quarta-feira, 21 de março de 2012
Guatemala condena criminosos da ditadura a mais de 7.000 anos de prisão
Guatemala sentencia paramilitares a 7.710 anos de prisão
DA FRANCE PRESSE, NA CIDADE DA GUATEMALA
Um tribunal da Guatemala condenou nesta terça-feira a 7.710 anos de prisão cinco paramilitares pela morte de 256 índios durante a guerra civil no país, em 1982, informou a juíza Jazmin Barrios, que emitiu a sentença.
Durante todo o julgamento, que contou com a participação de testemunhas da ação, a juíza afirmou que a participação dos acusados foi demonstrada e que eles atuaram com "perversidade e crueldade" contra a vítimas.
O saldo foi conseguido após impor a pena de 30 anos de prisão por cada uma das vítimas, o que soma 7.680 anos, e mais 30 por crimes contra a humanidade. A juíza considerou a pena simbólica, já que a pena máxima de prisão é de 50 anos.
Os condenados foram cinco membros das Patrulhas Civis, milícias coordenadas pelo Exército durante a guerra civil guatemalteca: Eusebio Grave, Julián e Mario Acoj, Santos Rosales e Lucas Tecú, que foram presos em agosto de 2011.
As mortes de indígenas, da etnia maia Achí, aconteceu em 18 de julho de 1982, na comunidade Plan de Sánchez, no norte do país, durante o governo do então ditador Efraín Ríos Montt.
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