Pronunciamento da presidenta Dilma em rede de TV - 1º de maio
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Pronunciamento da presidenta Dilma sobre o Dia do Trabalhador
“O trabalhador tem o direito de usufruir tudo que o seu país produz”, diz Dilma Rousseff
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (30), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, que todo trabalhador tem o direito de usufruir de tudo que o seu país produz. Na véspera do feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador, a presidenta Dilma disse que não quer ser apenas a presidenta que cuida do desenvolvimento do país, mas ser a que cuida, especialmente, do desenvolvimento das pessoas.
“Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas. Cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar por uma saúde melhor para os brasileiros pobres e de classe média; significa prover educação de qualidade em todos os níveis. (…) Cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar incessantemente para acabar a pobreza extrema em todas as regiões do país; significa enxergar o trabalhador como cidadão e, por isso, pleno de direitos civis; enxergá-lo também como consumidor, com condição de comprar todos os bens e serviços que sua família precise para viver de maneira cômoda e feliz”.
Dilma Rousseff iniciou o pronunciamento oficial enfatizando que 1º de Maio “é um bom dia para refletirmos sobre uma verdade nem sempre lembrada”, disse ela. E completou: “tudo que um país produz é fruto do esforço do trabalhador e, por isso, todo trabalhador tem o direito de usufruir de tudo que o seu país produz”.
“Para usufruir cada vez mais da riqueza do Brasil, o trabalhador brasileiro precisa de melhores empregos, de salário digno, educação de qualidade e formação profissional adequada às necessidades do mundo moderno. Para garantir esses direitos do trabalhador, o país necessita consolidar seu crescimento, equilibrar sua economia, diminuir as desigualdades, proteger sua indústria e sua agricultura, desenvolver novas tecnologias e ser, cada vez mais, competitivo e soberano no mundo”.
A presidenta, durante o pronunciamento, lembrou que o esforço do governo em reduzir os juros faz parte da luta de proporcionar às famílias brasileiras condições dignas de consumo.
“A economia brasileira só será plenamente competitiva quando nossas taxas de juros, seja para o produtor, seja para o consumidor, se igualarem às taxas praticadas no mercado internacional. Quando atingirmos este patamar, nossos produtores vão poder produzir e vender melhor, e nossos consumidores vão poder comprar mais e pagar com mais tranquilidade”.
A presidenta Dilma enfatizou que é inadmissível que o Brasil, “que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo”. Segundo destacou, “o Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra, com presteza e honestidade, os seus compromissos”.
Durante o pronunciamento, a presidenta Dilma disse também que é preciso encontrar mecanismos que permitam diminuição dos impostos para produtores e para consumidores, além de uma taxa de câmbio que possibilite a defenda da indústria e da agricultura brasileiras.
“Para que o nosso país tenha uma economia mais forte é preciso, ainda, que encontremos mecanismos que permitam uma diminuição equilibrada dos impostos para produtores e para consumidores. E também que tenhamos uma taxa de câmbio que defenda nossa indústria e nossa agricultura, em suma, os nossos empregos, e que o governo utilize os recursos públicos, sempre de forma eficiente e honesta, para que a população sinta, da forma mais efetiva possível, o bom retorno do imposto que paga”.
Dilma Rousseff enfatizou ainda que seu governo não deixará de cobrar que todos façam sua parte para o crescimento do Brasil e de todos os brasileiros. “Garanto às trabalhadoras e aos trabalhadores brasileiros que vamos continuar buscando meios de baixar impostos, de combater os malfeitos e os malfeitores e, cada vez mais, estimular as coisas bem-feitas e as pessoas honestas de nosso país”, disse.
Pronunciamento da presidenta Dilma sobre o Dia do Trabalhador
O significado da indicação de Brizola Neto
Luis Nassif

A nomeação de Brizola Neto para o Ministério do Trabalho permite uma leitura objetiva: a presidenta Dilma Rousseff não se curvou aos riscos da CPI e vai pagar para ver.
Apesar de originalmente do PDT, Dilma conheceu Brizola Neto apenas na campanha de 2010. E reconheceu desde logo o papel eficiente que desempenhou com seu blog O Tijolaço.
Depois, deu tempo ao tempo, com seu estilo que vai se consolidando: em vez de movimentos bruscos, ações planejadas, lentas porém seguras.
Durante o dia, no Twitter liam-se mensagens de colunistas desdenhando a falta de formação acadêmica de Brizola Neto. Curiosamente, seu Tijolaço tem uma consistência e uma linguagem imensamente superior à da maioria dos colunistas – incluindo seus críticos.
No final da tarde, O Globo se valeu dos expedientes de sempre, dando voz apenas aos críticos de Brizola Neto e sonegando as declarações a favor.
Foi um lance consolidador e repleto de significados. No mesmo momento em que a velha mídia incensa como seu porta-voz Miro Teixeira, do PDT, Dilma indica Brizola Neto, um dos críticos mais consistentes dos vícios do velho jornalismo, assim como seu avô.
O significado da indicação de Brizola Neto
O julgamento do mensalão
Marcos Coimbra

Quando os historiadores do futuro fizerem o balanço da época em que vivemos, é bem provável que sobressaiam coisas às quais hoje não damos nenhuma importância. É quase impossível dizer quais serão. Alguém perceberia, em 1960, nos trabalhos de um obscuro engenheiro da Rand Corporation, a semente da internet?
O que, do presente, entrará para a história? De tudo que achamos importante hoje, o que, no futuro, permanecerá significativo? Ninguém sabe.
Mas há um consolo: é fácil perceber o que se provará irrelevante. Em tudo – na vida social, nas artes, na ciência, na tecnologia – não é complicado enxergar o desimportante.
Também na política. E se há um candidato ao troféu de maior não evento deste período de nossa vida política, seu nome é “o julgamento do mensalão”. Quem lê a dita grande mídia brasileira tem a impressão oposta. Fica com a sensação de que se trata de uma coisa fundamental. Que é a mais transcendental de todas as que temos em nossa agenda.
Isso só se acentuou depois que a CPI do Cachoeira se tornou inevitável. A partir daí, os principais veículos de nossa indústria de comunicação, seus editorialistas, colunistas e comentaristas, decretaram que o “julgamento do mensalão” seria a prioridade.
Exigem que seja logo, que conclua pela culpa dos -acusados e reclamam punições exemplares. Têm consciência de que, juridicamente, o caso é frágil, mas não se importam: afirmam que a “opinião pública” clama por uma “resposta firme”. E que o STF tem a obrigação de atendê-la. E que o ministro que titubear na condenação é fraco – para dizer o mínimo.
O que querem do julgamento? Simples – e errado – seria dizer justiça. Na democracia, essa só aparece ao final, depois que o rito judiciário é integralmente cumprido. Nunca antes.
Admitamos, por hipótese, que o STF resolva pela absolvição de todos ou alguns dos acusados – o que, pelas provas coletadas contra eles, não seria surpresa. Estará nossa mídia disposta a aceitar o julgamento como justo? Ou, como já condenaram todos por antecipação, a decisão será questionada e ridicularizada?
É possível que ela se sinta “representante” e “guardiã do povo”, em seu nome exigindo justiça. O problema é que nada sustenta a tese. A sociedade não dá qualquer mostra de que deseja que ela exerça tal papel.
O “julgamento do mensalão” não quer dizer nada para a vastíssima maioria do País. Ela nem sequer sabe que está por acontecer. É claro que existe uma militância oposicionista na sociedade, que se agita e reivindica rigor no julgamento. Só que é pequena. Quando, por exemplo, tentaram encher as ruas de “indignados”, ficou claro que são poucos.
Que vitória política terão os adversários do governo e do “lulopetismo” se os acusados forem condenados? Isso alteraria a avaliação largamente favorável dos oito anos de Lula e dos quatro de Dilma, que começaram bem, aos olhos da população? Isso mudaria o favoritismo de ambos – pois Lula e Dilma lideram com imensa vantagem as pesquisas – para vencer as eleições de 2014? O “julgamento do mensalão” não vai reescrever o passado ou modificar o futuro da política brasileira.
A campanha para que aconteça já e para que redunde na condenação de todos os acusados nada tem a ver com a ideia de justiça. Não responde a anseios reais da vasta maioria da sociedade. Nada altera de concreto em nossa política. É por isso que seu significado no longo prazo é tão limitado.
Mesmo que, nos próximos meses, tenhamos de ouvir falar do assunto até não poder mais.
O julgamento do mensalão
Serra deu R$ 34 milhões à editora que publica a revista Veja quando era governador de SP
Tucano escolheu um ex-jornalista da revista para assumir sua campanha à Prefeitura de SP
Do R7

Do R7
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| Compra das assinaturas pelo governo representava cerca de 25% da tiragem da Nova Escola |
Um levantamento feito junto ao Diário Oficial do Estado de São Paulo mostra que o ex-governador José Serra, quando ocupava o cargo, pagou cerca de R$ 34 milhões ao longo de um ano ao Grupo Abril, responsável pela publicação da revista Veja.
A pesquisa feita pelo jornalista Altamiro Borges em 2010, do jornal Correio do Brasil, revela que o dinheiro era transferido do governo paulista para o grupo por causa de assinaturas de revistas.
Parte do dinheiro foi destinado para a compra de cerca de 25% da tiragem da Nova Escola e injetou alguns milhões nos cofres de Roberto Civita, o empresário que controla a Editora Abril
Além disso, na época, o tucano também apresentou proposta curricular que obrigava a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições do Guia do Estudante, outra publicação do grupo.
