duas emissões ao mercado. O governo japonês comprou quase um quinto dos bônus emitidos. Para o segundo pacote para a Grécia, de 130 bilhões, o Feef poderá ser chamado a oferecer 70 bilhões. O fundamental é construir uma parede para evitar que a crise chegue a Itália e Espanha.

Na viagem da presidente Dilma Rousseff à Europa há duas semanas, o mecanismo foi apresentado à delegação brasileira, mas nenhum comentário foi feito.

Hoje, Regling estará na China, a grande esperança dos europeus. Ontem, poucas horas após fechar o acordo, o presidente francês Nicolas Sarkozy telefonou para o presidente Hu Jintao na esperança de conseguir seu apoio ao fundo de resgate.

Sarkozy ainda vai usar a reunião do G-20 que ele preside na semana que vem em Cannes para promover o Feef. Na prática, a forma encontrada seria a de fortalecer o FMI que, então, colocaria seu peso no resgate europeu.

Hu indicou esperar que as medidas ajudem a estabilizar os mercados e concordou em "cooperar para garantir que a reunião do G-20 possa dar contribuição decisiva para garantir o crescimento e estabilidade global". Ontem, Pequim saudou o novo acordo, indicando que daria "confiança aos mercados".

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Desemprego na Espanha sobe para 21,5%

Este é o maior índice desde o registrado no quarto trimestre de 1996, quando foi de 21,6% 
EFE

O desemprego na Espanha subiu para 21,52% no terceiro trimestre deste ano, chegando a 4.978.300 de pessoas, segundo a Enquete de População Ativa (EPA) divulgada nesta sexta-feira (28/10). Este é o maior índice desde o registrado no quarto trimestre de 1996, quando foi de 21,6%.

A ocupação diminuiu em 146.800 pessoas entre julho e setembro, ficando o número de empregados em 18.156.300, enquanto a taxa de atividade foi de 60%. Além disso, o número de famílias com todos seus integrantes desempregados é de 1.425.200, ou seja, 57.700 mais que no trimestre anterior, enquanto aquelas nas quais todos seus membros estão ocupados chega a 9.058.300, após cair em 102.700.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou também nesta sexta-feira o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), revelando que a inflação anualizada na Espanha desceu um décimo sobre o índice de setembro, chegando a 3%. Segundo a instituição, esta queda é consequência, principalmente, da estabilidade dos preços da energia elétrica frente à alta do ano anterior.

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Americanos soltos pelo Irã agradecem pela ajuda brasileira

Itamaraty intercedeu por jovens que, sob suspeita de espionagem por Teerã, ficaram 781 dias detidos 

Familiares dos americanos Shane Bauer e Josh Fattal, que passaram mais de dois anos presos no Irã sob acusação de espionagem, foram ontem à Embaixada do Brasil em Washington agradecer pela ação do país na negociação com Teerã, em setembro.
"Shane, Josh e nós todos estamos muito gratos ao Brasil por sua ajuda", afirmou Cindy Hickey, mãe de Bauer.

Para Alex Fattal, irmão de Josh, o papel do país foi "espetacular". "Sempre que havia uma oportunidade de levantar o caso em um terceiro país, ou de falar ao Irã em uma reunião sobre direitos humanos, eles faziam", afirmou a jornalistas brasileiros.
Alex, que fala português e trabalhou no Brasil, disse à Folha que recorreu ao governo por meio do cineasta João Moreira Salles, seu amigo.
Autor do documentário "Entreatos", com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Salles o pôs em contato com o assessor de Assuntos Internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia. Paralelamente, Alex buscou a embaixada em Washington.

Fattal e Bauer foram libertados em setembro último, após gestões dos governos do Brasil e da Turquia endossadas pelos EUA.
A campanha, que culminou numa fiança de US$ 500 mil por prisioneiro, 781 dias após sua detenção, envolveu os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, do Iraque, Jalal Talabani, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

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Folha de S. Paulo: sem medo de ser imbecil


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Aldo Rebelo defende meia-entrada para estudantes na Copa

O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, confirmou nesta quinta-feira que defende a meia-entrada para os jogos da Copa de 2014. Ele disse, entretanto, que seguirá o governo independentemente de suas convicções pessoais.

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Governador Alckmin impede investigação sobre corrupção em SP

Base de Alckmin enterra investigação sobre venda de emendas em São Paulo
Sem produzir um relatório, Conselho de Ética conclui trabalhos depois de rejeitar a convocação de 17 testemunhas e parlamentares
Ricardo Galhardo, iG São Paulo

A bancada governista na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), capitaneada pelo líder do PTB, Campos Machado, enterrou no início da tarde desta quinta-feira as investigações do Conselho de Ética sobre o suposto esquema de venda de emendas parlamentares. Os governistas membros do conselho aprovaram um requerimento de Machado que determina o envio imediato do material colhido durante um mês de trabalhos ao Ministério Público.

