domingo, 1 de julho de 2012

Posso falar mal de morto?

Uns sujeitos andaram me criticando e/ou xingando por dar uns chutinhos no Reinaldo Azevedo de Jundiaí, falecido recentemente. Ainda estou pensando se publico ou não os comentários. Lembrem-se que o blog é meu e não ganho nada com isso, muito pelo contrário.

Vamos por partes: tenho direito de criticar um sujeito que sempre usou seu espaço na mídia de forma agressiva e grosseira? Tenho, o cara por discordar de um protesto de ciclistas chamou-os de imbecis, com grande destaque. Imaginem o que ele fazia quando os interesses do heptacassado prefeito de Jundiaí estavam envolvidos. O PSDB usa em toda parte a mesma estratégia de comprar, literalmente, a mídia para conseguir blindagem total. Embora a mídia de Jundiaí seja reacionária pela própria natureza, sempre existe o perigo de vazar alguma barbaridade demotucana por algum desses acasos. Com a mídia inteiramente dependente das verbas da prefeitura nem buraco na rua é noticiado. Sabem quem cuida da publicidade da pouco importante nacionalmente cidade de Jundiaí? Sim, bebês, Duda Mendonça! É como se o Paulista de Jundiaí contratasse Messi, estranho não? Era assim o falecido, defensor automático de tudo que é reacionário e preconceituoso.

Concluindo: se vivo eu podia criticá-lo, não é a morte que vai mudar alguma coisa. Tivesse eu ido ao velório para cuspir no cadáver , como fizeram com Pinochet, ou zombar da família e amigos, se é que tinha, vá lá. Mas no lugar e da maneira que fiz está certíssimo. Vergonhoso é o que faz (faz sim, não fazia não) a direita com Lula e Dilma, torcendo por suas mortes ao saber de suas doenças. Nem eu, nem o morto sabíamos o que a vida nos destinava. Quem sabe não seja amanhã o meu dia? Não se acanhem, podem me xingar à vontade depois de morto.

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4 comentários:

Adir disse...

Pois é, caixão não tem gavetas!

Anônimo disse...

Claro que pode falar mal de morto. Só podia aguardar um pouco mais. Precisa ser no dia que o cara morre? Para que isso? e ainda liberar comentários dizendo que foi tarde. Você não precisa disso. qual o sentido disso?

Anônimo disse...

Prezado (a),

Eu gostaria de lamentar a forma com que o seu blog e alguns comentários estão sendo feitos em relação ao Mazzoni. Todos podem concordar ou discordar, aceitar ou reijeitar comentários. Mas, em um momento como este, de dor das pessoas que conviviam com ele, deveria haver o mínimo de respeito. Eu conheci o Mazzoni pessoalmente, era uma pessoa intensa e que nunca escondia o que pensava. Ele tinha a virtude de mostrar a cara em seus comentários, coisa que muita gente não faz. É evidente que eu discordava de muitas de suas opiniões, e eu fazia isso muitas vezes por escrito no JJ. Ele nunca me impediu de ter a minha liberdade, o meu ponto de vista, a minha opinião no JJ que eram diferentes da dele. O convívio democrático é isso. Eu defendo o seu direito de falar o que pensa, quando vc pensa, da forma que vc pensa. Mas, eu gostaria de lamentar repudiar a forma com que isso está sendo feito e o momento. O Mazzoni merece todo o meu respeito, como pai de familia, como profissional e como cidadão. Eu admiro quem critica e mostra a cara, não interessa a opinião que tenha.
Abraços
Rafael Alcadipani

Esquerdopata disse...

Ele morreu no sábado e fiquei sabendo no domingo. Se fosse deixar para outro dia não iria nem lembrar dessa criatura que consumiu tantos recursos do planeta e em troca não deu nada.

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