Depois de vários contatos, o R7 aguardava o retorno prometido pelos assessores do ex-governador.
Caso Cachoeira e a Veja
Nesta semana, gravações feitas pela Polícia Federal, às quais o R7 teve acesso, mostraram que Cláudio Abreu , ex-diretor da Delta Construções, deu orientações a um dos redatores-chefes da revista Veja, Policarpo Júnior, para produção de uma reportagem sobre Agnelo Queiroz (PT-DF).
Dias antes, foi publicada uma denúncia sobre a atuação do governador na operação Caixa de Pandora, que derrubou o antecessor e rival José Arruda (ex-DEM).
Aparentemente, o grupo de Cachoeira tentava abastecer a revista com informações que interessavam a seus negócios.
Entre o dia 29 e 30 de janeiro, membros do grupo discutiram a repercussão da matéria e usaram a história para pressionar o governo pelo cumprimento de uma promessa não identificada pelo inquérito da PF.
Recentemente, Serra, atual pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, anunciou o jornalista Fábio Portela, ex-editor de Brasil da revista Veja, como coordenador de imprensa de sua campanha.
Serra deu R$ 34 milhões à editora que publica a revista Veja quando era governador de SP
Stepan Nercessian (PPS-RJ) e Lereia (PSDB-GO), viajaram à Europa com dinheiro público a serviço de Cachoeira
Os Amigos do Presidente Lula

Em missão oficial na Europa, os deputados Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ), ligaram, de Paris, para o empresário Carlinhos Cachoeira. O conteúdo da conversa -que consta do inquérito da Operação Monte Carlo- mostra intimidade entre eles.
Lereia inicia a chamada, em 12 de julho de 2011: "Bonjour, monsieur!". Cachoeira identifica o amigo: "Tá de fogo, Lereia?". "Rapaz, arrumei um negócio pra você aqui agora. Grupo Cassino. Eu disse, cassino é negócio de jogo (risos)", brinca o deputado.
Depois, falam do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), chamado de "nosso líder". "Vou levar pra ele um Château Margaux (vinho que pode custar até R$ 500)".
Em tom de deboche, falam sobre um empréstimo de R$ 200 mil para comprar um apartamento em Paris. Lereia diz: "Dá pra você depositar pra ele [Stepan]? Paris baixou demais o preço".
Nercessian havia pedido R$ 160 mil a Cachoeira, no mês anterior, para comprar um apartamento no Brasil.
Stepan pega o telefone e segue: "Você deposita 200 na conta, eu tiro a xerox, e eles vendem fácil pra nós."
Os dois viajaram à Europa para participar de reuniões com a delegação do Parlamento Europeu. Receberam cinco diárias de R$ 350 da Câmara.
Helena™
Stepan Nercessian (PPS-RJ) e Lereia (PSDB-GO), viajaram à Europa com dinheiro público a serviço de Cachoeira
Brizola Neto é o novo ministro do Trabalho do governo Dilma
GUSTAVO GANTOIS
Terra

Terra
Na véspera do Dia do Trabalhador, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu anunciar o nome do novo ministro do Trabalho. O deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) vai substituir Paulo Roberto Pinto, que ocupa o cargo há cinco meses como interino. A decisão foi tomada em reunião na manhã desta segunda-feira entre Dilma e o presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi.
O anúncio oficial deve ser feito dentro de minutos. O novo ministro, que está em Brasília, foi chamado às pressas ao Palácio do Planalto para ser comunicado da decisão. Brizola Neto disputava a indicação com outros dois nomes. O também deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) tinha a preferência interna do partido, mas sofria forte resistência de Dilma e dos ministros palacianos, entre eles Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência. O outro nome, com menos chances, era do secretário-geral do PDT, Manoel Dias.
Dilma foi convencida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Fonte da informação?) a não passar as comemorações do Dia do Trabalhador sem um nome definitivo à frente da pasta que cuida das políticas para o setor. Brizola Neto, 33 anos, é o mais novo ministro da Esplanada dos Ministérios. Filiado ao PDT desde 1997, é neto do ex-governador Leonel Brizola e foi vereador da cidade do Rio de Janeiro antes de ser eleito para o primeiro mandato como deputado federal, em 2006.
Brizola Neto é o novo ministro do Trabalho do governo Dilma
Agência de classificação de risco rebaixa nota de 16 bancos da Espanha
Na lista estão Santander e Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA); revisão ocorre após o rebaixamento da dívida soberana do país europeu na semana passada
Agência Estado
Em comunicado, a S&P citou implicações negativas diretas do rebaixamento da dívida soberana do país ocorrida na quinta-feira para a redução da nota desses bancos, cujos ratings são impulsionados pela disponibilidade de apoio do governo.
A agência de classificação de risco também observou que os fatores por detrás desses rebaixamentos podem impactar em sua visão sobre os riscos econômicos e industriais que podem afetar o sistema bancário espanhol, e dos fatores que impulsionaram sua avaliação sobre os perfis individuais do crédito de cada banco.
Como parte das ações desta segunda-feira, a S&P rebaixou seus ratings de crédito de contraparte de longo prazo do Banco Santander de A+ para A-, e seus ratings de suas dívidas de primeiro grau de A+ para A-.
A Agência também cortou seus ratings de crédito de contraparte de longo prazo do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) de A para BBB-, com a perspectiva negativa, e seus ratings de dívidas de primeiro grau de A para BBB-.
A S&P afirmou que espera concluir até o final de maio sua revisão sobre as implicações mais amplas do rebaixamento da dívida soberana da Espanha, o que pode gerar riscos à economia e ao setor industrial, bem como aos bancos do país. As informações são da Dow Jones.
Agência de classificação de risco rebaixa nota de 16 bancos da Espanha
Vice de Agnelo tramava para derrubar governador
Brasil 247
RESUMO
KID 9 (KlD NOVE).
FALAM SOBRE SUCESSÃO DO DIRETOR DA PCDF. ENCONTRO DE SANDRO AVELA E ERIC SEBA (FILMAGEM)
APARTAMENTO QUE CARLINHOS DEU PRA MINO PEDROSA.
====================================================
TELEFONE NOME DO ALVO
6192800078 Idalberto Matias de Araujo - Monte Carlo
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
DADA X MARCELÃO PLX
DATNHORA INICIAL DATNHORA FINAL DURAÇÃO
07/02/201213:32:54 07/02/201213:34:32 00:01:38
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO A
RESUMO
MINO PEDROSA TEM UM CONTRATO COM O FILlPELI R$ 100.000 POR MES. ENTÃO O SOMBRA DEVE ESTAR SENDO F1NANDIADO PELO FILlPELI.
A CUNHADA DO MINO TRABALHO NO GABINETE DE DEMOSTENES (SENADOR)
============================================================

A crise política deflagrada pela Operação Monte Carlo pode ganhar contornos incontroláveis no Distrito Federal. Um dos trechos do inquérito vazado pelo 247 aponta que o vice-governador Tadeu Filipelli, do PMDB, conspirava para derrubar o governador Agnelo Queiroz, do PT. O trecho aparece na página 202, do anexo 7 (leia mais aqui).
Trata-se do resumo de uma conversa entre o espião Idalberto Matias, o Dadá, e o policial Marcelão, que é também dono de uma agência de publicidade no Distrito Federal, a Plá. Nela, ambos comentam que o jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlos Cachoeira, teria um contrato de R$ 100 mil mensais, que seriam pagos por Filipelli. Ambos comentam ainda que outro jornalista, chamado Edson Sombra, seria também remunerado pelo vice-governador. Há ainda uma anotação sobre um apartamento que teria sido dado por Cachoeira a Mino Pedrosa em Brasília. Além disso, Mino teria uma cunhada empregada no gabinete de Demóstenes Torres (sem partido/GO).
Nos últimos meses, o governador Agnelo Queiroz recebeu ataques em série. Denúncias, que antes eram publicadas em blogs de jornalistas do DF, como Edson Sombra e Mino Pedrosa, depois eram amplificadas em veículos de grande circulação nacional, como Veja e Época. Até agora, no entanto, o inquérito tem revelado que o esquema Delta-Cachoeira não conseguiu se infiltrar no governo do Distrito Federal da mesma maneira como dominava o estado de Goiás (sobre isso, leia o post de Ricardo Noblat).
CPI da Arapongagem
Como as ligações entre a Delta e o governo do Distrito Federal são frágeis, a tentativa de impeachment incorporou uma nova estratégia. Agnelo passou a ser acusado de montar uma rede de arapongas para grampear políticos, jornalistas e empresários. Entre eles, o vice-governador Tadeu Filipelli e o jornalista Edson Sombra. Sobre isso, já há até uma CPI instalada no Distrito Federal.
Nesta sexta, Filipelli representou ao Ministério Público Federal, solicitando a apuração de uma possível investigação ilegal, realizada contra ele, alegando a necessidade de defender as instituições. Ocorre que os grampos da Operação Monte Carlo revelam que o Watergate brasiliense pode ter sido montado justamente por aqueles que seriam beneficiados pela queda do governador.
Abaixo, o trecho do relatório da PF que menciona a doação do apartamento de Mino Pedrosa e o pagamento de jornalistas por Filipelli:
RESUMO
KID 9 (KlD NOVE).
FALAM SOBRE SUCESSÃO DO DIRETOR DA PCDF. ENCONTRO DE SANDRO AVELA E ERIC SEBA (FILMAGEM)
APARTAMENTO QUE CARLINHOS DEU PRA MINO PEDROSA.