O conselho terminou seus trabalhos sem produzir nem sequer um relatório. Na verdade, o conselho não possui mais um relator já que o ocupante do cargo, José Bitencourt, trocou o PDT pelo PSD e seu antigo partido reivindica o posto.

Durante um mês, o conselho se limitou a apreciar questões estatutárias e burocráticas. A única pessoa ouvida foi o deputado Major Olimpio (PDT), da oposição. Dezessete requerimentos pedindo a convocação de testemunhas, deputados, ex-deputados, ocupantes e ex-ocupantes de cargos no governo estadual que teriam ligações com o esquema foram barrados pela base governista na Alesp.

Apenas três requerimentos foram aprovados convidando os deputados Major Olimpio e Roque Barbiere (PTB, autor das denúncias) e o ex-deputado Bruno Covas (PSDB), atual secretário estadual do Meio Ambiente.

Barbiere e Covas enviaram respostas por escrito e não compareceram ao conselho.

Campos Machado não soube dizer qual o teor do material que será enviado ao Ministério Público. Questionado por jornalistas, recorreu a ofensas acusando repórteres de fazerem perguntas “vergonhosas” e “cretinas”

“No meu partido não tem essa pressão moral”, admitiu Machado, aliado fiel dos sucessivos governadores tucanos desde a posse de Mário Covas, em 1995.

A investigação no Conselho de Ética terminou sem que o órgão cumprisse sua própria pauta. Quatro requerimentos da oposição foram ignorados e nem chegaram a ser apreciados.

A oposição reagiu com indignação.

“Isso é vexatório porque não existe absolutamente nada. Uma grande pizza será enviada ao Ministério Público”, disse o deputado João Paulo Rillo (PT).

O Conselho de Ética tinha como objetivo investigar as declarações feitas pelos deputados Barbiere e Covas sobre a existência de um esquema de venda de emendas na Alesp. Barbiere chegou a dizer que deputados agem como camelôs. Covas, que é pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, declarou em entrevista que foi procurado por um prefeito do interior que tentava lhe entregar R$ 5 mil referentes aos 10% de propina pela liberação de uma emenda de R$ 50 mil. Em vez de denunciar o caso ele teria encaminhado o dinheiro a uma instituição de caridade.

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Wiliam Waack é agente do governo dos EUA

Wikileaks aponta Wiliam Waack como informante do governo dos EUA
Portal R7

O repórter William Waack, da Rede Globo de Televisão, foi apontado como informante do governo americano, segundo post do blog Brasil que Vai - citando documentos sigilosos trazidos a público pelo site Wikileaks há pouco menos de dois meses.

De acordo com o texto, Waack foi indicado por membros do governo dos EUA para “sustentar posições na mídia brasileira afinadas com as grandes linhas da política externa americana”.

- Por essa razão é que se sentiu à vontade de protagonizar insólitos episódios na programação que conduz, nos quais não faltaram sequer palavrões dirigidos a autoridades do governo brasileiro.

O post informa que a política externa brasileira tem “novas orientações” que “não mais se coadunam nem com os interesses americanos, que se preocupam com o cosmopolitismo nacional, nem com os do Estado de Israel, influente no ‘stablishment’ norte- americano”. Por isso, o Departamento de Estado dos EUA “buscou fincar estacas nos meios de comunicação especializados em política internacional do Brasil” - no que seria um caso de “infiltração da CIA [a agência norte-americana de inteligência] nas instituições do país”.

O post do blog afirma ainda que os documentos divulgados pelo Wikileaks de encontros regulares de Waack com o embaixador do EUA no Brasil e com autoridades do Departamento de Estado e da Embaixada de Israel “mostram que sua atuação atende a outro comando que não aquele instalado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro”.

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Deputado Aldo Rebelo vai assumir o Ministério do Esporte

Blog do Planalto

O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) será o novo ministro do Esporte. O anúncio foi feito hoje (27) pela ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.

O convite foi feito pela presidenta Dilma Rousseff em reunião esta manhã no Palácio da Alvorada. Convite aceito, o novo ministro deu uma rápida declaração à imprensa.
“Fui convidado pela presidenta Dilma para comandar o Ministério do Esporte, agradeci a confiança e eu aceitei como grande desafio. A presidenta me recomendou conduzir o Ministério com todos os desafios da Copa do Mundo e das Olimpíadas”, disse Aldo Rebelo.
A nomeação do novo ministro do Esporte será publicada amanhã (28) no Diário Oficial da União.
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Concentração de renda nos EUA disparou na era neoliberal

O texto não menciona o fato de que a situação piorou muito depois de 2008
Mais ricos dos EUA triplicaram seu patrimônio entre 1979 e 2007 
DA EFE

Os cidadãos mais ricos dos Estados Unidos quase triplicaram sua renda entre 1979 e 2007, enquanto as famílias mais pobres viram seu patrimônio crescer apenas 18% no mesmo período, indica um estudo divulgado nesta quarta-feira (26).

