sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Transgênero, Laerte é impedido de usar banheiro feminino em SP

TIAGO DIAS 

O cartunista Laerte Coutinho se envolveu em uma polêmica na noite de terça-feira (24). Ele foi impedido de usar o banheiro feminino da Pizzaria e Lanchonete Real, no bairro de Sumaré.

Segundo Ricardo Cunha, um dos sócios da pizzaria, o pedido partiu de uma cliente que ficou "constrangida" porque a filha estava no banheiro na hora em que Laerte entrou. Seu sócio e irmão Renato perguntou ao cartunista, que é transgênero, se ele então poderia usar o banheiro masculino.

Laerte, que se veste de mulher desde 2010, afirma que nunca passou por uma situação como essa. "E daí que ela estava com uma criança? O que a criança viu que não poderia ver? Banheiro é uma das áreas mais tabus que existe. Você não vê genitália, gente pelada", disse.

Após o aviso da direção da casa, ele chegou a conversar com a mulher. "Ela não entendeu a existência do transgênero. Para ela, travesti é uma espécie de sem-vergonha, um transformer, um palhaço. Eles estão desinformados. Com boa ou má fé, eles estão praticando o preconceito", afirmou o cartunista.

O caso deixou os sócios da casa sem saber como proceder. "Ele (Laerte) já é cliente da casa, já havia usado o banheiro das mulheres, nunca teve problema. Ficamos em cima do muro, é uma situação delicada. Ele nunca tinha passado por isso e não sabíamos o que falar: se ele podia usar o banheiro das mulheres, ou se ele não pode. Não sei na verdade", disse Cunha.

Laerte disse que está estudando acionar a Lei 10.948 sobre o caso. "Estou me instruindo e municiando de informações para saber o que fazer. Queria que a casa compreendesse a violação do meu direito, se retratasse e eu pudesse voltar a usar o banheiro", pediu.

Polêmica
Segundo a Lei 10.948, é considerado ato discriminatório proibir o ingresso ou permanência de homossexuais, bissexuais e transgêneros em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado.

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7 comentários:

Anônimo disse...

Já discutimos isso na pós graduação institucional da nossa UNI, onde aconteceu um fato desses e chegamos à conclusão que da mesma forma como ele/a não quer se sentir constrangido usando o banheiro masculino, as mulheres que usam o banheiro feminino têm o direito de se sentir à vontade e não serem constrangidas, também.E são maioria.
As lésbicas jamais pensam em usar banheiros masculinos.
Como a mulher é a parte mais fraca e menos implicante, os transsexuais masculinos querem usar o seu banheiro.
E parte dos "politicamente corretos" acham que só e somente elas têm que ceder.
Por que?
E os direitos das mulheres?

Mirna disse...

Quer dizer que eu como mulher serei obrigada a compartilhar banheiro de restaurante com "homem"?
É o fim da picada. E as crianças?
Sou absolutamente contra esse exagero. Só existem dois gêneros: masculino e feminino. O resto são nuances.

Carlos Cwb disse...

Eu tenho a solução:

TRÊS BANHEIROS !!!
Pronto.

O próximo...

Carlos Lima disse...

Sem essa de preconceito, esse cara é um louco se passando por vítima. ô Laerte vai procurar sua turma o mané.

Fabiio disse...

A esquizofrenia corre solta, e fácil tem pinto banheiro masculino, tem vagina banheiro feminino.

Anônimo disse...

O Laerte perdeu a noção das coisas. Ele tem o direito de se vestir como quiser mas biologicamente é homem e ponto final, portanto use o banheiro de homem.

De agressor (homem que quer usar banheiro feminino) tenta se passar por vítima.

A designação "mulher" e "homem" para banheiros é biológica, não é relativa à preferência sexual.

A coisa é bem simples : quem tem "pipi" usa o banheiro para quem tem "pipi". Quem não tem "pipi" usa o banheiro para quem não tem "pipi".

Marcos PB

Anônimo disse...

Concordo com a existência de três banheiros em estabelecimentos comerciais. Pois heterossexuais e homossexuais não devem ser obrigados a passarem por nenhum tipo de constrangimento. Todo ser humano merece respeito, independente da sexualidade, credo, etnia, cor, etc.

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