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TELEFONE NOME DO ALVO
6192800078 Idalberto Matias de Araujo - Monte Carlo
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
DADA X MARCELÃO PLX
DATNHORA INICIAL DATNHORA FINAL DURAÇÃO
07/02/201213:32:54 07/02/201213:34:32 00:01:38
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO A
RESUMO
MINO PEDROSA TEM UM CONTRATO COM O FILlPELI R$ 100.000 POR MES. ENTÃO O SOMBRA DEVE ESTAR SENDO F1NANDIADO PELO FILlPELI.
A CUNHADA DO MINO TRABALHO NO GABINETE DE DEMOSTENES (SENADOR)
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Vice de Agnelo tramava para derrubar governador
Café com a presidenta
Governo faz investimento histórico no transporte público das grandes cidades
"Esse é o caminho do desenvolvimento justo: investir para gerar melhores condições de vida"

"Esse é o caminho do desenvolvimento justo: investir para gerar melhores condições de vida"
O Governo Federal, em parceria com os Estados e os Municípios, vai investir nos próximos anos R$ 32,4 bilhões no transporte público das grandes cidades brasileiras, que enfrentam os maiores problemas na mobilidade urbana. Esse investimento histórico em metrôs, VLTs (veículos leves sobre trilhos), monotrilhos e corredores exclusivos de ônibus são fundamentais para que essas grandes cidades funcionem de forma mais organizada, e que os moradores tenham melhor qualidade de vida.
Café com a presidenta
domingo, 29 de abril de 2012
Conosco ninguém podemos
Momento único
As últimas gravações que vários blogs estão publicando não deixam mais dúvidas sobre o caso Demóstenes/Cachoeira: é o maior escândalo político surgido no país em muitos anos.
O grau de envolvimento do senador com o esquema criminoso é amplo, geral e irrestrito, e tudo indica que Cachoeira também contava, para turbinar seus negócios, entre tantos mais, com a ajuda generosa do governador Marconi Perillo e da revista Veja.
A oportunidade que esse caso dá ao Brasil para se curar de um dos seus males endêmicos mais nefastos, a corrupção, é enorme. As autoridades policiais e judiciárias, assim como os políticos honestos que ainda existem, têm pela frente o desafio de levar adiante o processo da forma mais republicana possível, sem se deixar contaminar pelos seus inegáveis atrativos ideológicos.
Se isso for feito, se aos implicados forem dadas as oportunidades de defesa que recentemente foram negadas a tantas pessoas, quem sabe não estabeleça um divisor de águas que interrompa o interminável fluxo de sujeiras que vem abalando o Brasil há tanto tempo.
O mais importante nessa história não é a punição que possa ser aplicada a uns e outros. Ela, de qualquer maneira, já foi dada: a repercussão das diatribes cometidas pelo bando é tão grande que ninguém, daqui em diante, vai querer se aproximar de seus integrantes.
O que vai diferenciar este caso de muitos outros é a possibilidade de, a partir dele, os órgãos e as pessoas públicas passarem a fixar como regra dos relacionamentos profissionais a transparência e o interesse social, e não, como é muito frequente hoje, a propina como maior indutor dos negócios.
Está claro que o país passa por um momento especial em sua história. O que acontece agora é algo impensável há alguns anos. E isso só foi possível graças ao trabalho de um exército de abnegados que se indignou com o fato de a informação ser refém de meia dúzia de grupos empresariais que veem nela apenas uma moeda de troca para seus interesses.
Sem a internet, sem as centenas de blogs e sites que se contrapõem à imprensa "oficial", Demóstenes/Cachoeira/Perillo/Veja e toda essa turma estariam alegres e fagueiros por aí, contaminando toda a sociedade com o veneno de sua ação corruptora.
Quem sabe a luta desses inúmeros Brancaleones sirva de exemplo para aqueles que detêm o poder de mudar alguma coisa.
Conosco ninguém podemos
Aliado de Cachoeira diz que orientou diretor da Veja em matéria sobre governador Agnelo, revela PF
Grupo tentava abastecer a revista com informações de seu interesse
R7

R7
Em uma das gravações feitas pela Polícia Federal, à qual o R7 teve acesso, Cláudio Abreu , ex-diretor da Delta Construções, diz que deu orientações a um dos redatores-chefes da revista Veja, Policarpo Júnior, para produção de uma reportagem sobre Agnelo Queiroz (PT-DF). Dias antes, foi publicada uma denúncia sobre a atuação do governador na operação Caixa de Pandora, que derrubou o antecessor e rival José Arruda (ex-DEM).
Aparentemente, o grupo de Cachoeira tentava abastecer a revista com informações que interessavam a seus negócios. Entre o dia 29 e 30 de janeiro, membros do grupo discutem a repercussão da matéria e usam a história para pressionar o governo para o cumprimento de uma promessa não identificada pelo inquérito da PF. A íntegra do documento sobre o caso foi divulgado nesta sexta sexta-feira (27) pelo site Brasil 247 e traz parte das gravações feitas pela polícia na operação Monte Carlo, que começou em 2008 e investigou a quadrilha que explorava jogos ilegalmente chefiada por Cachoeira.
Uma das armas do grupo é o senador Demóstenes Torres (DEM), que deu declarações – e poderia dizer mais – à imprensa a respeito do caso.
m conversa telefônica do dia 30 de janeiro, Dadá – Idalberto Matias de Araujo, o braço direito de Cachoeira – diz a um interlocutor identificado como Andrezinho que sabia da reportagem na Veja antes da publicação e que tinha pedido para o chefe “provocar para que o senador [Demóstenes Torres] fosse ouvido na matéria”.
No mesmo dia, Cachoeira pergunta a Dadá:
- Será que ele [Agnelo] cai?
Nesta degravação, a Polícia Federal especifica que eles comentam sobre a reportagem da Veja que trata do caso do governador do DF.
A estratégia dos dois era continuar “batendo” do governador até que ele resolvesse certo problema. Outra possibilidade que Dadá levanta é arquitetar a queda de Agnelo em três ou quatro meses para que o vice-governador, Tadeu FIlipelli, assumisse.
- Aí ele resolve nossa vida, né possível! (sic)
Em outra gravação, do mesmo dia, Cláudio Abreu comemora possivelmente as denúncias contra Agnelo. O ex-diretor da Delta comenta:
- Arrebentou hein, o bicho arrebentou, hein.
Carlinhos confirma.
- Foi bom demais, hein.
Abreu fala sobre atuação junto a PJ, provavelmente se referindo a Policarpo Junior, jornalista da Veja.
- Mas eu já tinha falado isso pro PJ lá: ‘PJ, vai nesse caminho bicho. Se o PJ for em cima do cara que eu falei, do ‘alcoforado’ (?), rapaz do céu, vai estourar trem pra c****.
Nos grampos efetuados pela PF, aparecem telefonemas de Cachoeira para o diretor da revista em Brasília. O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), defendeu que o empresário Roberto Civita, proprietário da Editora Abril, seja convocado para depor na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) aberta no Congresso sobre o caso.
Em 30 de março, Reinaldo Azevedo, colunista da revista, saiu em defesa de Policarpo, dizendo que “vem sendo vítima de uma campanha asquerosa, movida por bandidos”. Segundo Azevedo, “o chefe da Sucursal da Veja em Brasília falou, sim, com Cachoeira e seus ‘auxiliares’ muitas vezes. Ele e quase todos os jornalistas investigativos de Brasília. Em todas elas, estava em busca de informações que resultaram em reportagens que, de fato, derrubaram muita gente. Ousaria dizer que muitos milhões, talvez bilhões, de dinheiro público deixaram de sumir pelo ralo da corrupção em razão do trabalho de Policarpo”.
Aliado de Cachoeira diz que orientou diretor da Veja em matéria sobre governador Agnelo, revela PF
Merval é desinformado, burro ou desonesto?
Precipitado, Merval inocenta Policarpo e Veja
Brasil 247

Brasil 247
Vazamentos. Este é o título da coluna do jornalista Merval Pereira, publicada neste domingo no jornal O Globo. Claramente, o objetivo é limpar a barra da revista Veja e do seu diretor Policarpo Júnior, que se relacionava frequentemente com o bicheiro Carlos Cachoeira.
Merval diz que o inquérito completo da Operação Monte Carlo, vazado pelo 247, comprovaria a lisura das relações entre Veja e Cachoeira. Várias hipóteses podem ser levantadas: (1) Merval não leu o inquérito; (2) Merval leu e não compreendeu; (3) a defesa faz parte do pacto de não agressão firmado por Globo, Abril e Folha (leia mais aqui).
Até agora, o inquérito já revelou vários pontos que merecem ser discutidos pela imprensa séria:
1) Cachoeira produziu os filmes ilícitos do Hotel Naoum, publicados na revista Veja, com o objetivo de “incendiar a República”.
2) Cachoeira produziu a denúncia contra o ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, publicada na revista Veja, para favorecer a construtora Delta – aliás, foi a revista Época, da Globo, quem fez a denúncia de que Cachoeira se vangloriava de ter “colocado no r...” do Pagot.
3) Cachoeira e Demóstenes Torres tentaram provocar o impeachment do governador Agnelo Queiroz, com denúncias publicadas na revista Veja, por meio do “PJ” (Policarpo Júnior). Sobre isso, leia mais aqui.
4) “Poli”, outro apelido de Policarpo Júnior, também aparece no inquérito numa tentativa de “f...” um secretário de segurança pública.
No mínimo, Merval Pereira foi precipitado. No relatório, Policarpo Júnior aparece também com codinomes. Em alguns momentos, além de “Poli” e “PJ”, ele é chamado de “caneta”.