A receita líquida (depois do pagamento de impostos) dos 1% mais ricos do país aumentou 275% entre 1979 e 2007, assinala o relatório elaborado pelo Escritório de Orçamentos do Congresso.

Para 60% da população de classe média a receita cresceu 40%, enquanto para os 20% mais pobres o aumento foi de apenas 18%.

Estes números demonstram que a distribuição de renda nos EUA "era substancialmente mais desigual em 2007 do que em 1979", ressalta o estudo, que também revela que os 1% mais ricos concentravam 17% de toda a renda há quatro anos, contra 8% de três décadas atrás.

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Naquela mesa tá faltando ele


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Taxa de desemprego é a menor para setembro desde 2002, indica IBGE

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

A taxa de desemprego em setembro ficou em 6% nas seis principais regiões metropolitanas do país, de acordo com os números da Pesquisa Mensal de Emprego divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o mesmo verificado em agosto, e é 0,2 ponto percentual menor do que a taxa de setembro de 2010, o que, segundo o IBGE, configura um quadro de estabilidade. O índice também é o menor estimado para um mês de setembro desde março de 2002.

Em setembro, a população desocupada, em torno de 1,5 milhão de pessoas, ficou estável em relação à do mês anterior, e também apresentou estabilidade quando comparada à de setembro do ano passado.

Já a população ocupada, estimada em 22,7 milhões em setembro, não registrou variação significativa em relação ao total de agosto, mas teve um aumento de 1,7% ante o de setembro de 2010.

Também não houve variação, na comparação com agosto, no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, estimado em 11 milhões em setembro. Já em relação a setembro de 2010, houve uma elevação de 6,7%, o que representa um acréscimo de 691 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Os dados da pesquisa do IBGE mostram ainda que de agosto para setembro houve uma queda de 1,8% no rendimento médio real habitual dos trabalhadores, que se situou em R$ 1.607,60. Ante setembro do ano passado, porém, o poder de compra dos ocupados ficou estável.

Entre as seis regiões metropolitanas onde a pesquisa do IBGE é realizada (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre), apenas o Rio registrou em setembro variação significativa na taxa de desocupação em relação ao mês anterior, passando de 5,1% para 5,7%. Já na comparação com setembro de 2010, houve estabilidade nos níveis regionais, com exceção da taxa do Recife, onde foi registrada uma queda de 2,4 pontos percentuais (de 8,8% para 6,4%).

Edição: Juliana Andrade
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Ditadura acaba, mas O Globo continua


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Acordo europeu aceita calote de 50% da Grécia

Dívida grega é reduzida pela metade em acordo que tenta salvar euro 
BBC 

Líderes europeus anunciaram nesta quinta-feira um acordo para tentar resolver a crise da dívida pública que assola vários países do continente.

Segundo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o pacote é um esforço "ambicioso" dos países para pôr fim à crise da dívida pública da Grécia e aos problemas econômicos de Itália e Espanha.

Às 4h da manhã (1h no horário de Brasília), após 11 horas de negociações, os líderes fizeram o anúncio oficial de um plano de ação com três principais linhas: sobre a solução do problema da dívida da Grécia, sobre o fundo europeu de resgate e sobre o aumento da liquidez de bancos.

Dívida grega
Os bancos privados que possuem títulos da dívida da Grécia aceitaram perdas de 50% nos seus papéis, o equivalente a 100 bilhões de euro (US$ 140 bilhões).

A medida deverá diminuir a relação dívida-PIB da Grécia para 120% em 2020. Nas condições atuais, essa relação poderia chegar a 180%.

Este ponto do acordo foi o de mais difícil negociação, já que os bancos não queriam aceitar perdas superiores a 40%. Foi preciso a intervenção direta da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que os países da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – que têm emprestado à Grécia desde maio de 2010 – fornecerão outros 100 bilhões de euros ao país.

Fundo de resgate
O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) – o principal mecanismo da região para resgates de países e bancos – será aumentado dos atuais 440 bilhões de euros para um trilhão de euros.

Esse dinheiro seria usado para ajudar países como Espanha e Itália a lidarem com seus problemas econômicos.

Os detalhes dos mecanismos para aumentar os recursos do fundo serão negociados em novembro, de acordo com Sarkozy.

O EFSF poderia ajudar a mitigar crises de duas formas. Ao servir como uma espécie de seguradora aos bancos que comprarem papéis de dívidas de países em risco de calote.