Mas, para o colunista da Globo, não há nada de anormal neste relacionamento entre um jornalista e um dos maiores contraventores que o Brasil já produziu. Eis o que diz o jornalista do Globo:
“Eles (os vazamentos) demonstram mais uma vez que o relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito, ficando preservada, por tudo que se conhece até o momento, a tênue linha que separa a ética jornalística de atos que podem comprometê-la. O caso do jornal popular “News of the World”, que colocou seus diretores e proprietários no banco dos réus, é exemplar dessa diferença: lá os jornalistas contratavam arapongas para espionar celebridades e políticos. Aqui, até o momento está demonstrado que a revista se utiliza de gravações realizadas para revelar os escândalos da República.”
Ora, Merval. Aqui é muito pior: o bandido contratava os arapongas. As gravações – que Merval não define como legais ou ilegais - não eram realizadas para revelar escândalos da República. Mas, sim, para defender interesses comerciais privados, como os da construtora Delta ou do próprio Cachoeira.
Segundo Merval, o máximo que o inquérito revela é o tratamento “íntimo” do bicheiro com o jornalista e o pedido de uma notinha.
Na posição que ocupa, de principal articulista da Globo, Merval, membro da Academia Brasileira de Letras, acaba de chancelar a associação entre o crime e a imprensa.
Merval é desinformado, burro ou desonesto?
A morte do jornalista Décio Sá
A sangue frio

...
O caso de Décio se somou a uma série de assassinatos ocorridos desde outubro do ano passado. Naquele mês, um empresário foi morto por reagir a uma tentativa de grilagem de um terreno de sua propriedade numa das áreas mais valorizadas de São Luis. Com um tiro na nuca, foi encontrado enterrado numa cova rasa aberta em seu próprio terreno.
Pouco depois, dois irmãos, empresários de um grupo petroquímico, foram mortos por um motoqueiro que fugiu. Cerca de 15 dias atrás, um suposto traficante conhecido como Rato 8 (em referência aos oito assassinados dos quais era suspeito) morreu numa emboscada montada por homens armados dentro de um carro a cortar a mesma avenida onde Décio seria alvejado.
Outro crime da série foi registrado no município de Buriticupu, onde o líder rural Raimundo Borges foi morto com cinco tiros disparados por um motoqueiro. Em nenhum caso os mandantes ou executores foram presos, embora a polícia garanta que as investigações estejam avançando.
“Isso virou uma prática comum. Agora todos se deram conta da situação porque aconteceu com o Décio, uma pessoa conhecida da cidade”, afirma Diogo Cabral, advogado da CPT e secretário da Comissão de Direitos Humanos da seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil.
Dessa vez os tiros acertaram um aliado do grupo que se reveza no poder do estado há pelo menos 40 anos. Décio Sá era notadamente um jornalista alinhado com a família Sarney – à boca pequena, colegas contam que ele era o único jornalista do estado a ter acesso à área VIP de Roseana Sarney na Sapucaí durante o desfile em homenagem a São Luis feito pela escola samba Beija-Flor.
Ex-correspondente da Folha de S.Paulo e depois colunista de O Estado do Maranhão, o diário da família Sarney, Décio colecionava inimigos devido à exposição de uma certa incontinência verbal em seu blog, um dos primeiros do estado. Por causa dele, transformou-se em persona non grata em muitos círculos – que, no Maranhão, se agrupam de forma bem delineada entre os amigos e inimigos dos Sarney.
No ano passado, não ousava aparecer na Assembleia Legislativa, onde policiais em greve acampavam como protesto. De sua trincheira, Décio emendava petardos em direção aos grevistas, que podiam ver o diabo na frente, mas não o blogueiro. Da mesma forma, evitou acompanhar o resultado da eleição para governador em 2006, quando Jackson Lago foi eleito. Do lado de fora do Tribunal Regional Eleitoral, cabos eleitorais prometiam uma surra no blogueiro caso aparecesse.
O jornalista Wilson Lima, repórter do portal iG e ex-correspondente de diversos veículos no Maranhão, conta que Décio era personagem até de charges publicadas nos jornais locais. Tudo por conta de seu perfil perfil “folclórico”. Numa delas, era retratado como um “homem-bomba” – um de seus bordões, ao fechar uma apuração, era que iria “detonar” determinado alvo.
Recentemente, Décio comprou briga até com os ex-colegas da Folha, atuando, segundo relato do próprio jornal, para derrubar a pauta dos repórteres que desembarcavam na capital maranhense em busca de noticias contra a família Sarney.
Em seis anos, se aproximou como pode do clã, mas colecionou inimizades pontuais a cada novo post. Nesse tempo, ele comprou briga até com cego que não era cego – quando revelou que um funcionário do Tribunal de Justiça havia passado em concurso na cota de deficientes alegando ser cego, o que Décio jurava de pé junto não ser verdade.
Décio era, segundo os colegas, uma pessoa bem relacionada mas de poucos amigos. Costumava ir para os bares sozinho para tomar suas long necks e estender o expediente por meio de telefonemas que só cessavam na madrugada. Um de seus favoritos era o Bar Estrela do Mar, onde foi morto. Ali, entre um telefonema e outro, ele costumava digladiar com as patas de caranguejos servidos com vinagrete e arroz de toicinho.
Medo. A reportagem de CartaCapital visitou o bar 36 horas após o crime. Apesar do clima de tranquilidade, ninguém ali parecia disposto a falar sobre o caso: a atendente baixava a cabeça, sem olhar para o repórter, quando questionada em qual mesa Décio estava sentado quando morreu. Em plena hora do almoço, o restaurante, um simpático quiosque aos pés da praia, estava vazio. O único movimento era de curiosos a diminuírem a velocidade ao passar pela avenida – e o alvoroço dos funcionários ao se reunir em frente ao aparelho de tevê para ver a fachada do estabelecimento estampada no noticiário.
Casqueiro (a versão maranhense para “marrento”), como descrevem os colegas, Décio não relatou, nos últimos dias, qualquer menção às ameaças. Estava acostumado a desdenhar os comentários mais acirrados que recebia em sua página eletrônica.
Décio tinha as costas quentes. Prova do prestígio do jornalista, capa dos principais jornais do Maranhão no dia seguinte, é que minutos após os disparos, o Bar Estrela do Mar já estava cercado de jornalistas e autoridades, entre elas o próprio secretário de Segurança Pública, Aluisio Mendes. A promessa de revide veio poucas horas depois, quando, dizendo-se chocada, Roseana prometeu capturar os autores do “ato de barbaridade”. Recuperando-se de cirurgia em São Paulo, Sarney pai também se manifestou. Mesmo convalescente, condenou a atrocidade (ele não citou as demais vítimas do desmando no estado) e declarou: o crime “atentava contra a democracia”.
Desmoralizada, a polícia prometeu um prêmio de cem mil reais para quem encontrasse o autor dos disparos. Não explicitou o assassino deveria ser encontrado vivo ou morto.
Conflitos de terra. Queima de arquivo, vingança, “bode expiatório”. O que não faltam, em São Luis, são palpites sobre as razões do assassinato. Em seus últimos posts, o blogueiro havia noticiado irregularidades na prefeitura de Turilândia, a prisão de assessores do Tribunal de Justiça, irregularidades em prefeituras do interior e a suposta participação de parlamentares em exploração sexual.
Mas a hipótese mais provável, levantada pelos próprios colegas de trabalho, é que a morte esteja relacionada indiretamente ao universo dos conflitos agrários. Dias antes de ser morto, Décio havia publicado reportagens contra um empresário de Barra do Corda, cidade do interior maranhense, suspeito de assassinar um líder rural. O empresário é filho do prefeito da cidade e iria a júri se não fosse uma estranha notícia publicada na véspera pelo blogueiro: quase todos os integrantes do júri eram ligados à família do acusado.
A publicação, com nome e “parentesco” dos jurados, melou o julgamento, afinal transferido para a capital – onde imagina-se que o empresário terá menos chances de sair ileso.
Quando foi atingido, Décio falava ao telefone com o vice-prefeito de Barra do Corda, Aristides Milhomem. Não parecia preocupado com possíveis ameaças: sentado numa cadeira do corredor próximo ao banheiro, estava desprevenido, de costas para a avenida, à espera de dois amigos: o também blogueiro Luis Cardoso (anti-Sarney) e o suplente de vereador Fábio Câmara, assessor da secretaria de Saúde do Maranhão. Entretido ao telefone, Décio não deu importância ao sujeito que desceu de uma moto à sua procura. Sem capuz ou óculos escuros, o que leva a polícia a suspeitar de que fosse um forasteiro, o assassino percorreu o corredor estreito do bar e conferiu onde estava o alvo. Passou por ele na ida ao banheiro. Na volta, deixou a encomenda: seis tiros disparados com uma pistola calibre 40, de uso da polícia. Em seguida, fugiu a pé, protegido pela ausência de câmeras de monitoramento ou policiamento.
Para despistar, cortou os barrancos de areia que serpenteiam a avenida e escondem os luxuosos prédios de uma área nobre encravada num bolsão de pobreza. Por ali, as únicas testemunhas eram um grupo de evangélicos a rezar no morro àquela hora da noite.
Ao saberem do burburinho sobre a morte do blogueiro, a reação de vários colegas foi a mesma: pegaram o telefone para tentar checar a notícia com a própria fonte.
Foram longos minutos em que o aparelho, de uso pessoal, vibrou e berrou em vão numa mesa do restaurante: aos 42 anos, Décio estava ao chão, com o rosto e o peito cravejado de tiros.
Morreu em combate: em uma das mãos, um outro celular, usado para trabalho, estava colado ao ouvido.
Instinto. A morte a tiros do jornalista, dentro de um bar de uma das mais movimentadas vias de São Luis, deixou desnorteado o grupo de repórteres políticos da região. A sensação, resumida por um deles, era: “se ele, que era querido pelos Sarney, morreu, imagine nós”.
O medo uniu, talvez pela primeira vez, sarneyzistas e oposição.
...
Leia a matéria completa na CartaCapital
A morte do jornalista Décio Sá
Como se enfrenta a seca no nordeste hoje
Sertanejo tem máquina de lavar, só que falta água
Aumento da rede de saneamento foi menor que o avanço de renda no NE
Sem água encanada, casas têm aparelhos como TV de LCD; renda subiu 42% e rede de saneamento, 6,9%
ENVIADO ESPECIAL A PARANATAMA (PE)
DANIEL CARVALHO
DE SÃO PAULO
O descompasso entre a implantação de infraestrutura hídrica no semiárido nordestino e o crescimento da renda dos seus moradores fez surgir na região vítimas da seca que não têm água encanada, mas moram em casas com antenas parabólicas, TVs de LCD e até máquinas de lavar.
Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), a renda no Nordeste cresceu 42% entre 2001 e 2009. Já o número de domicílios com água encanada na zona rural aumentou apenas 6,9% entre 2000 e 2010, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o descompasso resulta de "anos sem política de sustentabilidade hídrica".
Numa região onde apenas 35% dos domicílios rurais são ligados à rede de distribuição, a solução no período de estiagem são ações emergenciais. Só com carros-pipa, o governo federal vai gastar neste ano R$ 164,6 milhões.
CISTERNA E GELADEIRA
"Já passei por muitas secas, andava dois quilômetros para buscar água com o pote na cabeça", disse o agricultor aposentado Serafim Raimundo da Silva, 76, morador da zona rural de Paranatama, no agreste de Pernambuco.
"Hoje ainda não tenho água de cano [encanada], mas se quiser água gelada é só tirar da cisterna e colocar na geladeira", afirma ele.
O agricultor mora na mesma casa desde criança. Era de taipa, virou de madeira e agora é de tijolo, conta.
No telhado, uma antena parabólica divide espaço com um sistema de coleta de água da chuva. Na sala, há uma TV de LCD e, no quintal, a máquina de lavar roupa funciona com água de balde.
Da estrada que liga Paranatama à divisa com o Estado de Alagoas, é possível ver o brilho de outras parabólicas. Ao lado das casas, quase sempre há uma cisterna.
"Pegar água do barreiro virou coisa do passado", diz a agricultora Terezinha Leite da Silva, 55, que mora em Bom Conselho (PE).
"Antigamente, a gente era obrigada a coar a lama para beber [a água]", lembra ela. "Agora, ainda não tem água de torneira, mas a represa é só para lavar roupa e os animais", diz Terezinha.
Ela nasceu na região e morou em um barraco de taipa, no mesmo lugar onde ergueu sua casa de tijolos. Por três anos, recebeu o Bolsa Família, período em que financiou o armário onde guarda os eletrodomésticos.
O carro-pipa visita a região a cada 15 dias. Mas, se o reservatório esvazia antes disso, ela divide os R$ 60 que paga por uma carga d'água com a vizinha, Maria Ferreira, 25.
Sertanejo sofre menos com a seca, mas ainda cobra estrutura
EDUARDO SCOLESE
SECRETÁRIO-ASSISTENTE DE REDAÇÃO
Os efeitos da seca de hoje não são mais como antigamente. O clima é o mesmo, mas os sertanejos agora têm algumas armas para se defender da estiagem.
O leitor mais antigo da Folha deve lembrar da emigração de flagelados, de crianças esqueléticas na TV e de famílias se alimentando apenas de farinha, calangos, preás e pombas, cenas marcantes até a seca do final dos anos 70 e o início dos 80.
De lá para cá, cessaram os saques a armazéns, os assaltos a trens e o desespero por cestas básicas, muito por conta da chegada da aposentadoria rural, dos programas de transferência de renda, da eletrificação no campo e da construção de cisternas (reservatório de água tratada -e não barrenta- nos quintais).
Todos esses benefícios, porém, não vieram acompanhados de uma rede de distribuição de água às pequenas cidades e aos vilarejos isolados no Nordeste e no norte de Minas Gerais.
Em inúmeras localidades, não há encanamento que leve a água de rios e de açudes à torneira dos sertanejos.
Sem isso, a plantação e o gado definham na estiagem, e a "indústria da seca" revive. Em ano eleitoral, por exemplo, é comum o carro-pipa da prefeitura abastecer só as cisternas de aliados.
'BOLSA ÁGUA'
A diferença é que hoje as famílias ignoradas por esse prefeito têm como usar o dinheirinho da aposentadoria, do Bolsa Família e desse novo "Bolsa Estiagem" para comprar uma "carrada" de água -o dono do carro-pipa enche meia cisterna e estipula o preço pela distância entre a casa e o açude.
"Com a estiagem no auge, o preço [para alugar um carro-pipa] fica entre R$ 50 e R$ 300. Mas já tem gente cobrando até R$ 700 aqui na Bahia", diz Roberto Malvezzi, espécie de consultor da Comissão Pastoral da Terra para assuntos hídricos.
Essa estiagem de hoje, que atinge 90% do semiárido, deve acabar em outubro deste ano. Mas outra com certeza virá.
Espera-se que até lá o país que um dia conviveu com casos de antropofagia nas grandes secas e até importou dromedários africanos para matar a sede da população já tenha concluído a massificação das cisternas, a transposição e a revitalização do rio São Francisco e, principalmente, a implantação de uma rede de adutoras que leve água ao mais isolado dos nordestinos.
Como se enfrenta a seca no nordeste hoje
O PIB e o FIB
A iniciativa que veio do Himalaia
Paul Singer
Danos ambientais como efeito estufa e extinções não entram no PIB. O esforço de limpeza criado por um derramamento, aliás, faz com que fique maior
O PIB é o grande objeto de desejo das forças que governam nações. Ele é a somatória das transações -compras e vendas- realizadas nos mercados de um país em um ano.
Como a grande maioria dos bens e serviços produzidos se destina à venda, o valor de todas as transações corresponde ao total de mercadorias produzidas.
De um modo ou outro, as mercadorias produzidas são transacionadas e passam a satisfazer necessidades e desejos dos que as adquiriram. Daí a noção de que o PIB mede a riqueza produzida, que ao ser consumida passa a ser a causa eficiente do bem-estar da população.
Daí a importância econômica e política do PIB e de sua variação anual, pela qual se mede o sucesso ou o fracasso dos governos. Se não for o único medidor, é certamente um dos mais importantes.
Por isso, as nações se esforçam pela expansão perene e intensa de seu PIB. Mas, apesar de seu prestígio, o PIB, enquanto medidor indireto de bem-estar, tem lacunas.
A primeira é não incorporar o desgaste de recursos naturais, porque ninguém precisa pagá-lo. Evidentemente, se a terra sujeita a sucessivos plantios e colheitas perde a fecundidade, alguém pagará no futuro. O mesmo vale para o esgotamento de jazidas de petróleo, de minerais e da extinção de espécies de peixes e outras prendas da natureza.
Essa lacuna do PIB se torna mais grave quando a humanidade se defronta com os efeitos acumulados do consumo de combustíveis fósseis, que agravam o efeito estufa, aquecendo o planeta e trazendo calamidades. O PIB, além de não medir o custo da perda dos recursos naturais, contabiliza como positivos os gastos das nações para lutar contra desastres naturais como incêndios florestais, poluição de oceanos por derramamentos de petróleo, terremotos e maremotos.
Quanto mais desastres um país sofre, mais o seu PIB aumenta, de modo que o seu crescimento às vezes não representa o aumento do bem-estar do povo, mas a redução.
A outra lacuna do PIB é que ele ignora a forma como os produtos são distribuídos entre a população. Para medir a contribuição do PIB ao bem-estar popular, o seu valor é dividido pelo número de habitantes do país - daí o PIB per capita, que pressupõe que todos participam dele por igual, o que nunca ocorre.
No capitalismo neoliberal hoje prevalecente, a desigualdade de renda está em aumento: os pobres, em sua maioria, ficam mais pobres, e os ricos ficam ainda mais ricos.
Por causa dessas falhas do PIB, ganha importância a iniciativa do Butão, um pequeno reino no Himalaia, que no ano passado propôs à Assembleia Geral da ONU que a contabilidade nacional adotada pelas nações substitua o PIB pelo FIB, a Felicidade Interna Bruta, que o próprio Butão adota desde 2008.
O FIB foi construído para medir com exatidão a variação da felicidade da população. Após diversas consultas à população, os cientistas concluíram que a felicidade pode ser medida pelo grau de suficiência em nove áreas: bem-estar psíquico, saúde, uso do tempo, educação, diversidade cultural, boa governança, vitalidade comunitária, diversidade ecológica e padrões de vida.
O governo do Butão chegou à seguinte compreensão de felicidade: "Sabemos que a felicidade verdadeira, fiel a si mesma, não pode existir enquanto outros sofrem. Ela provém apenas de servir aos outros, vivendo em harmonia com a natureza".
Em julho de 2011, o reino do Butão apresentou à Assembleia Geral da ONU, com o apoio de 68 nações, uma proposta de resolução sobre "Felicidade: por uma abordagem holística ao desenvolvimento", que foi adotada por unanimidade pelos 193 países-membros da ONU.