E ao criar um mecanismo especial de investimento, em parceria com o FMI, para atrair investidores estrangeiros privados e públicos e outros países, como Brasil e China.

Liquidez dos bancos
Os bancos europeus precisarão levantar cerca de 106 bilhões de euros (US$ 148 bilhões) até junho de 2012, para aumentar a estabilidade do sistema bancário.

A medida serviria para protegê-los de eventuais perdas, caso outros governos ameacem decretar a moratória das suas dívidas. Há temores que Espanha e Itália possam seguir o caminho da Grécia.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Argentina condena 'Anjo louro da morte' à prisão perpétua

France Press

O ex-oficial da Marinha de Guerra argentina Alfredo Astiz, 59 anos, símbolo da repressão criminosa durante a ditadura (1976-1983), foi condenado nesta quarta-feira (26) à prisão perpétua, por crimes, torturas e sequestros, informou o Tribunal.

"Condeno Alfredo Astiz à pena de prisão perpétua por privação ilegítima de liberdade, tortura e homicídio", foi o veredicto do tribunal que julgava 18 militares repressores da ditadura, a maioria ex-membros da Marinha.

Astiz, conhecido como o "Anjo louro da morte", já tinha sido condenado à prisão perpétua à revelia na França e na Itália, e é considerado um agente emblemático da repressão durante a ditadura.

Astiz, 59 anos, que chegou preso ao julgamento, é acusado de cinco homicídios, 12 privações ilegais de liberdade e de torturas realizadas na Escola de Mecânica da Armada (Esma).
A Esma, que hoje se transformou em um museu da memória, foi um dos mais emblemáticos centros de extermínio da ditadura, por onde passaram 5.000 prisioneiros, dos quais sobreviveram apenas uma centena.

A promotoria havia pedido prisão perpétua para o ex-capitão da Marinha, enquanto a defesa solicitou sua absolvição alegando "obediência devida".

O ex-capitão se infiltrou entre familiares de desaparecidos, é acusado do sequestro de 12 pessoas entre os dias 8 e 10 de dezembro de 1977, em uma operação repressiva conhecida como o "grupo de Santa Cruz", em referência à igreja portenha de onde foram levados a maioria deles.

Entre as vítimas, torturanas na Esma e depois jogadas vivas no mar, nos chamados "voos da morte", estão a fundadora das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor, e as monjas francesas Leónie Duquet e Alice Domon.

Os restos de Duquet e Villaflor e de outras três mães de desaparecidos apareceram no fim de 1977 em uma praia ao sul de Buenos Aires e foram enterrados como indigentes até que em 2005 puderam ser identificados. Domon permanece desaparecida.

Sobre Astiz pesam acusações à revelia à prisão perpétua na França em 1990 e na Itália em 2007.
Nesse julgamento oral, Astiz é acusado também do sequestro e desaparecimento do escritor e jornalista Rodolfo Walsh, sequestrado em 25 de março de 1977.
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Senado aprova criação da Comissão da Verdade

Senado aprova criação da Comissão da Verdade para apurar crimes do Estado entre 1946 e 1988
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O projeto de lei que cria a Comissão da Verdade foi aprovado hoje (26) no Senado, com apoio unânime dos senadores. Com a presença da ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário e de parentes de vítimas da ditadura militar, o parecer favorável ao projeto foi lido pelo relator, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ele mesmo exilado político no período da ditadura militar (1964-1985).

O texto prevê a criação de uma comissão com a participação sete membros indicados pela presidenta da República, Dilma Rousseff, com suporte administrativo e financeiro da Casa Civil. O objetivo será apurar fatos ocorridos entre os anos de 1946 e 1988 (?), entre eles crimes de tortura e assassinato cometidos em nome do Estado brasileiro.

O projeto foi fruto de acordo do governo com a oposição e estabelece também que pessoas que atuam como dirigentes de partidos políticos não poderão integrar a nova comissão. Funcionários públicos civis e militares ficarão obrigados a colaborar com os trabalhos de esclarecimento dos fatos ocorridos no período e outras testemunhas poderão ser convocadas. Também poderão ser solicitadas perícias, mas a comissão não terá qualquer poder punitivo em relação aos crimes que já foram anistiados ou prescritos.

O relator lembrou que o esclarecimento dos fatos é fator fundamental para que a democracia brasileira possa seguir se fortalecendo. “Qualquer que seja o resultado da Comissão da Verdade, a ferida não se fechará. Mas eu espero que nós possamos, no trabalho da Comissão, encontrar uma resposta sobre mistérios com os quais nós convivemos e que não podem subsistir na plenitude da democracia”.