Essa resolução urge uma abordagem mais inclusiva, equitativa e equilibrada, que promova o desenvolvimento sustentável, erradicação da pobreza, felicidade e bem-estar de todos os povos.
PAUL SINGER, 80, é secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi secretário municipal do Planejamento de São Paulo (gestão Luiza Erundina)
O PIB e o FIB
sábado, 28 de abril de 2012
Governador Sérgio Cabral se explica
Com relação a imagens veiculadas no blog do ex-Governador Anthony Garotinho, o Governador Sérgio Cabral declara:
"Nunca neguei minha amizade com o empresário Fernando Cavendish.
Jamais imaginei e, muito menos tinha conhecimento, que a sua empresa fizesse negócios com um contraventor no Centro-Oeste brasileiro.
Quando assumi o governo, a Delta já era uma das maiores empreiteiras do Rio e do Brasil.
Nunca na minha vida misturei amizade com interesse público.
Levantamento feito pela Secretaria de Fazenda demonstra que no Governo anterior ao nosso, os investimentos totais foram de R$ 4 bi e 985 milhões.
E a Delta recebeu por obras realiadas R$ 402 milhões.
Já no nosso Governo, os investimentos totalizaram R$ 14 bi e 754 milhões.
E a empresa recebeu R$ 1 bi e 176 milhões.
Isso significa que a empresa teve no governo anterior uma participação de 8,07% no total investido.
E, no nosso Governo, de 7,98%.
A diferença é que mais do que triplicamos o valor investido pelo Estado.
São dados do SIG-Sistema de Informações Gerenciais e do Portal de Transparência Fiscal.
Vamos continuar realizando as mudanças na qualidade dos serviços públicos do Estado.
Melhorando cada vez mais a vida do cidadão do nosso Estado.
Conquistando reconhecimento internacional pela forma como gerenciamos o nosso Governo.
E, sobretudo, trabalhando para o nosso povo que nos reelegeu com 68% dos votos no primeiro turno e sente, no seu dia-a-dia, a vida da sua família melhorar no Estado do Rio."

"Nunca neguei minha amizade com o empresário Fernando Cavendish.
Jamais imaginei e, muito menos tinha conhecimento, que a sua empresa fizesse negócios com um contraventor no Centro-Oeste brasileiro.
Quando assumi o governo, a Delta já era uma das maiores empreiteiras do Rio e do Brasil.
Nunca na minha vida misturei amizade com interesse público.
Levantamento feito pela Secretaria de Fazenda demonstra que no Governo anterior ao nosso, os investimentos totais foram de R$ 4 bi e 985 milhões.
E a Delta recebeu por obras realiadas R$ 402 milhões.
Já no nosso Governo, os investimentos totalizaram R$ 14 bi e 754 milhões.
E a empresa recebeu R$ 1 bi e 176 milhões.
Isso significa que a empresa teve no governo anterior uma participação de 8,07% no total investido.
E, no nosso Governo, de 7,98%.
A diferença é que mais do que triplicamos o valor investido pelo Estado.
São dados do SIG-Sistema de Informações Gerenciais e do Portal de Transparência Fiscal.
Vamos continuar realizando as mudanças na qualidade dos serviços públicos do Estado.
Melhorando cada vez mais a vida do cidadão do nosso Estado.
Conquistando reconhecimento internacional pela forma como gerenciamos o nosso Governo.
E, sobretudo, trabalhando para o nosso povo que nos reelegeu com 68% dos votos no primeiro turno e sente, no seu dia-a-dia, a vida da sua família melhorar no Estado do Rio."
Governador Sérgio Cabral se explica
Afeto e poder
Em quase um ano e meio de governo, afloraram divergências entre a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois têm pontos de vista diferentes sobre muitos assuntos. E falam disso quando se reúnem.
É fato, por exemplo, que tiveram opiniões díspares sobre a conveniência de criar a CPI do Cachoeira (Quais eram as opiniões díspares, Kennedy?). Discordaram sobre trocas no ministério e na Petrobrás. Vez ou outra, surgiram ruídos. Enfim, são pessoas e estilos diferentes.
Dilma não é uma marionete alojada no Palácio do Planalto. Nem ele é um caudilho com pretensão de manipulá-la. É possível um rompimento? Resposta: impossível.
A principal razão é o sólido laço pessoal entre os dois. Há afeto de verdade na relação. Para o bem e para o mal, Lula é o político brasileiro que mais faz política com emoção. No seu governo, muitos auxiliares o aconselharam a não dar a mão a algumas figuras que minavam sua imagem. Na maioria das vezes, ele ignorou esses alertas, a fim de priorizar uma blindagem política no Congresso após o susto do mensalão. Lula pagou e paga até hoje o preço disso.
E foi com alta dose de emoção que Lula governou, forçando sua equipe a adotar medidas que aceleraram a redução da pobreza no Brasil. No poder, ele nunca esqueceu sua origem pobre. Quem acompanhou Lula em viagens pelo país testemunhou a intensidade emocional do seu contato com as pessoas, principalmente as mais simples. A alta popularidade do petista é reflexo dessa relação carinhosa com o povo (Carinho não enche barriga, Kennedy. Os motivos são muitos, incluindo esse.)).
A amizade de Lula e Dilma se consolidou em anos de proximidade cotidiana. Ela foi a ministra da Casa Civil que deu a ele o controle efetivo do seu governo. Ele foi o presidente que propiciou a ela a oportunidade de realizar um sonho que parecia inalcançável.
Lula e Dilma gostam um do outro como nunca se gostaram Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco, Paulo Maluf e Celso Pitta e Orestes Quércia e Luiz Antonio Fleury Filho, para ficar nos casos clássicos de rompimento entre criador e criatura da nossa história recente.
O poder real de Lula fora da Presidência é outra razão para crer na impossibilidade de ruptura. Ele não precisa do cargo para ser importante. Lula é. Basta ver a romaria de políticos de todos os partidos e de empresários de todos cantos do país ao Hospital Sírio-Libanês e ao Instituto Cidadania.
A força de Lula faz sombra a Dilma? Faz.
Mas também dá a ela um escudo político invejável. Grande parte da popularidade da presidente é herança do antecessor. Com um estilo próprio, ela tem caído nas graças de setores conservadores que não gostam dele. Juntos e leais um ao outro, Lula e Dilma são imbatíveis hoje na política brasileira.
Apostar numa ruptura é uma furada tão grande quanto aquela do terceiro mandato lulista.
Em 2014, Dilma será a candidata do PT com apoio enfático de Lula. Só um acontecimento extraordinário mudaria isso. Nada no horizonte parece indicar algo nesse sentido. Pelo contrário.
Afeto e poder
Áudio: Cachoeira pede ajuda a Demóstenes para transferir para Goiás PMs acusados de pertencer a grupos de extermínio
O número 1 é Marconi e não Agnelo, mostra inquérito
Brasil 247
O inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), revelado na íntegra com exclusividade pelo Brasil 247, mostra que o contraventor Carlos Cachoeira chamava o governador do estado de Goiás, Marconi Perillo, de número 1 entre seus interlocutores.
Confira a transcrição da passagem que chama Marconi de número 1, localizada na página 94 do volume 7 do inquérito.
TELEFONE NOME DO ALVO
31601002'7445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS• MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X CLAUDIO(I'LX)
DATA/HORA INICIAL DATAIHORA FINAL DURAÇÃO
15/07/2011 19:32:21 15/07/2011 19:33:16 00:00:55
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
316010027445095 316010027459804 316010027459804 R
•RESUMO
CLAUDIO pergunta se não tem jeito de EDIVALDO ir para o lugar de JOÃO FURTADO e como foi a conversa com o NÚMERO I (MARCONI). CARUNHOS diz que MARCONI quer falar com ele pessoalemente c marcou um encontro na quarta-feira à noite na casa de MARCONT.
As investigações apresentadas no volume 7 do inquérito mostram que Carlos Cachoeira tinha participações no governo do Estado de Goiás, como apresentado na transcrição abaixo.
“Os contatos onde o GOVERNADOR MARCONI PERILLO é citado demonstram claramente o envolvimento de CARLINHOS CACHOEIRA com o GOVERNO do ESTADO de GOIÁS, dando a entender que CACHOEIRA teria influência em algumas decisões tomadas pelo GOVERNO. Há diversos áudios que indicam o envio de recados, tanto da parte do GOVERNADOR para CARLINHOS, quanto o inverso, sendo o SENADOR DEMÓSTENES TORRES, EDIVALDO CARDOSO e WLADIMIR GARCEZ os principais emissários destes recados. Alguns diálogos demonstram intimidade entre o GOVERNADOR e pessoas ligadas a CARLINHOS, como ocorreu no episódio da morte de uma pessoa conhecida por DEOCLECIANO.”
Para acessar o volume 7 do inquérito na íntegra, clique aqui.

O inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), revelado na íntegra com exclusividade pelo Brasil 247, mostra que o contraventor Carlos Cachoeira chamava o governador do estado de Goiás, Marconi Perillo, de número 1 entre seus interlocutores.
Confira a transcrição da passagem que chama Marconi de número 1, localizada na página 94 do volume 7 do inquérito.
TELEFONE NOME DO ALVO
31601002'7445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS• MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X CLAUDIO(I'LX)
DATA/HORA INICIAL DATAIHORA FINAL DURAÇÃO
15/07/2011 19:32:21 15/07/2011 19:33:16 00:00:55
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
316010027445095 316010027459804 316010027459804 R
•RESUMO
CLAUDIO pergunta se não tem jeito de EDIVALDO ir para o lugar de JOÃO FURTADO e como foi a conversa com o NÚMERO I (MARCONI). CARUNHOS diz que MARCONI quer falar com ele pessoalemente c marcou um encontro na quarta-feira à noite na casa de MARCONT.