Diversos senadores lembraram que ainda existem corpos de pessoas mortas que não foram encontrados. A localização desses corpos é uma das expectativas criadas com a implementação da comissão. “O que eu quero é seguir em frente, eu sei que as famílias das vítimas vão carregar para sempre essa ferida, como disse no início, não há cura para isso, mas talvez aqueles que foram mais diretamente e duramente atingidos possam se sentir, de alguma forma, reparados, se à luz da democracia puder contribuir para esclarecer as condições em que seus entes queridos pereceram e, inclusive, a autoria desses crimes”, resumiu Ferreira.

A presidenta da sessão, senadora Marta Suplicy (PT-SP), disse que o texto seguirá para sanção da presidenta Dilma Rousseff. “Hoje ela terá uma noite muito feliz” (?), disse a senadora, lembrando que a presidenta foi torturada durante a ditadura militar.

Edição: Rivadavia Severo

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Jornalista inglês faz denúncias contra Fifa no Senado

O jornalista Jennings Andrew da BBC de Londres participa de uma audiência pública na comissão de educação, cultura e esporte no Senado em Brasilia. Ele fala sobre as denúncia feitas em seu livro Jogo Sujo - O Mundo Secreto da Fifa.

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Os donos do mundo

Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo 

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.
New Scientist

Nota introdutória publicada por Ladislau Dowbor em sua página:

The Network of Global Corporate Control - S. Vitali, J. Glattfelder eS. Battistoni - Sept. 2011

Um estudo de grande importância, mostra pela primeira vez de forma tão abrangente como se estrutura o poder global das empresas transnacionais. Frente à crise mundial, este trabalho constitui uma grande ajuda, pois mostra a densidade das participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle. Por outro lado, os interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam instantaneamente, representando risco sistêmico.

Fica assim claro como se propagou (efeito dominó) a crise financeira, já que a maioria destas mega-empresas está na área da intermediação financeira. A visão do poder político das ETN (Empresas Trans-Nacionais) adquire também uma base muito mais firme, ao se constatar que na cadeia de empresas que controlam empresas que por sua vez controlam outras empresas, o que todos "sentimos" ao ver os comportamentos da mega-empresas torna-se cientificamente evidente. O artigo tem 9 páginas, e 25 de anexos metodológicos. Está disponível online gratuitamente, no sistemaarxiv.org

Um excelente pequeno resumo das principais implicações pode ser encontrado no New Scientist de 22/10/2011 (e está publicado a seguir).

(*) O gráfico em forma de globo mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma

A rede capitalista que domina o mundo
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.

A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça

Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."

Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.

O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.

Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.

O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.

A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.

Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.

Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações.

Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.

E isso não é tudo.

Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.

"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.

E a maioria delas são bancos.

Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.

Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.

A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.

Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.

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Origem da crise

Antonio Delfim Netto
Falha

Para entender os movimentos dos "indignados" americanos e da "ocupação de Wall Street", é preciso considerar alguns fatos:
1) A renda per capita não cresce desde 1996;
2) A distribuição dessa renda tem piorado há duas décadas;
3) O nível de desemprego em abril de 2008 era de 4,8% da população economicamente ativa, o que, em parte, compensava aqueles efeitos;
4) Em janeiro de 2010, o desemprego andava em torno de 10,6% e, desde então, permanece quase igual (9,2%);
5) O colapso da Bolsa cortou pelo menos 40% da riqueza que os agentes "pensavam" que possuíam;
6) A combinação da queda da Bolsa com a queda do valor dos imóveis residenciais fez boa parte do patrimônio das famílias evaporar-se;
7) Ao menos 25% das famílias têm hoje menos da metade que "supunham" ter em 2008.

O grande problema é que a maioria dos cidadãos não entende como isso pode ter acontecido. Sentem que foram assaltados à luz do dia, sob os olhos complacentes das instituições em que confiavam: o poder Executivo e o Banco Central. Assistem confusos o comportamento do Legislativo. Pequenos grupos mais exaltados tentam reviver, com passeatas festivas de fim de semana, o espírito "revolucionário" de 1968, que deu no que deu...

É muito pouco provável que essa pressão leve a alguma mudança séria em Washington. Talvez algum efeito nos resultados da eleição de 2012. Isso não deixa de ser preocupante e assustador dado ao reacionarismo do influente Tea Party no partido Republicano e à pobreza intelectual dos seus atuais candidatos.

A história não opera em linha reta. Nada garante que, mesmo com as suas fortes instituições, o atual disfuncionalismo político americano não possa produzir algo ainda pior do que o que estamos vendo.

O último levantamento do Gallup (15 e 16 de outubro de 2011) perguntou a quem o consultado atribuía a crise que estava vivendo. As respostas foram: 64% ao governo federal; 30% ao comportamento das instituições financeiras e 5% não tinham opinião formada.

Modelos de previsão eleitoral como os de Ray Fair, da Universidade de Yale (adaptados no Brasil pelo competente analista político Alexandre Marinis), ainda dão uma probabilidade maior à reeleição de Obama -apesar de que quase dois terços dos americanos acreditam que ele é o responsável pela crise.

Injustamente, porque a crise é produto dos governos Clinton (democrata) e Bush (republicano), que se esmeraram em demolir, com a desculpa ideológica de que os mercados financeiros eram eficientes e se autocontrolavam, a regulação do sistema bancário construída por Roosevelt (democrata) depois da crise de 1929.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Lula recebe prêmio Amalia Solórzano

Lula viaja ao México para receber mais um prêmio 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja nesta terça-feira  para o México, onde receberá o prêmio Amalia Solórzano. O prêmio é concedido pelo Centro Lázaro Cárdenas y Amalia Solórzano.

Lula será homenageado por ter ajudado na redução da exclusão social do Brasil e na integração da América Latina.

No ultimo mês, o ex-presidente já recebeu dois prêmios, um nos Estados Unidos e outro na Polônia.

Neste ano, Lula também recebeu sete títulos de honoris causa.

No México, ele também participa de um evento com a presença do presidente mexicano Felipe Calderón.
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Ministério do Esporte responde ao barrigueiro Noblat

Resposta à coluna de Ricardo Noblat, em O Globo (24.10)

A coluna de Ricardo Noblat, publicada no Jornal O Globo desta segunda, 24 de outubro, comete erros que carecem de correção, alguns deles já desmentidos e esclarecidos pelo Ministério do Esporte em seu site oficial. Para repor a verdade, voltamos a esclarecer:

1 – A afirmação de que o Ministério virou “incubadora de ONGs ligadas ao PCdoB” é leviana e não corresponde à verdade dos fatos. O Programa Segundo Tempo (PST) mantém ativos 219 convênios, sendo que, desse total, apenas 19 são firmados com Organizações Não Governamentais (ONGs), e entrará em 2012 com apenas 11 convênios com ONGs. Em setembro passado, depois de chamada pública, foi tomada decisão administrativa de não mais assinar convênios com entidades privadas para o Programa Segundo Tempo. Portanto, o Ministério do Esporte não é uma incubadora de ONGS, ao contrário, é o responsável por substituir gradativamente o papel que essas organizações exerceram, nos convênios do Programa Segundo Tempo, por entes públicos. O Ministério não utiliza critério de filiação partidária para a formalização de quaisquer atos administrativos. Os critérios seguem o interesse público e o atendimento de requisitos técnicos e jurídicos.

2 - Em relação a prestações de contas pendentes, desde domingo está no site do Ministério do Esporte a informação correta: “O Ministério não deixou de analisar 1.493 convênios em 2010. Daquele exercício estão em análise cerca de 120 prestações de contas.” Importante ressaltar que o levantamento nacional realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) registra que em dezembro de 2009 existiam 56.761 prestações de contas em análise em toda a Administração Pública Federal e as prestações de contas em análise no Ministério do Esporte correspondiam a 2% deste total.

3– Ao afirmar que, em 2009, de 160 convênios firmados com ONGs 105 não foram vistoriados, a coluna usa informação extraída do Acórdão 521/2009 do TCU. Os dados da referida auditoria são relativos a convênios celebrados e executados e monitorados em 2007, que não retratam a realidade atual de acompanhamento do programa.

A nova sistemática de acompanhamento, controle e fiscalização, implementada no final de 2008, determina que TODOS os convênios celebrados no âmbito do Programa Segundo Tempo, firmados com entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, sejam acompanhados por meio de visitas ou vistorias “in loco”, em cada ciclo pedagógico. Ou seja, desde 2008 não há nenhum convênio do PST que não tenha sido acompanhado com visitas ou vistorias de fiscalização duas vezes a cada ano.

Ressalte-se que no próprio Relatório do Acórdão 521/2009 do TCU, a Corte reconhece que o gestor vem se valendo de Equipes de Colaboradores para realizar acompanhamento pedagógico e administrativo do PST, explicitando que os resultados citados anteriormente não retratavam o contexto atual.

A Controladoria Geral da União (CGU) assim se manifestou sobre os procedimentos de controle adotados a partir de 2008: “Relatório nº 201108586, referente ao Relatório de Gestão 2010: No que se refere ao Acompanhamento das Transferências Voluntárias exercido pela Secretaria Nacional de Esporte Educacional, verificou-se que, no ano de 2010, foram realizadas 1.263 visitas de acompanhamento pedagógicos e operacional a Núcleos de Esporte Educacional, de 70 convênios diferentes, que geraram 100 Relatórios Consolidados de Avaliação, com informações acerca de aderência dos Convênios às diretrizes do Programa Segundo Tempo”.