As investigações apresentadas no volume 7 do inquérito mostram que Carlos Cachoeira tinha participações no governo do Estado de Goiás, como apresentado na transcrição abaixo.
“Os contatos onde o GOVERNADOR MARCONI PERILLO é citado demonstram claramente o envolvimento de CARLINHOS CACHOEIRA com o GOVERNO do ESTADO de GOIÁS, dando a entender que CACHOEIRA teria influência em algumas decisões tomadas pelo GOVERNO. Há diversos áudios que indicam o envio de recados, tanto da parte do GOVERNADOR para CARLINHOS, quanto o inverso, sendo o SENADOR DEMÓSTENES TORRES, EDIVALDO CARDOSO e WLADIMIR GARCEZ os principais emissários destes recados. Alguns diálogos demonstram intimidade entre o GOVERNADOR e pessoas ligadas a CARLINHOS, como ocorreu no episódio da morte de uma pessoa conhecida por DEOCLECIANO.”
Para acessar o volume 7 do inquérito na íntegra, clique aqui.
O número 1 é Marconi e não Agnelo, mostra inquérito
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Folha usa leitora de extrema-direita para atacar Lei das Cotas
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Folha usa leitora de extrema-direita para atacar Lei das Cotas
A nova Guerra Fria, agora na internet
Por Carlos Castilho

Os Estados Unidos ganharam a Guerra Fria nuclear sem disparar um tiro, mas podem estar perdendo a versão cibernética do conflito pela supremacia mundial. E acredite quem quiser: a nova superpotência virtual é a China, apontada pelos especialistas ocidentais em segurança cibernética como a maior incógnita contemporânea no que se refere a políticas de uso da internet.
Os norte-americanos não admitem publicamente, mas o jornal inglês The Guardian afirmou na série "Batalha pela Internet" que o número de chineses especialistas em crackear [1] computadores e redes virtuais é maior do que o dos engenheiros norte-americanos dedicados ao desenvolvimento de novos programas e equipamentos para computação. Os crackers chineses são conhecidos também como cyber jedis (guerreiros cibernéticos), numa analogia com os guerreiros do bem na série Guerra nas Estrelas.
No fundamental, a nova versão da Guerra Fria é essencialmente uma guerra por informações onde as armas convencionais passaram a um segundo plano, para desespero de toda a multimilionária indústria bélica mundial. Os jedis chineses, em sua esmagadora maioria protegidos pelo governo de Beijing, vasculham o sistema financeiro ocidental, as redes de comunicações privadas e governamentais, descobrem vulnerabilidades em bancos de dados, em complexos de energia e transporte, bem como, é óbvio, nos serviços de inteligência militar.
A grande diferença em relação à Guerra Fria nuclear é que agora a busca por informações não está voltada para o botão vermelho da retaliação atômica, mas a um complexo e ainda pouco estudado sistema de tomada de decisões no qual os indivíduos estão sendo substituídos por processos impessoais, como as bolsas de valores. A balança do poder mundial não depende mais exclusivamente de decisões tomadas na Casa Branca ou no Palácio do Povo, em Beijing.
A descoberta do poder chinês na internet assustou os governos ocidentais, em especial os Estados Unidos e a Inglaterra, onde os seguidores da velha Guerra Fria ainda são muito influentes. Se até a queda do Muro de Berlim (1989) , os espiões e cientistas nucleares eram os grandes alvos dos estrategistas soviéticos e norte-americanos, agora todas as atenções se voltam para jovens entre 17 e 30 anos, a faixa etária dos modernos guerreiros cibernéticos, um ramo dos nerds (jovens fanáticos por computação).
Em 2011 foi criado na Inglaterra um projeto chamado Cyber Security Challenge (Concurso sobre Segurança Cibernética) destinado a atrair nerds para o campo da Guerra Fria cibernética. Logo na primeira edição, no ano passado, quatro mil jovens de ambos os sexos se inscreveram para a competição, que não chegou a ser divulgada na imprensa. No ano passado, o vencedor foi Jonathan Millican, estudante do primeiro ano de engenharia eletrônica, com 19 anos incompletos.
O julgamento final da versão 2012 Cyber Security Challenge deveria ter ocorrido em março, mas teve que ser adiado porque o site do concurso foi crackeado, segundo os britânicos, por cyber jedis chineses. Os prêmios previstos no concurso variam desde bolsas de estudo até inscrição grátis em eventos ligados à segurança cibernética. Não há prêmios em dinheiro, mas segundo o jornal The Guardian, o emprego em empresas do setor é imediato.
São garotos como Jonathan que passaram a ser observados de perto por estrategistas mililtares que acabam de receber plenos poderes do presidente Barack Obama e do governo inglês para desenvolver uma estratégia antichinesa na guerra pelo controle da internet. Segundo a Casa Branca, cerca de 60% das empresas norte-americanas que tiveram seus sites invadidos por crackers acabaram pedindo falência.
Até agora a principal estratégia do Pentágono era criar muros virtuais (firewall) contra invasões de redes de computadores, mas os especialistas já se deram conta que a defesa passiva é inútil, porque a criatividade dos cyber jedis é quase infinita. Para cada muro criado surgem imediatamente dezenas de opções sobre como derrubá-lo. Por isso a tendência é investir nas ações ofensivas, atacando os centros onde se aglutinam os guerreiros virtuais.
O problema é que a dispersão é enorme nessa área, da mesma forma que o altíssimo índice de privatização das empresas ligadas ao gerenciamento de informações na web complica a ação dos militares, cuja cultura operacional é tradicionalmente centralizadora e vertical. Nos Estados Unidos, de 80% a 90% dos bancos de dados estão em mãos privadas, o que torna extremamente relevante o papel da Google, a megacorporação no setor de informações e a terceira maior empresa privada do mundo no ramo das comunicações.
A estratégia da Google na Guerra Fria cibernética é fundamental para a balança do poder entre os Estados Unidos e a China, mas também transcendental para nós, que usamos gratuitamente os mecanismos de busca, correio eletrônico, YouTube e dezenas de outros aplicativos desenvolvidos pela empresa para captar nossas preferências e dados pessoais.
[1]Neologismo criado para expressar o ato de identificar códigos, senhas e arquivos protegidos em computadores ou redes de computadores. Os crackers são o oposto dos hackers, que desenvolvem novos softwares.
A nova Guerra Fria, agora na internet
Dinheiro no palácio fecha o cerco contra Marconi
Marconi Perillo, governador de Goiás, pode estar com os dias contados à frente do Palácio das Esmeraldas. A manchete principal da Folha de S. Paulo deste sábado noticia a entrega de dinheiro do esquema do bicheiro Carlos Cachoeira ao governador goiano. “É para o governador”, diz Cachoeira sobre o bicheiro. A ligação teria ocorrido em julho de 2011.
A entrega diz respeito à venda de uma casa, que pertenceu ao governador de Goiás. O comprador, supostamente, seria o empresário Valter de Paula, dono de uma faculdade, em Goiás, que recebe recursos do estado. No entanto, foi naquela casa, que pertenceu a Marconi, que Cachoeira foi preso, no fim de fevereiro.
Na reportagem deste sábado da Folha, fala-se de uma operação de R$ 1,4 milhão, cujos recursos teriam sido entregues por assessores de Cachoeira ao empresário Jayme Rincon. Este, por sua vez, é o braço direito de Marconi e comanda a Agência Goiânia de Transporte e Obras Públicas, a Agetop, que contrata grandes empreiteiras, como é o caso da Delta.
“É pro governador”, diz Cachoeira a Waldmir Garcez, um de seus principais assessores, também preso na Operação Monte Carlo. “Vamos lá pagar logo pra ele no palácio lá. Chega lá, paga pro Jayme. Já manda ele entregar o dinheiro, já entrega a chave aí pra ele, depois tira os trem que tem que tirar aqui”.
Desde que o 247 publicou, em primeira mão, que Cachoeira poderia ser o verdadeiro comprador da casa de Marconi Perillo no bairro Alphaville, em Goiânia, o governador sustenta que fez um negócio com Wladmir Garcez e que o imóvel teria sido depois repassado ao empresário Valter de Paula. Agora, os indícios apontam que, além de intermediar o negócio, Cachoeira pode ter sido também o comprador do imóvel. E sua influência no governo de Goiás, tanto na área de segurança pública como na divisão do pacote de obras públicas, é cada vez mais clara.
#foramarconi
Com a divulgação, pela Folha, de uma denúncia tão grave contra o governador Marconi Perillo, o impeachment começa a se desenhar no horizonte goiano. No último mês, manifestantes já foram às ruas em duas ocasiões para pregar o #foramarconi, um movimento que nasceu e cresceu nas redes sociais.
Acuado, o governador goiano tentou sair da defensiva, ao propor que seja investigado pelo próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Inexplicavelmente, o mesmo Gurgel que abriu investigação contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ainda não se moveu em relação a Marconi Perillo.
Leia mais em Brasil 247
Dinheiro no palácio fecha o cerco contra Marconi
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Letícia Martelle e o analfabetismo de Lula
Letícia Martelle deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Lula receberá mais cinco Honoris Causa no Rio de J...":
FALTA O PRINCIPAL PARA LULA , FALTA O LEGITIMO !!!!