O TCU assim se referiu à nova sistemática de controle dos convênios: “ no que diz respeito à atuação da Secretaria Nacional de Esporte Educacional, a CGU tem reportado sensível melhora nos mecanismos de controle relacionados ao Programa Segundo Tempo, com notável esforço para a prevenção de irregularidades e acompanhamento dos Convênios, tarefa de peculiar complexidade, considerando a capilaridade do programa”.

4 – A coluna afirma que a CGU pediu a devolução de R$ 12,5 milhões repassados pelo Ministério às ONGs Universidade do Professor e Rumo Certo. Não foi a CGU quem pediu a devolução dos recursos, mas o próprio Ministério do Esporte que, na análise de prestação de contas das entidades, constatou irregularidades e instaurou a Tomada de Contas Especial (TCE) para assegurar a devolução aos cofres públicos dos valores aplicados indevidamente.

É importante ressaltar que o processo de tomada de contas obedece ao seguinte fluxo: (1) o Ministério, ao tomar conhecimento de qualquer fato que possa resultar em prejuízo ao erário, promove a apuração dos fatos, identifica os responsáveis e quantifica o dano causado; (2) o Ministério providencia a inscrição na inadimplência; (3) o Ministério promove o registro dos causadores do dano ao erário na conta “Diversos Responsáveis” do SIAFI; (4) encaminha o processo à Controladoria Geral da União para análise e manifestação; (5) retornando, o processo com a manifestação favorável da CGU, emite pronunciamento do Ministro do Esporte atestando haver tomado conhecimento dos fatos e determinando a remessa do processo ao TCU.

Ascom - Ministério do Esporte

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Eles sabem o que fazem

Vladimir Safatle 

Um dos mantras preferidos daqueles que chegam aos 40 anos é: os jovens de hoje não têm grandes ideais, eles não sabem o que fazem.

Há algo cômico em comentários dessa natureza, pois os que tinham 18 anos no início dos anos 90 sabem muito bem como nossas maiores preocupações eram: encontrar uma boa rave em Maresias (SP), aprender a comer sushi e empregar-se em uma agência de publicidade. Ou seja, esses que falam dos jovens atuais foram, na maioria das vezes, jovens que não tiveram muito o que colocar na balança.

Por isso, devemos olhar com admiração o que jovens de todo o mundo fizeram em 2011.

Em Túnis, Cairo, Tel Aviv, Santiago, Madri, Roma, Atenas, Londres e, agora, Nova York, eles foram às ruas levantar pautas extremamente precisas e conscientes: o esgotamento da democracia parlamentar e a necessidade de criar uma democracia real, a deterioração dos serviços públicos e a exigência de um Estado com forte poder de luta contra a fratura social, a submissão do sistema financeiro a um profundo controle capaz de nos tirar desse nosso "capitalismo de espoliação".

Mas, mesmo assim, boa parte da imprensa mundial gosta de transformá-los em caricaturas, em sonhadores vazios sem a dimensão concreta dos problemas. Como se esses arautos da ordem tivessem alguma ideia realmente sensata de como sair da crise atual.

Na verdade, eles nem sequer têm ideia de quais são os verdadeiros problemas, já que preferem, por exemplo, nos levar a crer que a crise grega não seria o resultado da desregulamentação do sistema financeiro e de seus ataques especulativos, mas da corrupção e da "gastança" pública.

Nesse sentido, nada mais inteligente do que uma das pautas-chave do movimento "Ocupe Wall Street". Ao serem questionado sobre o que querem, muito jovens respondem: "Queremos discutir".
Pois trata-se de dizer que, após décadas da repetição compulsiva de esquemas liberais de análise socioeconômica, não sabemos mais pensar e usar a radicalidade do pensamento para questionar pressupostos, reconstruir problemas, recolocar hipóteses na mesa. O que esses jovens entenderam é: para encontrar uma verdadeira saída, devemos primeiro destruir as pseudocertezas que limitam a produtividade do pensamento. Quem não pensa contra si nunca ultrapassará os problemas nos quais se enredou.

Isso é o que alguns realmente temem: que os jovens aprendam a força da crítica. Quando perguntam "Afinal, o que vocês querem?", é só para dizer, após ouvir a resposta: "Mas vocês estão loucos".
Porém toda grande ideia apareceu, aos que temem o futuro, como loucura. Por isso, deixemos os jovens pensarem. Eles sabem o que fazem.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A era da selvageria

Luis Nassif Online

O vale-tudo da informação chegou a um ponto sem retorno.

Historicamente, as jovens gerações de jornalistas entram com todo gás, querendo fazer carreira e, para tanto, seguindo os critérios de avaliação das direções. Se os critérios são tortos, forma-se uma geração torta. Foi assim com o rescaldo da campanha do impeachment, que consagrou os profissionais que mais atentaram contra os princípios jornalísticos, os que mais inventaram notícias, que se apossaram de matérias de terceiros.