Falta o premio , ou titulo por ter feito de seu governo, O MAIS CORRUPTO , MENTIROSO, ENGANADOR, HIPOCRITA, DEMAGOGO E OPORTUNISTA JÁ VISTO NO BRAISL.
Esse titulo , o qual é o mais legitimo , você não quer comprar né Lula ?
A VERDADE É QUE TUDO ISSO NÃO PASSA DE PURO COMPLEXO DE INFERIORIDADE POR ELE SER UM ANALFABETO , POR NUNCA TER ESTUDADO !!!!
AMIGOS, ENTENDÃO QUE A OBSESSÃO DE LULA EM PAGAR PARA RECEBCER ESSES TITUOS, É SIMPLESMENTE POR PURO COMPLEXO DE INFERIORIDADE POR ELE SER UM ANALFABETO.
NADA MAIS QUE ISSO .
UM ANALFABETO QUE NUNCA ESTUDOU POR ISSO NÃO TEVE TITULO DE FORMAÇAO ESTUDANTIL , RAZÃO A QUAL HOJE ELE PAGA PARA RECEBER TITULOS COMPRADOS SEM VALOR LELIGIMO ALGUM .
Alguns problemas com o texto de dona Letícia:
CAPS LOCK, coisa que só iletrado usa.
Espaço antes da vírgula;
Espaço antes dos sinais de exclamação;
Digitar vários pontos de exclamação, coisa típica de iletrados;
Pleonasmos mil, "analfabeto que nunca estudou por isso não teve título de formação estudantil";
Erros de digitação mil: "recebcer", "Braisl", "leligimo";
Acentuação patética: não é falta de acentos no teclado já que vários acentos foram usados, inclusive no maravilhoso "ENTENDÃO".
Incapacidade de argumentação: "Lula comprou os títulos de doutor porque é um analfabeto".
Se quiserem adicionar alguma coisa, fiquem à vontade.
Atualização: vejam por esse outro texto que o estilo é esse mesmo, não é ocasional essa falta de letramento.
Letícia Martelle e o analfabetismo de Lula
Coluna de humor da Mônica Bergamo
MÔNICA BERGAMO
bergamo@folhasp.com.br
ZÍPER ABERTO
O empresário do jogo (?!?!) Carlinhos Cachoeira afirmou não apenas à mulher, Andressa Mendonça, mas também a advogados e a amigos que o visitam que "está louco" para falar.
EU TE CONHEÇO
Um de seus interlocutores diz ter entendido que Cachoeira quer, antes de mais nada, passar "recados" a seus críticos. Mas sem, a princípio, revelações bombásticas e comprometedoras.
DE OUTROS CARNAVAIS
O mesmo interlocutor afirma que Cachoeira caiu na gargalhada ao ver a lista de parlamentares que fazem parte da CPI que o investigará. Afirmou estar curioso para saber as perguntas que alguns integrantes, que conhece, farão no dia em que ele for depor na comissão.
DIETA FORÇADA
E Andressa, que namora Cachoeira há nove meses, emagreceu dois quilos nesses dois meses em que ele está preso. Mas não deixou de fazer ginástica duas vezes por semana, em casa. E de ir ao salão de beleza.
ALIANÇAS
Os dois, que haviam planejado se casar em março, mantêm os planos de oficializar a união. Ela disse a Cachoeira que ele precisa "sair logo da cadeia para casar", pois já está se sentindo "enrolada". Pensam numa cerimônia em casa. Ela é evangélica (??) e ele, católico (??).
TERRA DO JOGO
No ano passado, os dois fizeram viagem romântica para Las Vegas. Assistiram a um show de Celine Dion e a um musical sobre os Beatles.
DILEMA
E o filho mais velho de Cachoeira, que tem 13 anos, quer visitar o pai. Ele não quer que o garoto vá.

bergamo@folhasp.com.br
ZÍPER ABERTO
O empresário do jogo (?!?!) Carlinhos Cachoeira afirmou não apenas à mulher, Andressa Mendonça, mas também a advogados e a amigos que o visitam que "está louco" para falar.
EU TE CONHEÇO
Um de seus interlocutores diz ter entendido que Cachoeira quer, antes de mais nada, passar "recados" a seus críticos. Mas sem, a princípio, revelações bombásticas e comprometedoras.
DE OUTROS CARNAVAIS
O mesmo interlocutor afirma que Cachoeira caiu na gargalhada ao ver a lista de parlamentares que fazem parte da CPI que o investigará. Afirmou estar curioso para saber as perguntas que alguns integrantes, que conhece, farão no dia em que ele for depor na comissão.
DIETA FORÇADA
E Andressa, que namora Cachoeira há nove meses, emagreceu dois quilos nesses dois meses em que ele está preso. Mas não deixou de fazer ginástica duas vezes por semana, em casa. E de ir ao salão de beleza.
ALIANÇAS
Os dois, que haviam planejado se casar em março, mantêm os planos de oficializar a união. Ela disse a Cachoeira que ele precisa "sair logo da cadeia para casar", pois já está se sentindo "enrolada". Pensam numa cerimônia em casa. Ela é evangélica (??) e ele, católico (??).
TERRA DO JOGO
No ano passado, os dois fizeram viagem romântica para Las Vegas. Assistiram a um show de Celine Dion e a um musical sobre os Beatles.
DILEMA
E o filho mais velho de Cachoeira, que tem 13 anos, quer visitar o pai. Ele não quer que o garoto vá.
Coluna de humor da Mônica Bergamo
A morte de um conto de fadas
Por dois anos, maioria das autoridades econômicas foi refém de uma doutrina destrutiva, a austeridade
Primeiro a boa notícia: as pessoas enfim começam a admitir que as medidas de austeridade não estão funcionando. Agora a má notícia: parece haver pouca probabilidade de mudança de rumo no curto prazo.
Abril foi o mês em que a fadinha da confiança morreu.
Pela maior parte dos dois anos passados, a maioria das autoridades econômicas na Europa e muitos políticos e sabichões nos EUA estiveram cativos de uma doutrina econômica destrutiva.
De acordo com ela, os governos deveriam responder a uma severa depressão econômica não da maneira que os manuais de economia recomendam -gastando mais para compensar a queda na demanda privada-, e sim por meio de austeridade fiscal.
Os críticos alertaram desde o começo que austeridade, em um momento de depressão, só agravaria ainda mais o problema.
Mas os "austeros" insistiam em que o oposto ocorreria. Por quê? Por causa da confiança! "Medidas inspiradoras de confiança fomentarão, e não prejudicarão, a recuperação econômica", declarou Jean-Claude Trichet, então presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Quanto à doutrina: apelos que mencionam as maravilhas da confiança teriam parecido naturais para o presidente Herbert Hoover -e confiar na fadinha da confiança funcionou tão bem para a Europa quanto havia funcionado nos EUA durante a presidência de Hoover (1929-1933). Em toda a periferia da Europa, da Espanha à Letônia, políticas de austeridade criaram crises econômicas dignas da depressão.
Nada disso deveria surpreender, já que há muito tempo é evidente que políticas de austeridade jamais cumprem o que prometem.
Mas os líderes europeus passaram anos negando o óbvio, insistindo em que suas políticas estavam para começar a funcionar, e celebrando supostos triunfos, mesmo que as provas concretas quanto a eles fossem quase invisíveis.
Um exemplo notável é a Irlanda, cujos sofridos habitantes foram mencionados como exemplo do sucesso das medidas de austeridade no começo de 2010 e no fim de 2011.
Nas duas ocasiões, o suposto sucesso se provou miragem; passados três anos da adoção de seu programa de austeridade, a Irlanda ainda não demonstrou qualquer sinal de recuperação real de uma crise que conduziu o índice de desemprego a quase 15%.
No entanto, alguma coisa mudou nas últimas semanas. Diversos eventos -o colapso do governo holandês devido a uma proposta de pacote de austeridade; o forte desempenho de François Hollande, cuja retórica é amenamente oposta à austeridade, no primeiro turno da eleição presidencial francesa; e um relatório econômico que mostra que o Reino Unido está em situação pior, na crise atual, do que a que enfrentou nos anos 30- parecem enfim ter derrubado a muralha da negação. Subitamente, todo mundo passou a admitir que a austeridade não está funcionando.
A questão agora é determinar o que farão a respeito. E a resposta, temo, será: "Não muito".
Embora os austeros pareçam ter abandonado suas esperanças, não parecem ter abandonado o medo.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
A morte de um conto de fadas
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Cachoeira de lama - Cachoeira arrumou fita do hotel para o Policarpo
Lula receberá mais cinco Honoris Causa no Rio de Janeiro
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá na próxima sexta-feira, 4, mais cinco títulos de Honoris Causa de universidades do Rio de Janeiro.
Na cerimônia a ser realizada no Teatro João Caetano, Lula receberá os títulos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em cerimônia no , às 10h, na Praça Tiradentes.
Desde que deixou a presidência, ele recebeu o Honoris Causa de 7 instituições. O primeiro deles, em janeiro de 2011, foi da Universidade de Viçosa (MG). Depois da Universidade Federal da Bahia, de três universidades de Pernambuco, da Universidade de Coimbra, em Portugal, e, por último, do Instituto de Estudos Políticos de Paris, a Sciences Po.
Com os cinco que receberá, Lula acumulará 12 títulos. O ex-presidente tem aprovados 80 Honoris Causa no Brasil e no exterior. Honoris Causa é uma expressão latina que significa por distinção honorífica, por motivo ou a título de honra.
Lula receberá mais cinco Honoris Causa no Rio de Janeiro
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