O momento atual é o mais escabroso da moderna história da imprensa brasileira.

Na transição de gerações, existem os jornalistas experientes, servindo de referência e de moderação para os mais apressados. Cabe a essas figuras referenciais ensinar os limites entre jornalismo e ficção, o respeito aos fatos e as técnicas que permitam tornar as matérias atraentes sem apelar para a ficção ou para os ataques difamadores. Principalmente, cabe a eles mostrar os valores universais da civilização, o respeito ao direito sagrado da reputação, o pressuposto de que as acusações precisam vir acompanhadas de provas ou indícios relevantes, o direito de se ouvir, sem viés, a defesa do acusado, o uso restrito do jornalismo declaratório.

A questão é que esse meio campo está com lacunas.

O episódio Orlando Dias mostrou jornalistas consagrados, que deveriam fazer o contraponto, ajudando a criar o clima de expectativa em cima das capas de Veja. São jornalistas que estão fartos de saber que a revista não segue princípios jornalísticos, que mente, difama, blefa, que promete provas que nunca aparecem. Mas não se pejaram de aproveitar o embalo para atacar adversários históricos.

Outros jornalistas, com história e credibilidade, preferiram recolher-se ao seu próprio trabalho, pela notória impossibilidade de remar contra uma tendência irreversível de consolidação do jornalismo de esgoto.

Fazem bem em se poupar e não tentar remediar o irremediável.
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O papel genocida da Otan


Neste domingo (23), o líder da Revolução cubana Fidel Castro iniciou uma nova série de Reflexões sobre a Otan, organização agressiva e genocida a serviço do imperialismo norte-americano e as potências da União Europeia. Leia a tradução inédita em português.

Essa brutal aliança militar se converteu no mais pérfido instrumento de repressão que a a história da humanidade já conheceu.

A Otan assumiu esse papel repressivo global tão logo a URSS, que tinha servido aos Estados Unidos de pretexto para criá-la, deixou de existir. Seu propósito criminoso se tornou patente na Sérvia, um país de origem eslava, cujo povo lutou tão heroicamente contra as tropas nazistas na 2ª Guerra Mundial.

Quando em março de 1999 os países dessa nefasta organização, em seus esforços por desintegrar a Iugoslávia depois da morte de Josip Broz Tito, enviaram suas tropas em apoio aos secessionistas kosovares, encontraram uma forte resistência daquela nação cujas experimentadas forças estavam intactas.

A administração ianque, aconselhada pelo governo direitista espanhol de José Maria Aznar, atacou as emissoras de televisão da Sérvia, as pontes sobre o rio Danúbio e Belgrado, a capital desse país. A embaixada da República Popular da China foi destruída pelas bombas ianques, vários funcionários morreram, e não podia haver erro possível como alegaram os autores. Numerosos patriotas sérvios perderam a vida. O presidente Slobodan Milosevic, premido pelo poder dos agressores e o desaparecimento da URSS, cedeu às exigências da Otan e admitiu a presença das tropas dessa aliança dentro de Kosovo sob o mandato da ONU, o que finalmente conduziu à sua derrota política e seu posterior julgamento pelos tribunais nada imparciais de Haia. Morreu estranhamente na prisão. Se resistisse uns dias mais o líder sérvio, a Otan teria entrado em uma grave crise que esteve a ponto de eclodir. O império dispôs assim de muito mais tempo para impor sua hegemonia entre os cada vez mais subordinados membros dessa organização.

Entre 21 de fevereiro e 27 de abril do presente ano, publiquei no sítio CubaDebate nove Reflexões sobre o tema, nas quais abordei com amplitude o papel da Otan na Líbia e o que a meu juízo ia ocorrer.

Vejo-me por isso obrigado a uma síntese das ideias essenciais que expus, e dos fatos que foram ocorrendo tal como foram previstos, agora que um personagem central de tal história, Muamar Kadafi, foi ferido gravemente pelos mais modernos caças-bombardeiros da Otan que interceptaram e inutilizaram seu veículo, capturado ainda vivo e assassinado pelos homens que essa organização militar armou.

Seu cadáver foi sequestrado e exibido como troféu de guerra, uma conduta que viola os mais elementares princípios das normas muçulmanas e outras crenças religiosas prevalecentes no mundo. Anuncia-se que muito breve a Líbia será declarada "Estado democrático e defensor dos direitos humanos".

Vejo-me obrigado a dedicar várias Reflexões a estes importantes e significativos fatos.
Fidel Castro Ruz

23 de outubro de 2011
Tradução da Redação do Vermelho

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